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quarta-feira, junho 12, 2013

Feliz dia dos Namorados!

Para todos os namorados, meu carinho especial.
Que esta data traga muitas alegrias e prazer.
Que o amor não esteja apenas no Ar, mas em cada coração, não só hoje.
Felicidades!

Falando nesta data, gostei de algumas coisas lindas na Internet e resolvi compartilhar com vocês. 
Afinal, desde que comecei na Faculdade tenho deixado vocês todos meio que de lado.
Espero que entendam que estou investindo um pouco mais de tempo em minha vida acadêmica. 

Bem aí vai!

Poxa, como amei a homenagem do Google aos namorados!
Perfeita!
Mônica e Cebolinha em clima de romance.
Apaixonei!
Para não esquecer,capturei
a Imagem e vou deixar aqui para alegrar nosso dia...


Também achei maravilhosa a Homenagem que meu amigo Orlando fez para a esposa em forma de Poesia.
Carmem Lúcia merece!

Quer ler?
Veja Aqui...


quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Amor de Papel [Recanto das Letras]

Amor de Papel
Abri a gaveta e deparei-me com as lembranças escritas de um amor que passou. Na verdade do amor.
Um soluço escapou de meu peito, deixando para trás multidões deles aprisionados. Meus olhos molharam-se com lágrimas que eu jurava já não possuir, minhas mãos tremiam frente a possibilidade de tocar as recordações de momentos maravilhosos que pareciam ter ficado no passado, mas levantava-se em formas de cartas, poemas, cartões e até papeis coloridos de bombons e balas, tudo prova de que relembrar é viver outra vez.
O problema de lembrar um amor que se foi é que sentimos tantas alegrias ao recordar, revivemos momentos que o tempo não conseguiu apagar, lembramos de lugares onde estivemos, de perfumes que sentimos juntos, das canções que dançamos no terraço, ou das vezes que dançamos sem música mesmo, embalados por acordes que só nosso coração ouvia, mas no mesmo compasso.
Sentimos de novo o arrebatamento do primeiro olhar, a surpresa do primeiro beijo, a delícia da primeira carícia, a ternura do roçar dos lábios na pele sedenta, a vida renascer em esperanças.
Vivemos de novo a mesma alegria, desejamos de novo as mesmas carícias...
Então despertamos da letargia e descobrimos que tudo não passou de um recordar e que o que temos nas mãos são apenas marcas do que se foi, fragmentos de um sonho que vivemos tempos atrás, mas que se acabou.
Neste momento nos perguntamos o motivo que fez com que tudo ficasse no passado e percebemos que os motivos não importam, que o que de fato nos interessa 
é que queríamos de volta aquela alegria, mas o que nos restou de concreto são apenas papeis no fundo de um compartimento secreto de nossa gaveta na cômoda.
Cambaleando, zonza com as lembranças despertas, fecho novamente meus segredos na gaveta e empurro com cuidado, temendo que escapem dali.
Era amor, hoje é só papel.Amor de Papel
Abri a gaveta e deparei-me com as lembranças escritas de um amor que passou. Na verdade do amor.
Um soluço escapou de meu peito, deixando para trás multidões deles aprisionados. Meus olhos molharam-se com lágrimas que eu jurava já não possuir, minhas mãos tremiam frente a possibilidade de tocar as recordações de momentos maravilhosos que pareciam ter ficado no passado, mas levantava-se em formas de cartas, poemas, cartões e até papeis coloridos de bombons e balas, tudo prova de que relembrar é viver outra vez.
O problema de lembrar um amor que se foi é que sentimos tantas alegrias ao recordar, revivemos momentos que o tempo não conseguiu apagar, lembramos de lugares onde estivemos, de perfumes que sentimos juntos, das canções que dançamos no terraço, ou das vezes que dançamos sem música mesmo, embalados por acordes que só nosso coração ouvia, mas no mesmo compasso.
Sentimos de novo o arrebatamento do primeiro olhar, a surpresa do primeiro beijo, a delícia da primeira carícia, a ternura do roçar dos lábios na pele sedenta, a vida renascer em esperanças.
Vivemos de novo a mesma alegria, desejamos de novo as mesmas carícias...
Então despertamos da letargia e descobrimos que tudo não passou de um recordar e que o que temos nas mãos são apenas marcas do que se foi, fragmentos de um sonho que vivemos tempos atrás, mas que se acabou.
Neste momento nos perguntamos o motivo que fez com que tudo ficasse no passado e percebemos que os motivos não importam, que o que de fato nos interessa
é que queríamos de volta aquela alegria, mas o que nos restou de concreto são apenas papeis no fundo de um compartimento secreto de nossa gaveta na cômoda.
Cambaleando, zonza com as lembranças despertas, fecho novamente meus segredos na gaveta e empurro com cuidado, temendo que escapem dali.
Era amor, hoje é só papel.
Curtir · · · 28 de janeiro às 08:47

segunda-feira, setembro 03, 2012

Eu ao vento! - Uma Prosa minha



Eu ao vento

 


Você me toma como a uma foto saudosa, perdida entre as folhas amarrotadas de um livro qualquer.
Me aquece o peito de promessas vãs. Sussurra palavras de desejo e me envolve.
Aquece meu sangue com seu toque.
Você me instiga e segue seu caminho, sem notar as feridas que deixa em meu coração.
Olha com seu modo generoso e me acarinha com seu sorriso meigo, mas esquece-me logo.
Molda seu corpo no meu e retribui meus beijos com calor e paixão, mas se afasta e deixa-me carente.
Elogia meus modos, meu sorriso e minha voz.
Ama meu tempero, minhas sobremesas e deixa-me só.
Cansei de ser apenas seu brinquedo.
Eu quero mais que desejo, quero amor.
Se queres o mesmo volte.
Se não voltas eu sei que rejeitas meu sentimento.
Se sou apenas uma doce lembrança, esquece-me entre uma folha qualquer de seu livro.
Eu, mulher, viva e fêmea, continuarei só, mas reconstruirei minha vida.
Deixe-me experimentar viver sem você.

quinta-feira, junho 28, 2012

Contos Femininos - Sogra Madrasta

Sogra Madrasta
Hetebasile Sevla - 2008


            Sou a única irmã,de cinco irmãos,mais velhos que eu.Todos casados,com mulheres maravilhosas, porém sofredoras, pois,embora todos sejam excelente esposos e pois.No entanto, o sofrimento delas, não vem ao caso agora.

             Escrevo pensando em mim.

             Casei-me também.Isto depois de muitas dificuldades. Desde o princípio minha sogra fora contra nossa união.E demonstrou isto de várias formas.

            A primeira que me aprontou, foi dizer que ele era pai solteiro, displicente claro. Não acreditei, mas ela mostrou-me fotos e até cartas de amor antigas. Ri-me muito da situação. Logo depois contou-me que ele era soropositivo, mostrou-me até exames específicos, mas já tínhamos feito os exames pré – núpciais e tínhamos os resultados em mão. Me diverti muito de novo.Afinal, ela era enfermeira aposentada...

           De outra feita a Beth Davis resolveu forjar um encontro entre um ex-namorado e eu. Outra catástrofe em seus planos maquiavélicos, já que o rapaz informara antes meu noiva dos desígnios da megera.

          Nova diversão.

          Isto para mim, claro. De nenhumas destas ‘brincadeiras’ Bruno sorriu. Ficava indignado com as artimanhas de sua mãe.

         O que revoltou de fato nossas famílias foi o que a Lucrecia Borges aprontou em nossa lua de mel.

        Viajamos uma semana depois de casados, atrasados por um infarto sofrido pela Senhora do Destino na recepção, durante o brinde. Um espetáculo à parte. Digno de um Oscar.Internação, recomendação de repouso e tudo o mais que a velha tinha direito.

        Voamos para Gramado, deixando a Sucuri aos cuidados das filhas.

        Hotel lotado, embora houvéssemos reservado  apartamento antes, teve alguma confusão, que não entendemos direito ao chegar, fomos dormir exaustos.

        De manhã, logo cedo somos despertados pela jararaca, que sorrindo adentra a suíte, vinda do quarto ao lado, que julgávamos ocupado   por outro hóspede. Um absurdo. Abrindo as cortinas  do quarto a tagarelar,m indiferente às nossas poucas roupas e cansaço.

        Desta vez não sorri. Entrei em depressão! Procurei em minha memória um pecado gravíssimo que justificasse tamanho sofrimento. Pulei da cama revoltada, joguei  minhas roupas na mala e determinei:”Bruno, vamos embora”

        Ela abriu a boca a chorar, uma chantagem absurda, segurando-o.Nem ao menos olhei para trás, saí do quarto, entrei no elevador e chorando sai pensando em anular o casamento ou envenenar a sogra.

       Lá embaixo um Bruno cansado esperava-me, praticamente morto  por ter decido uma porção de andares, correndo escada abaixo.

       Nem conversamos. Entramos  no táxi fomos para o aeroporto.

       Lá, determinado a continuar nossa Lua de Mel, Bruno conseguiu trocar nossas passagens com outro casal e fomos para Florianópolis, onde passamos 15 dias maravilhosos, com os celulares desligados e sem ligar para ninguém.

      De início cogitávamos em sumir do planeta, mas temos nossas profissões carreiras em São Paulo e minha família vale a pena.

      Se esta história fosse um filme, poderia ser dividida por frases como esta:”Enquanto isto...”Pois é, como sumimos sem deixar rastro, a megera foi a casa de meus pais atrás do filho.

      Como nossos vestígios terminavam no aeroporto de São Paulo, já que o casal que nos ajudara não trocara substituirão os dados da passagem, a digníssima senhora acreditou que meus familiares escondiam o paradeiro do filho dela.

      Foi assim que as madrastas se encontraram. Minha mãe é quase satânica  como sogra.Sempre intrometeu-se nos relacionamentos de meus irmãos. Chega sem avisar.Liga a toda hora. Implica com o jeito das noras administrar suas casa. E defende os filhos, intrometendo-se em quaisquer que sejam as rusgas por eles enfrentadas em seus relacionamentos matrimoniais, transformando-as em brigas homéricas.

     Quando minha sogra contou a última na sala da casa de minha família, minhas cunhadas acercaram-se de minha mãe, beijando-a e agradecidas.

      Imagine a cena!

     Aquelas noras que constantemente sofriam em suas mãos, agora agradeciam por sua bondade até.

     Minha mãe ficou tocada. E a atitudes de minhas maravilhosas  cunhadas acabou por mostrar à minha mãe a extensão de meu desespero.

      Minha mãe soltou –se das noras e literalmente passou para o ataque. Passou das palavras para a atitude e sob os olhares de minhas família estupefata, pulou no pescoço de minha ‘dolce’  sogrinha, estapeando-a e ameaçando das Chamas do Inferno em vida se ao menos ela se aproximasse de mim outra vez.

     Quinze dias depois chegamos a São Paulo. Celulares ligados, descobri que nos últimos 13 dias a preocupada senhora não deixara nenhum recado na Caixa Posta de  nenhum de nossos aparelhos e nem da secretaria eletrônica.

     Liguei para minha mãe avisando que estava de volta. E da sogra nada. Um dia inteiro sem sinal dela.Eu não estava nem aí, lembrando-me ainda do espetáculo patrocinado por ela no início de nossa Lua de Mel. E Bruno muito menos.

     Na noite segfuinte, fomos a casa de meus pais jantar.

     Quando chegamos encontrei minhas cunhadas entretidas na cozinha com minha mãe, todas sorrindo e felizes, meus irmãos jogando cartas  na sala com meu pai. Quase sai de cena, pensando ter entrado na casa errada.

     Afinal meus irmãos viviam protegendo suas esposas do contato com mamãe. Meus sobrinhos corriam pela casa, como se não existisse ali uma avó para brigar com eles pela bagunça na sala. Ruan, meu irmão mais velho, levantou –se para me abraçar. Mas o que quase mata   Bruno e eu de susto foi ouvir minha mãe dizer, ainda da cozinha, às noras:”Filhas, sua irmã chegou”.E saírem todas felizes para nos ver, matar a saudade.      Transformadas.

    Horas depois, descansando todos na  varanda, Julia, esposa de Donato, meu irmão mais novo, contou – nos o motivo da transformação da minha mãe, que de sogra malvada, passara a amiga delas e que com isto conseguira a leveza que podíamos sentir palpável no ar. Bruno foi quem mais se divertiu imaginando o susto que a mãe passara com a ira de minha mãe e todo o restante da família atentar retirar minha mãe de cima dela.

     Ao final da noite, quando chegamos em casa, felizes ainda, nossa paz se mostrava ameaçada pela luz vermelha da secretaria eletrônica, que piscava absoluta na sala. Estávamos certo que era a mãe dele. Bruno pediu que eu só pegasse o recado pela manha, mas não achei justo,afinal passara a tarde com minha família e era justo ao menos ouvir seu recado.

      Murmurando que me arrependeria, beijou-me e jogou-se no sofá, deixando para mim a decisão de ouvir o recado ou não.

      Apertei o botão.Qual não foi minha surpresa, quando, com uma voz excitante, porém facilmente reconhecível, ouvi a sanguessuga dizer ”Carmem, minha querida, me perdoe de verdade. Sua mãe ligou avisando que  você chegaram ontem. Quando consegui, me ligue, para que possamos começar de nov. Caso não queira, entenderei. Sei que fará meu filho feliz.Boa sorte” E o estalido do telefone sendo posto de forma delicada no gancho.

      Seria o fim da sogra madrasta?

      Foi sim. Dona Maria hoje praticamente marca  hora para ver os dois netos que a adoram e que já quebraram metade das porcelanas de  sua cristaleira, com boladas e mais boladas em seus jogos intermináveis , que acontecem até dentro de casa com sua fiel supervisão.

      Isto por que ela e minha mãe dividem a tarefa de cuidar deles, quando estamos trabalhando, é uma verdadeira Marin Poppins.

     Ficaram para trás os dias de Beth Davis, na verdade reina a paz na casa de Poliana. 


Hetebasile Sevla
Postado Originalmente em Recanto Das Letras

IP Casa de Oração - Rua Moreira Neto, 283 - Guaianases - São Paulo

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