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sexta-feira, dezembro 02, 2016

Maibi vai ao Maurity




Olá!

Saudades de vir aqui, mas a Faculdade está acabando com tudo o que é melhor de mim!
Saúde, tempo e Paciência.
E você pode perguntar: Vale a pena?

- Vale sim!

Vale por exemplo, por causa do Maurity.

Ah, está bem... Você não sabe o que é Maurity...

Vamos ao começo então...

Maurity, ou Escola Estadual Professor Antonio Maurity Monteiro Coelho, é a Unidade escolar onde estamos desenvolvendo o Projeto de Estágio - último fora da Universidade.


A professora da vez é Maria Luiza Germano de Souza, ou apenas Professora Germano. Manda bem em Literatura, é fera! Uma professora com presença de sala, conhecimento e desenvoltura que eu admiro - e que quero ter quando crescer!
Ela nos convidou para trabalharmos o Ensino da Literatura no Maurity. Cada colega está trabalhando um tema. Eu escolhi Literatura Amazonense para as turmas de Língua Portuguesa, Filosofia e Sociologia. E para as turmas de Inglês, O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde, da Literatura Inglesa (óbvio!). e está sendo maravilhoso.

Ontem trabalhei com duas turmas. uma mista, na aula de Sociologia - que foi interrompida, pois, infelizmente a escola só possui uma sala de mídia - [Socorre eles Seduc!]

E na terceira aula, fui trabalhar com a professora Villiam, de Filosofia, na turma 1.4.

Vocês não imagina como eles são show!



O tema a trabalhar era Transversalidade em Maibi, conto de Alberto Rangel, da literatura Amazonense, do livro Inferno Verde, escrito em 1908 - com foco no meio ambiente e na reflexão. Texto magnífico.



As pessoainhas lindas do 1.4 fizeram Leitura coletiva de parte do texto, acompanhamento lexical com reconhecimento do vocabulário peculiar do texto, contextualização histórica com foco no extrativismo da Borracha e de quebra, conheceram um texto maravilhoso.

Conto para a maioria dos estudantes  é chato, mas quando eles entenderam a "pegada" do texto e o terror que ele representava, se amarraram.

Amei de paixão trabalhar com essa turma e ser recepcionada pela professora Villiam, que fez questão de supervisionar meu trabalho em sala.

Classe linda, que deu atenção a minha figura, respeitou o tema e, quando chamados a representação teatral - sem ensaio - entenderam maravilhosamente o espírito do texto e representaram os papéis  muito bem...
Está bem... Você não entendeu...Bem, eu explico.



Para contextualizar as diferenças dos povos que habitavam o Amazonas na época retratada, dividimos a turma por equipe de leitura. E cada um representava um grupo: Indígenas, Amazonense comum e Cearenses (nordestinos). Quando o seringalista - representado por mim - ia ao ajuntamento desses povos, oferecendo "uma oportunidade de ouro", cada um entendeu qual posição tomar.
Os indígenas, que não tinha as mesmas necessidades dos brancos, rejeitavam de pronto, mostrando que tinham comida na natureza, roupas e bens que podiam retirar - com cuidado - da Mãe Terra.
Os amazonenses comuns, sabiam que havia algo estranho nos seringais e preferiam vender aipim e cuidar de suas pescas a irem para dentro da mata retirar o "leite" da madeira.

Já a turma que representava o nordestino, aceitavam ao ouvir falar de água e comida.

Turma linda!
Entendeu o temática e trabalhou com alegria com essa professora paulista tão apaixonada pelo "Escrito feito no Amazonas".



Literatura é vida!

Amei vocês!


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