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quinta-feira, novembro 29, 2012

São Paulo, minha musa.[Elisabeth Lorena Alves]

Amigos, agora faço parte da Família Biografia. Meus textos, sobre São Paulo saem toda quinta-feira.
Espero contar com vocês lendo e comentando.
Hoje publico aqui meu primeiro texto que saio a semana passada e que me fez muito feliz, pois diversas pessoas comentaram e pude interagir com cada uma delas.
Abraços...
São Paulo, minha musa.

 
Do lado Direito da rua Direita
Compositores:(Luiz Carlos / Chiquinho)
Originais do Samba

Do lado Direito da rua Direita
Olhando as vitrines coloridas eu a vi
mas quando quis me aproximar de ti não tive tempo
num movimento imenso na rua eu lhe perdi

Cada menina que passava
para o seu rosto eu olhava
e me enganava pensando que fosse você
e na rua direita eu voltarei pra lhe ver

Esta canção fala de algo muito comum em São Paulo, os desencontros que acontecem por causa do seu tamanho e das distâncias que existem entre as zonas e o centro, da dificuldade de encontrar alguém entre a multidão que povoam esta cidade. E fala da corrida diária e do amontoado de pessoas que passam pela Rua Direita, que é um marco de nossa Metrópole.
Cidade esta que já inspirou muitos poetas e compositores a escreverem textos e canções que eternizaram em versos, o coração de nosso Estado.
São Paulo é um mundo dentro de um Estado. Uma miscigenação total de povos e culturas, tem sua população formada por indígenas, europeus e nordestinos. Mas nas regiões afastadas, nas Zonas Leste e Sul, a população é de origem nordestina.
Culturalmente falando, o paulista desenvolveu uma mistura de costumes. Um paulista, filho de mineiro e nordestino, por exemplo, pode ter o costume de comer nhoque todos os dias 29 do mês, um costume tipicamente italiano, onde se coloca um dinheiro abaixo do prato, para se ter sorte – o “Gnocchi da Fortuna”.
Pizza e comida japonesa é bastante comum, inclusive as pessoas compram yakisoba até nos camelôs e em barraquinhas. Pizza é o alimento mais vendido na Capital paulista, sendo seguido de perto pelo segundo, o Sushi. Com cada povo fomos aprendendo agir e receber as pessoas, com os mineiros aprendemos a servir café para as pessoas queridas. Litros durante a visita, acompanhado de um bolo de milho. Ou bolo de fubá cremoso, calórico, mas delicioso! Na culinária, nas artes em geral e nas festas, as misturas formam uma cultura singular, que não pode ser vista em qualquer outro lugar. Mas muito do que existe no Estado de São Paulo pode ser encontrado em outros Estados e até cridos por muitos como de origem própria, no entanto foram costumes difundidos pelos bandeirantes. Mas isto é tema para outras conversas.
Nos forrós promovidos por emissoras de rádio das comunidades nordestinas, é possível encontrar todos os sotaques que fazem esta cidade. Na verdade, em todos os lugares encontramos todos os tipos de rostos, modo de falar e vestes, afinal algumas comunidades, como árabes, judeus e outros povos mantêm o hábito de cuidar da sua cultura e assim, vivem entre todos, sendo os iguais como seres humanos, mas diferentes em seus modos, porém vivendo de modo amigável entre si.
Claro que temos problemas, como todas as grandes cidades e, no momento, a Imprensa conta toda a violência que anda acontecendo ali. Mas São Paulo não é só violência, existem muitas histórias de superação, de anônimos que mudam vidas com suas atitudes. Histórias de amor, literatos desconhecidos dos demais brasileiros, mas que surgiram de lugares distantes e desconhecidos dentro do universo paulista. Artistas de rua que ganham a vida cantando nas esquinas e vendendo nas esquinas seus CDs e DVDs e alegrando a todos.
Os paulistas são vistos por alguns como preguiçosos, já os cariocas dizem que somos viciados em trabalho, os gaúchos se divertem com nossos modos comedidos e assim por diante, mas na verdade não importa como, somos todos seres paulistanos.
Particularmente acredito que o povo de São Paulo pegou para si o melhor de todos os povos. Aproveitou todas as culturas e formou seu modo de ser e agir, continuando festeiro e alegre, afinal, todos nós gostamos de estar com os outros, fazermos um ajuntamento perto de uma boa música, sempre a gosto do freguês.
Bem, na verdade São Paulo é a maior cidade libanesa no mundo, japonesa fora do Japão, portuguesa fora de Portugal e italiana fora da Itália. Além de ter muitos outros povos vindos de vários outros países, hoje por motivos diferentes que a guerra ou a colonização,
Reparo que em outros Estados de nossa Federação, as pessoas curtem um tipo de música apenas, já os paulistas e paulistanos ouvem do clássico ao internacional, curtem samba e pagode, música sertaneja e rock, tudo em uma turma só, em uma festa só.
Lembro-me de um cantor que fez uma brincadeira boba anos atrás, definindo o motivo pelo qual uma espingarda tinha dois canos. Ele disse – e espalhou-se em solo Nacional – que era para matar dupla sertaneja, o povo de São Paulo ficou com muita raiva dele e hoje percebo que se fosse nesta nossa época em que as redes sociais podem levantar uma celebridade ou destruí-la, ele sairia desta bastante marcado. O povo de São Paulo tem um coração gigante que acolhe a todos, sejam eles brasileiros ou estrangeiros, uma vez forasteiro, entre nós, é acolhido com carinho.
Existem várias curiosidades sobre nosso estado e algo que algumas famílias ainda guardam, mesmo neste nosso século de modernidade, é o hábito de certas visitas não entrarem nas casas sem a presença dos homens da casa. E muitos de nós ainda responde “oh de fora” quando alguém chama na porta e diz “oh de casa”.
Sabia que em São Paulo tinha touradas? Pois é! Aconteciam na Praça da República.
Álvares Azevedo, escritor paulista acreditava que nossa cidade era sem movimento e a comparou a um cemitério. E ele disse isto quando as famílias faziam reuniões específicas para que todos se divertissem com as noites de valsa e vinho. Era costume também fazer apostas de cavalos e o Clube era frequentado só por homens. As damas costumavam ir apenas a missa e o namoro era feito em caminhadas contrárias, pelas praças. O homem seguia pelas praças no sentido horário e as mulheres no sentido anti-horário, ambos olhando-se com interesse. Muito diferente das relações modernas onde não é necessário a mulher esperar o homem paquerar ela, sendo que se ela estiver interessada pode se dirigir direto a ele e “xavecar”- uma de nossas palavras comuns.
Bom, por hoje é só “Sangue bom” e se te interessar conhecer nosso povo querido “cola aqui” que ''é da hora''.
Elisabeth Lorena  Alves - Alguém que não gosta de ficar parada, mas que estaciona frente a um bom livro e sonha com as palavras. Posta no Elisabeth Lorena Alves ( www.eliselorena.blogspot.com.br)e no Ser Cristão (http://www.sc-sercristao.blogspot.com.br)

8 comentários:

  1. Anônimo12:37 AM


    Belissimo texto bem coeso e sucinto, porém esclarecedor em relação a São Paulo,esta cidade tão falada e badalada pelo país. Confesso que antes de conhece-la quando ainda estava no avião, olhei para baixo e comecei a ver aquela infinidade de prédios, tantos prédios pareciam caixinhas de fósforo e por um instante eu fique com medo, com medo de descer...e ao mesmo tempo eu percebi que conheceria apenas 0,0000000000 alguma coisa da cidade que estava visitando. Mas São Paulo me cativou, com sua organização pouco vista por seus habitantes, o povo educado, gentil, a variedade de coisas para comprar e a arte como pano de fundo para quem quiser ver. São Paulo não me amedrontou, senti-me segura em suas ruas e próximo de seu povo, definitivament ganhou meu coração, tanto que voltei com meu filho, e não levaria meu filho a um lugar inseguro. Mas voltando ao texto, ficou muito gostoso de ler, assim como tudo que escreves beth, sabes colocar a alma e demonstrar que escrever é algo simplesmente divino. Seja muito bem vinda a Revista, és muito preciosa aqui, teu talento se revelará a cada semana. Bjs
    Jane Eyre Uchôa

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  2. Anônimo12:37 AM



    Excelente, Beth; seu texto mostra muito bem esta cidade e seu povo; parabéns, querida!
    ELÓI ALVES/ letrófilo

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  3. Anônimo12:38 AM



    Não deixou passar nada, adorei o testo... Vejo São Paulo como a mãe acolhedora, não importa como ela teve seu filho ou que língua ele fala, ela o ama como se tivesse gerado.
    Edna Bispo

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  4. Anônimo12:39 AM



    Beth!!!!Maravilhoso seu texto!!!Nossa como me fez recordar o tempo em que eu trabalhava no centro ou delicia rsrsrs...Pra muitos é horrível mas pra mim é tudo de bom.Amo minha cidade e como sinto falta!!!Amei msm seu texto...Bjs.....
    Raquel Souza

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  5. Anônimo12:40 AM



    Beth Poesia, te chamo assim aqui e em qualquer lugar. rsrs Parabéns! Ótimo texto!

    Muito legal seu texto, muito bem trabalhado, prende a atenção... Tenho certeza que, quem tem falsas concepções sobre São Paulo irá mudar de idéia ao ler seu texto. Eu achei super interessante, é sempre bom ler textos sob uma nova ótica como esse. Parabéns de novo.

    Beijos.
    Tobias Lopes

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  6. Anônimo12:40 AM



    Amiga Bethinha ,Elisabeth Lorena Alves,eu li e amei o texto ,não conheço a fundo esta Grande Metropole mas ,deu vontade de conhecer essa mistura de povos e raças que você descreve,lindo texto,só tive dificuldade de comentar, como sempre!
    Marcinha Laurentino - Pereira Barreto - SP

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  7. Anônimo3:08 AM

    Graça e paz irmã Elisabeth, gosto muito de ler seus posts, muito interessantes, obrigado por escrever, e divulgar a leitura.

    Pr Cleverson Silva - União Pentecostal Guaianases.

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    Respostas
    1. Pr Cleverson
      Eu que agradeço por vir ler minhas postagens.
      Amo sua leitura e participação.
      Volte sempre.
      Elis

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