Mostrando postagens com marcador Deficiência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deficiência. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, agosto 14, 2013

Um pouco de Poesia e Deficiência só Física.


 Jorge Luis Borges, Poesia, História e Luta.


Conheci Jorge Luis Borges ao estudar as Tecnologias Assistivas.
Este poeta argentino ficou cego depois de adulto, já com certa idade, mas não perdeu o prazer de ler. Lia com os ouvidos, como foi representado por diversos artistas.
Um de seus olhos mais famosos foi o escritor Alberto Manguel, nascido argentino, mas naturalizado cidadão canadense.
O fato deste poeta insistir em escrever e ter contato com a Leitura, mesmo cego, me faz acreditar que não há barreiras que um deficiente físico não possa enfrentar, pois o que nos impulsiona, como seres humanos, é a força de vontade de viver e de lutar por seus ideias.
Para mim, este poeta que 
 nasceu em 1899 na cidade de Buenos Aires, capital da Argentina - cidade que pretendo conhecer um dia -  e faleceu em Genebra, no ano de 1986, é um exemplo de vida, de luta, de insistência, de amizade. Considerado o maior poeta argentino de todos os tempos, tornou-se  um dos mais importantes escritores da literatura mundial, mas seu exemplo de vida ultrapassa seus maravilhosos conhecimentos literários.
Um outro grande Artista disse dele:

"Seu texto é sempre o de uma pessoa que, reconhecendo honestamente a fragilidade e as limitações do ser humano, nos coloca diante de reflexões nas quais, com freqüência, está presente o nosso próprio destino." (Miguel A. Paladino).


Meu poema preferido...

 

UM CEGO


Não sei qual é a face que me mira
quando miro essa face que há no espelho;
e desconheço no reflexo o velho
que o escruta, com silente e exausta ira.
Lento na sombra, com a mão exploro
meus traços invisíveis. Um lampejo
me alcança. O seu cabelo, que entrevejo,
é todo cinza ou é ainda de ouro.
Repito que perdi unicamente
a superfície vã das simples coisas.
Meu consolo é de Milton e é valente,
porém penso nas letras e nas rosas.
Penso que se pudesse ver meu rosto
saberia quem sou neste sol-posto.




Eu vou ficando por aqui, pois hoje tem Seminário na Faculdade e tenho que me preparar...
Beijos e fui...

segunda-feira, abril 15, 2013

Quando eu não andava



Quando fiquei sem andar e todos acreditavam que ficar dependente em cima de uma cama era meu destino final, eu acreditava que aquela dificuldade era mais uma forma de meu corpo espiritual se fortalecer.
Foram meses difíceis, que foram acompanhados pelas pessoas mais chegadas, que iam me visitar apesar de minha situação, entre elas a amada Suzethe Lira e a doce Maria Candido. Testemunhas de quão baixo eu cheguei, mas todos que estiveram comigo, querendo ou não são obrigados a dizer que em nenhum momento eu perdi a fé.

Me via forte e de pé, mesmo quando as dores tentavam me destruir.
O que  a maioria das pessoas não entendem é que está não foi a pior prova que eu passei, embora ficar deitada naquela cama não fosse fácil.
Com o passar dos anos aprendi a valorizar as dificuldades e aprender com elas, mesmo as que me colocaram em risco a Segurança, a Sanidade e a Moral.
Aprendi que um dia morreremos, mas enquanto não chega o dia, o melhor mesmo é reagir contra o que tenta nos aprisionar a alma.
Nosso corpo pode ficar preso, mas nossa alma tem que arrumar um motivo para cantar.
Grandes professores #Paulo e #Silas.



Eu andando de novo!

IP Casa de Oração - Rua Moreira Neto, 283 - Guaianases - São Paulo

Agregadores

Medite!

Gióa Júnior