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sábado, março 23, 2013

Salva e Natureza - Lixos ao mar!

Tem horas que vejo as pessoas ficarem estressadas com os defensores da Natureza e me dá uma raiva imensa.
Tudo bem que alguns defensores de diversas causa tornam-se verdadeiros fundamentalistas e aterrorizam os demais, mas isto não justifica o fato que nós estamos destruindo a Natureza.
Já observou como os pássaros vivem à beira mar? Fazem seus ninhos, cuidam deles até os ovos eclodirem e  voam atrás de alimento para seus filhotes.
Agora imagine se neste meio tempo eles engolirem no mar restos de lixos produzidos pelos humanos. Como sobreviverão? Como voltarão aos seus filhotes? Sofrerão em sua morte?
Cada vez que jogamos um chiclete, uma tampa de garrafa ou a proteção de nosso sanduiche no mar, estamos colocando em risco a vida dos animais marinhos e dos pássaros...
No video que encontrei no Midway mostra o fim trágico das aves que povoam as regiões marítimas e engolem de tudo. As pessoas acreditam que um papel de bala, a tampinha da cerveja ou do refrigerante é uma 'coisinha' de nada que se deixou para trás e não vai trazer prejuízo nenhum para a Sociedade. Na opinião de quem? Só na dele mesmo.
As pessoas precisam urgentemente se tornarem responsáveis por seus atos.
Assista este video ( do fotógrafo americano Chris Jordan) e deixe sua colaboração a este texto em forma de comentário.

sexta-feira, abril 13, 2012

Roubo de ovos no Rio Solimões... [Ironia]

Hoje, conversando com minha amiga Jane, descobri que recomeçaram com as lutas para salvar as Tartarugas da Amazônia. Rimos bastante.
Na verdade o assunto veio a baila justamente por cuasa destes trotes da Internet. Tem sempre alguém veiculando fotos de ajuda, mas quando vamos atrás acabamos descobrindo que estamos envolvidos em mais uma brincadeira sem sentido.
Com tantos problemas que temos para verificar, estas pessoas que criam estes e-mails poderiam lutar para que nossos políticos tivessem seus salárioa reduzidos  ao 1/12.
Já pensou nisto? E eles nem morreriam de fome!
Teve um por ai que disse que o Magistério deveria ser exercido por amor, acho que deveríamos apoiar campanha que fizesse da Política também uma opção caridosa e cada um destes seres, poderiam exercer filantropia, doando algumas horas de suas vidas pelo bem estar do país. Mas isto é utopia.
É mais fácil mesmo a gente trazer a  Luiza do Canadá para ganhar uma grana extra figurando como pseudo-celebridade em festas e feiras do que fazer algo de fato para mudar nosso país e mundo.





Bem, voltemos as Tartarugas...
De posse de um link dela, acabei indo parar no site do Projeto Tamar, para esclarecer o que as próprias fotos mostram:
- O Rio Solimões agora possui ondas - e não pequenas, das grandes mesmo, gigantes!
- Olha a areia desta praia!
- E nossos  quelônios (Tartarugas Oliva) agora são verdadeiros monstros marinhos frente as nossas tartarugas de sempre...

Claro que me reservo o direito de rir muito, na verdade, gargalhar!
Crime ambiental é?
Na Amazonia? Rio Solimões? Com todas estas ondas?
Com esta praia clara?
Brasileiro que cai numa desta não conhece mesmo seu país.
 
Detalhe!
Olha o tamanho destes quelônios? - Repetição proposital!
No Brasil não temos este tipo de tartarugas... As nossas tartarugas gigantes, cabeça de couro, ou Tartaruga de Couro, estão na região do  Espírito Santo:
Na verdade trata-se de tartarugas da Costa Rica e não é um roubo, é algo planejado pelos cientistas locais para que os primeiros ovos não se percam...
Veja esclarecimento do Projeto Tamar:

Na Praia de Ostional, na Costa Rica, onde esse fenômeno também acontece, e que está retratado nas imagens, os moradores locais, baseados em dados biológicos, são autorizados a fazer o aproveitamento dos ovos que são depositados nos dois primeiros dias da arribada e que seriam destruídos pelas fêmeas que desovam nas noites seguintes. Ou seja, os moradores locais coletam os ovos depositados somente nas duas primeiras noites e deixam os ovos desovados nas três noites seguintes.

Como tudo na vida há prós e contras, críticas e elogios. Porém, os conservacionistas da Costa Rica acompanham, através das analises cientificas, o desenrolar dessa experiência que há dezenas de anos mobiliza milhares de pessoas e tartarugas.
Detalhe 2:
Na maioria dos e-mails salvadores da pátria - digo, das tartarugas - afrima-se que as pessoas que aparecem na foto são membros do MST.
Se isto não tem um pézinho na pol;itica nem digo nada...

Um pouco mais sobre Tartarugas:
As tartarugas pertencem à ordem dos quelônios, que se subdivide nas subordens dos criptodiros e dos pleurodiros, segundo diferenças na movimentação do pescoço, quando retrátil, e pela fusão da pelve ao plastrão, que ocorre na segunda subordem. O corpo desses animais é coberto de placas córneas simétricas, de origem epidérmica. Na boca, um rebordo ou bico córneo, muito resistente e afiado, substitui os dentes. Os olhos são protegidos por pálpebras superiores e inferiores.

terça-feira, julho 21, 2009

Pirataria Ambiental - Agora estão roubando água doce no rio Amazônia

Depois de piratear madeira e tudo o mais, agora estão pirateando água doce.
Leia o texto abaixo e diga o que acha disto.
Beijos
Elisabeth Lorena
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Navios roubam água dos rios da Amazônia
Erik von Farfan

Jornalista






Depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. Uma nova modalidade de saque aos recursos naturais denominada hidropirataria. Cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais. Porém a falta de uma denúncia formal tem impedido a Agência Nacional de Águas (ANA), responsável por esse tipo de fiscalização, de atuar no caso.

Enquanto as grandes embarcações estrangeiras recriam a pirataria do Século 16, a burocracia impede o bloqueio desta nova forma de saque das riquezas nacionais.

Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas, sabe desta ação ilegal; contudo, aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. “Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida”, afirmou.

O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. “Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado”, observa.

A defesa das águas brasileiras está na Constituição Federal, no Artigo 20, que trata dos Bens da União. Em seu inciso III, a legislação determina que rios e quaisquer correntes de água no território nacional, inclusive o espaço do mar territorial, é pertencente à União.

Isto é complementado pela Lei 9.433/97, sobre Política Nacional de Recursos Hídricos, em seu Art. 1, inciso II, que estabelece ser a água um recurso limitado, dotado de valor econômico. E ainda determina que o poder público seja o responsável pela licença para uso dos recursos hídricos, “como derivação ou captação de parcela de água”. O gerente do Projeto Panamazônia, do INPE, o geólogo Paulo Roberto Martini, também tomou conhecimento do caso em conversa com técnicos de outros órgãos estatais. “Têm nos chegado diversas informações neste sentido, infelizmente sempre estão tirando irregularmente algo da Amazônia”, comentou o cientista, preocupado com o contrabando.

Os cálculos preliminares mostram que cada navio tem se abastecido com 250 milhões de litros. A ingerência estrangeira nos recursos naturais da região amazônica tem aumentado significativamente nos últimos anos.




Águas amazônicas

Seja por ação de empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou pelas missões religiosas internacionais. Mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) ainda não foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.

A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobras e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. “Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática”, reafirmou Ivo Brasil. A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.

Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus.

As águas salinizadas estão presentes no subsolo de vários países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita, Kuwait e Israel. Eles praticamente só dispõem desta fonte para seus abastecimentos. O Brasil importa desta região cerca de 5% de todo o petróleo que será convertido para gasolina e outros derivados considerados de densidade leve. Esse procedimento de retirada do sal é feito por osmose reversa, algo extremamente caro.

Na dessalinização é gasto US$ 1,50 por metro cúbico e US$ 0,80 com o mesmo volume de água doce tratada.



Hidro ou biopirataria?

O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável. “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”, comenta.

O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.

Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes. O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. “Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região”, argumentou Martini.

A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro. Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. “Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos”, observou.

Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada “hidropirataria” seria relativamente pequeno. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. “Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce”, comentou.

Segundo o pesquisador do INPE, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos. Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. “Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso”, explicou.

Em todo o Planeta, dois terços são ocupado por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas. Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.

A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.

Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.

Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.

Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio. A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.

As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.


Fonte: Eco 21
Ano XIV - nº 93 - Agosto - 2004
www.eco21.com.br

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