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sexta-feira, fevereiro 05, 2016

Gióia Junior, a pedido de seguidores - Para a Glória de Deus

Olá queridos amigos e seguidores do meu Blog querido...
Demorou encontrar, mas ei-lo aqui: Para a Glória de Deus, de nosso poeta Gióia Junior.
Encontrei no Youtube e no Olhai o Lírio do Campo, um blog "delicinha" que sigo e que vale a pena visitar...
É um poema lindo e atual, fala à nossa alma, mostra nossa realidade... Foi bom procurá-lo para vocês.
Abraços e fui...




PARA GLÓRIA DE DEUS

Para glória de Deus é que em noites geladas
e em cinzentas manhãs e frias madrugadas,
meus versos tenho escrito - eis a grande verdade.
Que não haja em minha alma a mínima vaidade.
Que vaidade teria a estrela no seu lume
e o mar em seu poder e a rosa em seu perfume?
Tu me deste, Senhor, a lira que dedilho
para que eu glorifique o nome do TEU FILHO,
e o proclame aos mortais e o bendiga e enalteça;
faze que  eu diminua a fim de que Ele cresça.

Dá que eu possa vencer a condição humana
e me afaste, Senhor, dessa estrada profana
que engana e desorienta e desatina e ilude
e corre para o vício e foge da virtude.

A Poesia, é mister que tenha sempre um fim,
deve a poesia fugir da  Torre de Marfim
e sofrer com o povo e sentir mais e mais
as negras aflições dos problemas sociais:

as estrofes, bem sei, não serão menos belas
se trouxerem nos pés a lama das favelas
e os versos não serão, por certo menos nobres
se exigirem o pão para os meninos pobres.
Hoje em dia se pede ao poeta que não sonhe
e não fuja da terra e jamais se envergonhe
de dizer a verdade...É mister que a poesia
seja mais realidade e menos fantasia.

Tu me deste, Senhor, esta lira modesta
a fim de que eu mostrasse em cânticos de festa
que devemos deixar todos os outros alvos,
para encontrar a Cruz, onde nós somos salvos
não pela nossa  glória ou pela nossa luz,
mas pela expiação do sangue de Jesus!

Há quem cante o prazer e as delicias da terra,
há quem chame as nações para os males da guerra,
há daqueles também de fronte coroada
que escrevem muita coisa e que não dizem nada;
e eu, que posso dizer dos pobres cantos meus?

 - Meus versos escrevi para Glória de Deus!

 (Gióia Júnior - no livro - Jesus Alegria dos Homens)


Serviços:
Onde encontrar: Olhai o lírio do Campo

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Nada era dele - Gióia Júnior - Audio-Vídeo

Um dos primeiros poemas que conheci de Gióia Júnior foi "Nada era dele", lindo e maravilhoso, retrata a vida e a morte de Jesus com leveza, mas com a profundidade necessária...
Hoje vou partilhar com vocês.
Salvei em meu note, pois está difícil conseguir  a permanência de links. Mas está límpida  a voz de nosso Poeta...
Ouçam...
Abraços...

terça-feira, outubro 18, 2011

Muda meu coração - Gióia Junior

Muda o meu Coração
Gioia Jr

Muda o meu coração, realiza neste instante
O divino milagre, o sublime transplante,
Arranca do meu peito onde a maldade medra
E onde o pecado habita- o coração de pedra
E planta um coração que só amor encarne,
Um novo coração- um coração de carne.

Muda o meu coração – e que nem sombra ou tédio
Possam prejudicar o divino remédio
Que fixa em nosso corpo o novo coração...
Afasta do meu ser o mal da rejeição,
Que o novo coração que me hás de dar resista,
Seja tudo de mim na luta e na conquista.

Muda o meu coração no milagre da fé
Como um dia mudaste o de Pedro, o de André,
O de Bartolomeu, o de Paulo, o de João.
Fixa dentro de mim um novo coração
Que só te saiba amar e ao próximo também
E que só tenha paz no caminho do bem!

Queima o meu coração cheio de fantasias
Como queimaste um dia os lábios de Isaías,
Tira de novo, ó Mestre a brasa da tenaz
E põem dentro de mim um coração de paz
Onde possas morar para sempre Senhor,
Num abrigo de fé, numa casa de amor...

Arranca o coração que envenena o meu peito
Com dúvida cruel e triste preconceito
E põe um coração com tuas próprias mãos
Que a todos saiba ver como amados irmãos
Que ele seja bondoso, amável, tolerante,
Na mudança eficaz do divino transplante.

Muda o meu coração, transforma-o enquanto é cedo
E que o novo jamais sofra de angústia ou medo...
Hoje espontaneamente e humildemente venho
Suplicar: modifica o coração que tenho
Não poderei viver sem esta operação:
Oh! Divino Pastor, muda o meu coração!

segunda-feira, outubro 10, 2011

O ECO - Gióia Junior

O ECO

GIÓIA JÚNIOR


O que posso fazer se a vida, a glória fez-ma
rotineira, a ilusão não muda, é sempre a mesma.
Que fazer se o prazer é sempre essa utopia
de um minuto feliz! A maior alegria
é ligeira, é fugaz como uma gargalhada,
... inunda a sala e cessa e volta para o nada...
Que fazer para ter alguma recompensa?
Mecânico e fatal o eco responde: ...pensa...

Pensar? Como, pensar? Perder a mocidade
no egoísmo sem razão dessa inutilidade...
Pensar apenas? Não, teria acaso um fim,
pensar, pensar, pensar... de mim e para mim?
Esgotar a existência em um plano ilusório,
sozinho usufruir da paz de um escritório?
Quero menosprezar a vida dissoluta...
Mecânico e fatal o eco responde:...luta...

Lutar... porque lutar... ver bandeiras ao vento,
tambores e clarim, galões e fardamentos,
ver o sangue jorrar em vis revoluções,
ver Césares, Pompeus, Felipes, Napoleões...
Lutar... porque lutar, se essa glória que embriaga
tem o brilho na aurora e no poente se apaga...
Quero mais, muito mais... quero a brasa que inflama.
Mecânico e fatal o eco responde:... ama...

Amar... amei a vida e a vida é tão ingrata...
“Traz o pó que alimenta o micróbio que mata”...
Não, de modo nenhum, permaneço na teima...
“A fogueira que aquece é a mesma que nos queima.”
Amar, de que nos vale amar se o amor é vário,
se ao beijo tem seqüência as dores do calvário...
Quero fugir do mundo e procurar a calma...
Mecânico e fatal o eco responde:... alma...

Alma... quando escutei essa palavra, quando
meditei, vi que havia uma força operando
além da compreensão... vi que o meu ódio acerbo
era a minha impotência ante o mando do Verbo.
Quando, porém, notei que a paz aurifulgente
está em nós firmada... algo puro, inerente
ao nosso próprio ser... chama viva e sagrada
que opera no interior sem depender de nada.

Alma... quando notei que em meu corpo carnal
morava um universo, uma essência imortal,
entreguei-me a Jesus e firmado em seu nome,
na vivificação matei a minha fome.
Pensei... soube pensar em seu reino... lutei
sem medo de derrota ao lado do meu Rei...
Amei aos meus irmãos. E agora em mim revive
a encantadora voz do eco bradando: VIVE!


São Paulo, Julho de 1948.
(Do livro “O CANTICO NOVO” – páginas 25/26)

sábado, outubro 08, 2011

A Caridade - Gióia Junior

A CARIDADEGióia Jr.

1º Coríntios 13


Se eu soubesse falar a linguagem dos santos
e a dos homens também; se dons tivesse tantos...
não tendo a caridade, os mais preciosos dons
seriam como o bronze a desfazer-se em sons;
como um címbalo estranho, eu louco vibraria.
Se a mim me fosse dado o dom da profecia;
se a minha poderosa e viva inteligência
retivesse em seu cofre os mistérios da ciência;
se eu tivesse em meu peito a fé viva e sagrada,
não tendo a caridade, eu não teria nada.

Se, em gesto de renúncia, em atitudes nobres,
meus haveres, meus bens eu desse para os pobres;
se, em sacrifício ideal e intenção verdadeira,
entregasse o meu corpo às línguas da fogueira,
porém, sem caridade, em maneira impensada,
minhas dores cruéis não valeriam nada.

Longânima,e benigna e sem jactância e sem
esse ar sacrificial e sofredor de quem,
oferecendo, busca, e, ofertando, deseja,
ela é sem interesse e também sem inveja.
Não se ira, não suspeita a santa caridade,
abomina a injustiça e proclama a verdade.
Seu seio é, para o bem, o mais precioso cofre;
tudo suporta, crê, espera e tudo sofre.
Se existe profecia, o seu dia aparece
e ela se cumpre. É como a flor, vive e fenece;
se existe língua, um dia, arde como os incêndios,
e outro dia, se faz nas cinzas dos compêndios.

A ciência é um edifício, um mundo que desaba,
porém a caridade, essa jamais se acaba!
Em parte vemos hoje e expomos o conceito,
mas um dia virá em que, tudo perfeito,
o que hoje o mundo vê de um modo parcial,
amanhã, poderá ver na forma total...
Um dia eu fui menino, o mundo pequenino
que eu via era somente um mundo de menino...
Hoje compreendo mais e desde que, sereno,
meço e observo, deixei as coisas de pequeno.
Hoje é como se a nossa ilusão se espelhasse,
mas, um dia, porém, veremos face a face.
E o que conheço em parte ( a parte que hei vivido)
conhecerei por fim, como fui conhecido.
Se ainda os homens estão corajosos, de pé,
devemos à Esperança e à Caridade e à Fé.
Permanecem as três virtudes, na verdade,
mas a maior das três se chama: “A Caridade”!


São Paulo 1949

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Nada era DEle -Gióia Júnior

Nada era dEle

Gióia Júnior
Inspirado em Stanley Jones

Disse um poeta um dia,
fazendo referência ao Mestre amado:
"O berço que Ele usou na estrebaria,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o manso jumentinho,
em que, em Jerusalém, chegou montado
e palmas recebeu pelo caminho,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o pão - o suave pãp
que foi por seu amor multiplicado,
alimentando toda a multidão -,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E os peixes que comeu
junto ao lago e ficou alimentado,
esse prato era seu?

- Era emprestado!

E o famoso barquinho?
aquele barco em ficou sentado,
mostrando à multidão qual o caminho,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o quarto em que ceou
ao lado dos discípulos, ao lado
de Judas, que o traiu, de Pedro, que o negou,
por acaso era dEle?

- Era emprestado!

E o berço tumular,
que, depois do Calvário, foi usado
e de onde havia de ressuscitar,
o túmulo era dEle?

- Era emprestado!

Enfim, NADA era dEle!
Mas a coroa que ele usou na cruz
e a cruz que carregou e onde morreu,
essas eram, de fato, de Jesus!"

Isso disse um poeta, certo dia,
numa hora de busca da verdade;
mas não aceito essa filosofia
que contraria a própria realidade...
O berço, o jumentinho e o suave pão,
os peixes, o barquinho, o quarto e a sepultura,
eram dEle a partir da criação,
"Ele os criou" - assim diz a Escritura...

Mas a cruz que Ele usou
- a rude cruz, a cruz negra e mesquinha
onde meus crimes todos expiou,
essa não era Sua,
ESSA CRUZ ERA MINHA!

Meu relato
Conheci esta poesia na adolescência e a declamei na escola Pública onde estudava, numa NOITE DE TALENTOS.
Ao terminar todos ficaram em silêncio por alguns minutos, depois aplaudiram de pé.
Claro que foi pela beleza das palavras tão profundas deste poema maravilhoso.

Elisabeth Lorena Alves

Para que eu seja um bom Samaritano - Gióia Júnior


ORAÇÃO PARA QUE EU SEJA UM BOM SAMARITANO


... A nossa vida é um caminhar também
do pó primeiro ao derradeiro pó...
Partimos de qualquer Jerusalém
Para alcançar alguma Jericó.

Vamos assim despreocupados, sem
Pensar... e vemos, atirado e só,
Um pobre peregrino, sobre quem
Socos e pontapés deram sem dó...

Seja eu que caminhe de alma aflita
E veja o réu da fúria do chicote
Para que num esforço sobre-humano,

Mate a minha tendência de Levita,
Dobre o meu coração de sacerdote,
E surja como um Bom Samaritano!

IP Casa de Oração - Rua Moreira Neto, 283 - Guaianases - São Paulo

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Gióa Júnior