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quarta-feira, junho 20, 2012

Um conto moderno e minha reflexão

Um conto e minha reflexão



O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.
Primeira: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta Mão nós chamamos de DEUS, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção a Sua vontade.
Segunda: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado. Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.
Terceira: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.
Quarta: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.
Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.
(Autor  Desconhecido)

Reflita:

Que tal falarmos sobre nós mesmos?
Muitas vezes nos achamos tão importantes que deixamos de analisar o que de fato importa. Esquecemos que a vida é feita de um conjunto de atitudes, mas infelizmente nos prendemos ao nosso orgulho e deixamos de agir da forma correta, assim acabamos desrespeitando a Deus, ao próximo e as pessoas que amamos.
É importante que reconheçamos a nossa importância no contexto geral da vida e sejamos o mais leal possível para com Deus e os outros.
Existem algumas coisas que podemos fazer pata sermos melhores como pessoas e como cristãos e muitas vezes não as priorizamos por considerá-las óbvias e superficiais.
Não devemos esquecer que Deus nos guia e que sem Ele nada somos ou nada faremos. Não devemos nos acovardar quando as lutas aparecem em nossa vida, pois são elas que nos fortalecem e que nos desafia a sermos cada dia melhores: Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. João 15:5 .
Não devemos jamais nos acharmos tão perfeitos, como se nunca errássemos, pois somos humanos e cometemos erros e, quando assim agirmos, o melhor é voltar atrás e refazer o caminho. Consertar nossos erros é uma atitude de sabedoria. E consertar nossos erros nada mais é que produzir frutos que mostre nosso arrependimento (Mateus 3-8).
Também devemos entender que as embalagens são passageiras. Para se conhecer o presente, a gente vai ter que desfazer o pacote, por mais belo que ele seja. E a Bíblia nos adverte a Não julgarmos pela aparência, mas julgarmos segundo o que é reto (João 7-24).
Também devemos entender que devemos deixar marca na vida das pessoas e justamente por isto, devemos fazer de tudo para que elas sejam as melhores possíveis. No livro de Salmos (1-3) esta registrado algo maravilhoso de se meditar sobre aquele que não anda segundo os conselhos dos ímpios: Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. E o fruto do homem sábio é a memória que ele deixa nas pessoas que o cercam.
Pensem nisto!


sexta-feira, maio 11, 2012

Deus Negro - Neimar Barros

Este é um poema de um homem confuso, dividido em sua percepção doentia de fé e sua falta dela.
No entanto seu poema é uma verdade que não pode nunca ser tida como mais uma de suas supostas loucuras.
Antes de postar o texto, cabe aqui minha reflexão. Assim como os católicos de então acreditaram na conversão deste artista e aproveitaram bem de sua Literatura, nós cristãos estamos acostumados a sermos enganados por artistas que desejando ser celebridades gospel (detesto esta palavra!), adentram nossas igrejas contando histórias de conversões milagrosas, expondo segredos de outros artistas e usando os altartes das nossas igrejas para firmarem mais seus nomes e, muitos voltam ao poço de onde vieram, levando para lá o riso, a comédia de termos crido em suas mudanças.
Sabe que nome se dá a esta atitude nossa de agregar aos nossos templos estes pseudos- cristãos? Falta de visão espiritual.Nossos olhos estão tapados e por isto mesmo estes seres se aboletam em nosso meio se fazendo de bons moços e brincnado com a nossa fé.
Sabe o que e entristece. É que alguns mais espirituais quando criticam esta banalizaqção da fé são vistos como seres anorais, atrasados e chegam a ser perseguidos por não acreditarem nestas conversões instântaneas.
Devemos abrir bem nossos olhos e prestarmos muita atenção porque satanás nem disfarça mais seus sapatos, ele vem de tamanco e nós estamos esperando ele vir de sapatinho de algodão.

Quanto ao poema, é super válido e por isto divido com vocês.
Abraços
Elisabeth lorena Alves
Deus Negro
Neimar Barros

Eu, detestando pretos,
Eu, sem coração!
Eu, perdido num coreto,
Gritando: "Separação"!

Eu, você, nós...nós todos,
cheios de preconceitos,
fugindo como se eles carregassem lodo,
lodo na cor...
E, com petulância, arrogância,
afastando a pele irmã.

Mas,
estou pensando agora,
e quando chegar minha hora ?
Meu Deus, se eu morresse amanhã, de manhã?
Numa viagem esquisita, entre nuvens feias e bonitas,
se eu chegasse lá e um porteiro manco,
como os aleijados que eu gozei, viesse abrir a porta,
e eu reparasse em sua vista torta, igual àquela que eu critiquei?
Se a sua mão tateasse pelo trinco,
como as mãos do cego que não ajudei ?
Se a porta rangesse, chorando os choros que provoquei ?
Se uma criança me tomasse pela mão,
criança como aquela que não embalei,
e me levasse por um corredor florido, colorido,
como as flores que eu jamais dei ?
Se eu sentisse o chão frio,
como o dos presídios que não visitei ?
Se eu visse as paredes caindo,
como as das creches e asilos que não ajudei ?
E se a criança tirasse corpos do caminho,
corpos que eu não levantei
dando desculpas de que eram bêbados, mas eram epiléticos,
que era vagabundagem, mas era fome?

Meu Deus !
Agora me assusta pronunciar seu nome .
E se mais para a frente a criança cobrisse o corpo nu,
da prostituta que eu usei,
ou do moribundo que não olhei,
ou da velha que não respeitei,
ou da mãe que não amei ?
Corpo de alguém exposto, jogado por minha causa,
porque não estendi a mão, porque no amor fiz pausa e dei,
sei lá, só dei desgosto?

E, no fim do corredor, o início da decepção .
Que raiva, que desespero,
se visse o mecânico, o operário, aquele vizinho,
o maldito funcionário, e até, até o padeiro,
todos sorrindo não sei de quê?
Ah! Sei sim, riem da minha decepção.

Deus não está vestido de ouro. Mas como?
Está num simples trono.
Simples como não fui, humilde como não sou.

Deus decepção .
Deus na cor que eu não queria,
Deus cara a cara, face a face,
sem aquela imponente classe.

Deus simples! Deus negro !
Deus negro?

E Eu...
Racista, egoísta. E agora ?
Na terra só persegui os pretos,
não aluguei casa, não apertei a mão.

Meu Deus você é negro, que desilusão!

Será que vai me dar uma morada?
Será que vai apertar minha mão? Que nada .

Meu Deus você é negro, que decepção!

Não dei emprego, virei o rosto. E agora?
Será que vai me dar um canto, vai me cobrir com seu manto?
Ou vai me virar o rosto no embalo da bofetada que dei?

Deus, eu não podia adivinhar.
Por que você se fez assim?
Por que se fez preto, preto como o engraxate,
aquele que expulsei da frente de casa?

Deus, pregaram você na cruz
e você me pregou uma peça.
Eu me esforcei à beça em tantas coisas,
e cheguei até a pensar em amor,

Mas nunca,
nunca pensei em adivinhar sua cor.
.

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