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sábado, dezembro 17, 2022

Sobre o aniversário da minha irmã Jane e uma festa de copo e faca


 Sobre o Aniversário de minha irmã e uma festa de garfo e copo.



Foi o aniversário da minha irmã Jane. Fomos convidados para dividir essa felicidade com seus amigos.

Simpáticos e receptivos, mas eu sou uma capricorniana antissocial e estava lá com meu Gloogle drive aberto, escrevendo aquele livro eterno que ainda é projeto e "tals".

Sorri educadamente a quem me sorriu. Agradeci sinceramente a ajuda de uma querida que cuidou de mim e de minhas muletas. Entretanto, eu realmente parecia não estar na festa - mesmo que tenha cantando algumas das músicas junto com o excelente @EloiJr e seus convidados.

A festa para mim começou com um copo de gelo e um garfo.

Espere que já falo! Afinal, você deve estar se perguntando:

"O que um copo e um garfo tem a ver com uma festa?"

Eu conto.


Dona Rosalba terminou seu jantar e continuou tomando sua água. Com dificuldade motora, ela queria bater palmas para o cantor Eloi Jr e sua banda. O copo e o garfo eram seus aliados. Vi por um tempo ela brindar os músicos com seu copo. Ele tem a técnica perfeita. Sabe o ponto exato de bater e o som se expande. 

Inocente do uso inusual do copo, o garçom responsável por nossa mesa levou-o com os pratos, copos e garrafas. Dona Rosalba ficou sem ter como aplaudir. Seu rostinho decepcionado me deixou sem rumo. 

Levei um tempo caçando coragem, mas chamei o rapaz. Osvaldo, seu nome. 

Veio. Ouviu meu pedido. Educado. Bem-humorado.

Trouxe um copo limpo, gelo e o garfo. E você não pode mensurar a alegria de nossa amiguinha. O sorriso tomou a sua face. Eu ri junto. Sabe aquelas pequenas atitudes que servem mais a você  que ao outro?

Bem assim.

Depois disso, passaram pelo palco e pela performance vocal de Eloi Jr e seus convidados, Roberto Carlos, Tim Maia, Sandra (de) Sá, Milton Nascimento, Caprichoso, Garantido e muito mais, todos devidamente aplaudidos por dona Rosalba e seu copo cantante..

Confesso que aquele momento mudou minha noite. De repente não éramos mais pessoas estranhas que tem amigos em comum com o aniversariante. Éramos duas pessoas dividindo uma conquista. 

O senhor Osvaldo orbitou por nossa mesa discreto e respeitoso, sempre com um sorriso no rosto. Dona Rosalba sorria feliz e agradecida e eu segui me divertindo  com o show dos artistas, com a alegria da linda Rosalba e, por um instante, ali, o profissionalismo daquele homem nos uniu. Sei que depois de ontem esse será mais um detalhe que ele irá observar ao recolher uma mesa.E sei disso porque vi como ele absorveu a experiência e se divertiu com ela.


Parabéns, @cinquentona_2021 por escolher o @BomPrato para comemorar seu aniversário. Obrigada, linda  Rosalba por me dar um bom motivo para sorrir. Obrigada, senhor Osvaldo por me permitir ver a beleza de sua alma.

Foi uma noite divina. E vocês contribuíram com isso

A Humanidade tem muitas Rosalba precisando de ação sensível dos Osvaldo, às vezes, o que falta são Elisabeth para direcionar os olhos de um para o outro. 

sábado, janeiro 08, 2022

8 de Janeiro, dia do Fotógrafo

 


Hoje é dia do Fotógrafo e eu escolhi elogiar as mulheres que fazem dessa Profissão um modo de transformar a vida e o interior de outras mulheres. E para isso uso o nome de duas fotógrafas maravilhosas do Amazonas. E que não trabalha só aqui no nosso Estado. Elas já fizeram trabalhos maravilhosos na região Norte e em São Paulo através da empresa Let's Click - Fotografia e Cerimonial.

Então aí vai minha mensagem para elas e todas as mulheres por trás da câmeras:


E hoje é o dia delas.

Delas que conseguem transformar pessoas comuns em modelos e modelos em rainhas.

Delas que possuem olhos mágicos, capazes de reconhecer beleza em sorrisos inseguros e rostos sofridos.
Dia das mulheres que desnudam almas com suas máquinas de Fotografia e com luzes lapidam joias raras, eternizando Felicidade!
Dia delas que iluminam e captam luz interior em seus clientes/amigos.
Delas que sabem fazer de um momento uma eternidade.
Hoje o dia é delas, mas nós festejamos:
Feliz dia do Fotógrafo, Thais Waughan e Jane Uchôa.
E viva a fotografia! E viva elas, que transformam momentos em textos coloridos que sem palavras, comunicam e trazem felicidade. Viva elas que consagram assim um instante, eternizando-os, como diria Octávio Paz.
Parabéns
, meninas!

segunda-feira, novembro 20, 2017

Cuscuz diferente... E indicação de leitura pela data de hoje

Hoje eu resolvi comer cuscuz no café da manhã.
Jane come batata-doce todos os dias, por causa da dieta dela. Mas a Thaís pediu para comer milho verde. Descasquei o milho e aquelas palhas ficaram me provocando...
Pensei comigo: "Ora, como se faz cuscuz quando não se tem um  cuscuzeiro fácil?"
Peguei as palhas mais bonitas, reservei-as - nem coloquei de molho, da próxima vez coloco... Hidratei a farinha de milho, temperei com um pouco de sal e coloquei dentro da palha. Coloquei na panela de vapor, com as batatas da Jane.
Vim para o quarto ver o Álbum do dia da Consciência Negra, da Let's Click e, 15 minutos depois fui dar uma olhada na panela.
Fiz café, chamei as meninas  e tomamos nosso desjejum.
Bem, não vou deixar vocês imaginar. Vou colocar as fotos.

Inspirem-se...
Boa Semana.

PS. Acessem o Álbum da Kelly. Show de menina. Beleza Negra, Beleza Feminina! Clique no link ou Aqui.
PS. 2. Tem texto da Jane Uchôa na Let's Click, sobre o Dia da Consciência Negra. Passe lá e prestigie com a leitura...

quinta-feira, junho 05, 2014

O Teatro Mágico em Manaus - Por Jane Eyre Uchôa


A Postagem de hoje é antiga, mas é um tema importante para a nossa Cultura, sendo assim, compartilho aqui com vocês, para que divirtam-se com as palavras de minha amiga sobre o belo trabalho do  TEATRO MÁGICO, que muito tem feito para acordar nossos de uma vida alienada do conhecimento advindo das boas Leituras, boas apresentações circenses,boa música    e dos bons sentimentos que um Espetáculo pode trazer.
Quem conhece o trabalho dele tem aqui uma oportunidade de curtir uma fã de última hora na época, mas hoje uma tremenda simpatizante deste trabalho e quem não conhece, passe a conhecer. Visite a página deles no Youtube, assista os espetáculos, leve, filho, sobrinho, neto e o filho da vizinha para assistir e#Invista em Cultura nos seus laços familiares e fraternos...
Fica a dica, o serviço abaixo, um vídeo-áudio deles e o beijo.
FUI!

 

Ontem tive o prazer de assistir o show do Teatro Mágico no Teatro Direcional /Manauara Shopping. Não conhecia o trabalho deste grupo, fiquei sabendo que existiam através de um casal amigo e que por possuírem muito bom gosto tive a curiosidade de ir conhecê-los também. Antes vi um vídeo e chamei meu filho, quando ele viu falou logo que queria assistir e assim fomos, liguei para minha filha do coração Lorena, que também nos acompanhou.
E qual foi a minha grande surpresa ao ver o Teatro lotado, as pessoas com rosto pintado como os integrantes do grupo e muito alegres, felizes por estarem ali aguardando o espetáculo. O casal amigo meu chegou e nos cumprimentamos, eles estavam caracterizados e radiantes com a espera.
O espetáculo começou músicas lindas eles começaram a cantar, fizeram um misto de teatro, circo, poesia , literatura e musica. Malabaristas, bailarinos e figuras do circo se apresentavam no palco enquanto tocavam e cantavam. Um jogo de luzes muito legal acontecia ao mesmo tempo.
Mas de repente chega alguém, veja só quem chegou no meio do show: Dona poesia! Nossa! Você por aqui? Ela chegou em forma de um poema que o cantor recitou e por várias vezes ela se fez presente no show rodopiando pelo palco, ali eles ganharam uma fã de carteirinha, eu.
Como fiquei feliz ao ver que entre tantas loucuras acontecendo com a música e com os jovens em si, encontrei um grupo que declama poesia em pleno show iluminado, encontrei um grupo que preserva a arte circense, que toca violino! Que são independentes, produzem suas coisas e fazem horrores de sucesso.
Como fiquei feliz ao ver meus filho Eddye Junio de 14 anos amando a apresentação com todos estes itens, quando vi minha filha do coração Lorena de 23 anos cantando as músicas por que já as conhecia, como fico feliz em saber que o casal meu amigo não tem nem 30 anos mas apoiam a arte e a amam.
Pensei:
- Nem tudo está perdido! Olhei ao redor e vi muitos jovens, muitas pessoas com mais de 30 anos também, mas fiquei aliviada em saber que ainda existem grupos assim, que nem tudo está resumido aos batidões da vida e da desvalorização da arte.
Dos meus filhos eu espero isso por que foram criados com cultura em casa. Meu filho vive na minha geração, não gosta da dele. Minha filha do coração foi educada pela mãe seguindo a mesma direção, não poderia sair outra coisa, são jovens educados, cultos , sabem conversar e levarão a cultura para seus família.
O Teatro mágico é um grupo de Osasco, uma cidade de São Paulo, fundado em 2003 por Fernando Anitelli. O trecho abaixo retirado do Wikipédia explica melhor como o grupo desenvolve seu trabalho:
“”Inspiradas nas obras de Hermann Hesse, escritor alemão ganhador do Prêmio Nobel de Literatura que apresentou o conceito de teatro mágico em seu livro O Lobo da Estepe, as composições tratam dos personagens que as pessoas precisam assumir nas diversas situações do cotidiano. As canções vão sendo intercaladas pelo traçado tecnológico de ruídos telefônicos, sinais de rádio e mensagens de voz. Os integrantes da trupe se apresentam maquiados e vestidos de palhaço, que trazem a ideia do "personagem interno" escondido em cada um de nós.Apesar de envolver várias expressões artísticas, a linguagem musical e cênica é popular e acessível para todo tipo de público, independente de idade e classe social”
Eu amei o trabalho, meus filhos também, nossos jovens precisam entender,conviver e cultuar a arte antes que a desvalorização prevaleça e seja decretada a morte do bom senso.
Assistam O Teatro Mágico, eu recomendo.

“Carinho é quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente, e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo.”
O Teatro Olho Mágico

ESCRITO POR JANE EYRE EM 24/11/12



Serviço
O Teatro Mágico no Youtube
O Teatro Mágico na Wikipédia
O Teatro Mágico no Google Plus

O Áudio - Quando a Fé ruge

quinta-feira, setembro 19, 2013

Mas o meu prazer - Por Jane Uchoa


‘’Vou deixar de comer isso?
Mas o meu prazer é comer!”

Quando ouço esta frase, concluo que o caso em questão é bem mais sério do que estou imaginando.
Usar a comida como fonte de prazer, é a porta de entrada que se abre para muitas doenças. Sabemos o bombardeio que o açúcar promove no corpo, a sensação de bem-estar, euforia, alegria...momentâneos é claro, e que os alimentos gordurosos são os que mais atraem, seja pela textura ou pelo sabor, pela foto dele na placa da lanchonete. Ninguém saliva ao ver uma barra de cereal ou um pão integral escuro com alfaces, nem eu, mas inconscientemente sabemos o valor que se esconde ali. Feinho, sem atrativos, porem nutritivo e não agressor aos vasos sanguíneos. E atrás de uma enorme pizza regada a óleo, catchup, maionese e refrigerante com os amigos rindo e comemorando sei lá o quê, escondem-se milhares de problemas psicológicos que não se resolvem no consultório de clinica médica.
Junto com este prazer de comer as gorduras, frituras, carboidratos e açucares constroem-se por anos umas plaquinhas que se depositam nos vasos sanguíneos que estreitam a passagem do sangue, fazendo com o que a pressão arterial aumente e este aumento leva a lesões internas dos vasos, que por sua vez formam trombos, que se destacam e formam embolos que viajam pela circulação e chegam ao coração fazendo um infarto. Antes disso cansaços, arritmias, indisposição, idas e vindas ao pronto-socorro com pressões altíssimas que podem sangrar o nariz, dores de cabeça alucinantes, sensação de paralisia de um lado do corpo, dor na nuca, vômitos, tonturas, que também podem fazer um acidente vascular encefálico chamado popularmente por derrame cerebral e que quando não leva a morte, leva ao confinamento em uma cama por meses, anos a fio levando a pessoa a ser cuidada por outros integralmente, insuficiência renal que leva ao procedimento de dialise ou hemodiálise e outras complicações. Junto a tudo isso obesidade, baixa auto estima pela perda da silhueta, e hoje em momentos de revoltas e reivindicações levantam-se até bandeiras de “”abaixo a gordofobia””, nada mais do que um tentativa de justificar seus problemas não resolvidos.
Prazeres da mesa que levam a prejuízos incalculáveis, e estamos falando apenas de um fator para desencadear este processo doloroso e mortal. Sem falar de fumo, álcool e sedentarismo. Os números são alarmantes e preocupantes:
“Em relação aos custos, em novembro de 2009, houve 91.970 internações por DCV, resultando em um custo de R$165.461.644,33 (DATASUS). A doença renal terminal, outra condição frequente na Hipertensão Arterial, ocasionou a inclusão de 94.282 indivíduos em programa de diálise no SUS, registrando-se 9.486 óbitos em 2007’’ (Ministério da saúde - VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão)
Isso não é um problema nacional, é um problema mundial. A Obesidade, má alimentação, o estresse, a vida cada vez mais manipulada por máquinas e a cabeça desorganizada diante tudo isso estão levando pessoas a ficarem doentes, principalmente por problemas cardiovasculares que começa na hipertensão arterial.
Tudo isso por um prazer efêmero de satisfazer o corpo com alimentos impróprios e em quantidade desnecessária para compensar frustrações e preencher vazios que não são fome.
Prazer caro e insano que pode ser substituído por atividades físicas, ler um livro, sair pra passear com o cachorro, brincar com os filhos ou netos, viajar, meditar, assistir tv ou simplesmente ficar sozinho. A comida é combustível para alimentar o corpo e não rota de fuga para problemas psicológicos. Antes de se perguntar por que não emagrece, pergunte como vai sua cabeça e sua vida e procure um psicólogo para então recomeçar seu plano de vida saudável, este profissional é tão importante quanto o cardiologista, depois procure uma academia e um professor de educação física, academia não é GASTO é INVESTIMENTO, o mesmo dinheiro que você economiza hoje com atividades físicas e acha que é “luxo” ou que é “caro” é o mesmo que você gasta em comida no fast food e será o mesmo que você gastará amanhã com medicamentos e fraldas quando fizer um derrame e ficar acamado dependendo de outros.
Entender o que se come também é necessário. Saber o que é proteína, carboidrato, sais minerais, vitaminas e suas combinações é fundamental para aprender a comer. A internet serve muito neste aspecto, sites seguros e informativos ensinam o que se pode comer ou o que é desnecessário comer, os alimentos e suas funções. O tradicional arroz, feijão, macarrão, farofa e carne é um absurdo e um bombardeio para o corpo (arroz/feijão/ macarrão/farinha) são quatro carboidratos em um prato só e em uma refeição, para comer isso tudo você teria que ter um gasto altíssimo e nem quem tem (atletas) faz essa extravagância toda. Comer dois, três pães no café da manhã também é outro absurdo, está comendo com os olhos e não com a boca.
Portanto...
- Vamos passear na floresta (caminhada) enquanto sua hipertensão (doença) não vem.
- Tá pronta dona hipertensão?
- Estou tentando te alcançar mas você anda muito rápido!

Escrito em 10/09/13 pela Enfermeira Jane Uchôa, 42 anos, malhadora e que busca prazer em coisas que não causam efeitos colaterais.

terça-feira, agosto 06, 2013

Pãezinhos de Tapioca e Queijo

Eu e minha mania de encontrar receitas que não levem trigo já estamos movimentando muitas pessoas na Internet.
Hoje foi minha amiga Jane Eyre que encontrou uma Receita e compartilhou no Facebook.
Uma Receita maravilhosa, para comemorar a Páscoa com a Família...
Mais uma Receita do Amazonas.

Pãezinhos de Tapioca
PAEZINHOS DE TAPIOCA E QUEIJO


Hidrate 4 xícaras de farinha de tapioca em 2 xícaras de leite morno(por 40 min. e, se necessário, coloque mais um tantinho de leite, apenas o suficiente para manter a mistura úmida).
O resultado final não deve ser nada muito molhado.Junte à tapioca 1 ovo, 2 xícaras de queijo ralado (aqui cabe quase qualquer queijo - eu usei meia cura e parmesão), tempere com sal (não se esqueça que, dependendo do queijo, deve tomar cuidado com o sal) e acrescente 1/2 xícara de polvilho azedo, mas coloque aos poucos, até chegar na consistência que ache perfeita - não era pra ser uma massa firme, que pudesse ser moldada com a mão, mas também não deveria ser nada muito molenga, pois seria necessário fazer as bolinhas para assar.

Para fazer os pãezinhos use a colher de sorvete, assim, todos ficam com um tamanho parecido e é mais fácil de você dispôr a massa na assadeira. Vocês podem usar papel manteiga na assadeira, mas pode untar a assadeira com margarina também.

Depois de montar os pãezinhos, leve a forma ao freezer por uns 15 minutinhos. Pra que? Para que os pãezinhos fiquem firme e a massa não espalhe demais!

Para assar, forno médio pré-aquecido uns 10 minutos e aí é o tempo deles ficarem douradinhos - no meu caso foram 50 minutos em forno médio/baixo.

Rendimento: 12 pãezinhos.

domingo, julho 07, 2013

Não me leve a sério - Jane Eyre Uchôa (Poesia)


NÃO ME LEVE A SÉRIO

Não me leve a sério, leve-me para passear
Por caminhos que conheces bem
Para ver o por-do-sol repetido
Entre brigas de beija-flores e azul celeste infinito
Não leve a sério meu jeito intempestivo,
Leve-me para passear entre as estrelas
Para que iluminem meu rosto
E luzes douradas de meus cabelos
Leve me por dunas de areia, alçaremos voos interplanetários
  Alienígenasseremos, num espaço solitário
E da terra não sentiremos saudades...
Leve-me para passear em tua retina,
Adentrarei tua mente por rumos desconhecidos
E brincarei nos corredores da tua alma
Encontrarei rosas vermelhas e espinhos dourados
Versos escondidos e desejos reprimidos,
Não me leve a sério, leve-me contigo
Pela história sem final,
No capitulo inacabado,
Em parágrafos interrompidos por reticências
Leve-me para passear, mas não me traga de volta
Enquanto não me levares para ver a
FELICIDADE...

Escrito por Jane Uchoa em 07/07/13

sábado, maio 11, 2013

Mamãe Enfermeira


Foto: Mamãe enfermeira.

Amanhã será dia das mães, mas também será o dia do Enfermeiro e juntos neste dia milhares de mulheres comemorarão em dobro estes dois títulos maravilhosos.
Mas pela minha experiência posso dizer que temos muito de mãe quando estamos  trabalhando. A enfermagem acolhe, cuida, orienta, faz escolhas, interage e se entrega na luta diária com o cuidar.
Muita das vezes fazemos papelde mãe da equipe. Administramos conflitos, intrigas, ciúmes, nos damos um pouco para cada um e sabemos exatamente como  se comportam, como  se desenvolvem dentro da instituição.
A  Enfermeira conhece seus técnicos e auxiliares, sabe quem está com a razão, sabe quem é o injustiçado, tem uma peneira muito pequenina para ajudar a filtrar as informações  que recebe, é alvo de cobiça pela sua atenção, possui uma visão ampla para enxergar onde está cada um, e precisa saber onde estão. Precisa ser criteriosa e justo na divisão de tarefas, mas também precisa ter a sensibilidade de saber o talento de cada um para que o serviço se desenvolva a contento.
Somos mãe do paciente e como toda boa mãe damos conselhos, acolhemos, ninamos, mas também repreendemos, damos bronca, damos uma espécie de “balançada” de vez em quano para que o tratamento flua de forma satisfatória. Queremos saber de tudo, se tomou banho, se escovou os dentes, trocou de roupa? Está com dor? Está confortável desta forma? Está alimentado? Melhorou? O que você está sentindo? Foi ao banheiro? é uma infinidade de perguntas.
Essa união de enfermagem e maternidade permite as mulheres desempenhar um dom divino duplamente. O cuidar, palavra ampla que se refere a tantos e tantos detalhes  neste ser feminino, realização maravilhosa, desprendimento único, sensação de paz ao acolher seu paciente, seja ele criança, adulto ou idoso.
Amo ser mãe. Pertencer a enfermagem me fez ver com mais afinco o que a maternidade representa, nós mulheres temos o dom do cuidar, o cuidar não somente dos filhos, mas do lar, do esposo, da família, sabemos onde tudo está, sabemos como resolver tudo, somos criativas, somos muito solicitadas, indispensáveis, responsáveis pelo orçamento da casa, pela provisão de suprimentos, pela organização, damos jeitinho para tudo dentro do lar, administramos os conflitos com os filhos, dividimos as tarefas, cuidamos da famiília toda.  
Alguma semelhança com a enfermagem?
Sim. Só muda o nome, ao invés de você ouvir 
- Enfermeiraaaaaaaa! 
Você ouve.
 - Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!!!!

Feliz dia das mães e feliz dia dos enfermeiros, felicidades em dobro para aquelas que detém duplamente estes dois títulos tão nobres.

Escrito por Jane Eyre em 11/05/13.Mamãe enfermeira.
Por Jane Uchôa

Amanhã será dia das mães, mas também será o dia do Enfermeiro e juntos neste dia milhares de mulheres comemorarão em dobro estes dois títulos maravilhosos.
Mas pela minha experiência posso dizer que temos muito de mãe qua
ndo estamos trabalhando. A enfermagem acolhe, cuida, orienta, faz escolhas, interage e se entrega na luta diária com o cuidar.
Muita das vezes fazemos papelde mãe da equipe. Administramos conflitos, intrigas, ciúmes, nos damos um pouco para cad
a um e sabemos exatamente como se comportam, como se desenvolvem dentro da instituição.
A Enfermeira conhece seus técnicos e auxiliares, sabe quem está com a razão, sabe quem é o injustiçado, tem uma peneira muito pequenina para ajudar a filtrar as informações que recebe, é alvo de cobiça pela sua atenção, possui uma visão ampla para enxergar onde está cada um, e precisa saber onde estão. 
Precisa ser criteriosa e justa na divisão de tarefas, mas também precisa ter a sensibilidade de saber o talento de cada um para que o serviço se desenvolva a contento.
Somos mãe do paciente e como toda boa mãe damos conselhos, acolhemos, ninamos, mas também repreendemos, damos bronca, damos uma espécie de “balançada” de vez em quano para que o tratamento flua de forma satisfatória. Queremos saber de tudo, se tomou banho, se escovou os dentes, trocou de roupa? Está com dor? Está confortável desta forma? Está alimentado? Melhorou? O que você está sentindo? Foi ao banheiro? é uma infinidade de perguntas.
Essa união de enfermagem e maternidade permite as mulheres desempenhar um dom divino duplamente. O cuidar, palavra ampla que se refere a tantos e tantos detalhes neste ser feminino, realização maravilhosa, desprendimento único, sensação de paz ao acolher seu paciente, seja ele criança, adulto ou idoso.
Amo ser mãe. Pertencer a enfermagem me fez ver com mais afinco o que a maternidade representa. Nós mulheres temos o dom do cuidar, o cuidar não somente dos filhos, mas do lar, do esposo, da família, sabemos onde tudo está, sabemos como resolver tudo, somos criativas, somos muito solicitadas, indispensáveis, responsáveis pelo orçamento da casa, pela provisão de suprimentos, pela organização, damos jeitinho para tudo dentro do lar, administramos os conflitos com os filhos, dividimos as tarefas, cuidamos da famiília toda.
Alguma semelhança com a enfermagem?
Sim. Só muda o nome, ao invés de você ouvir
- Enfermeiraaaaaaaa!
Você ouve.
- Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!!!!

Feliz dia das mães e feliz dia dos enfermeiros, felicidades em dobro para aquelas que detém duplamente estes dois títulos tão nobres.

Escrito por Jane Eyre em 11/05/13.
— com Marcela Uchoa e outras 48 pessoas.

domingo, abril 28, 2013

REQUISITOS PARA APROVAR UMA NAMORADA POR JANE UCHÔA




Já disse para o Eddye que quando trouxer uma namorada aqui vou avaliar desta forma:
Primeiro vou recebê-la na cozinha em pleno domingão antes de fazer o almoço. Ao ser apresentada a ela os passos seguintes dela serão decisivos na aprovação. Logo...
Se voltar para o sofá e me deixar sozinha com as panelas, está reprovada!
Se disser “posso ajudar?”” mas apenas lavar a louça, ganha dois pontos.
Se ficar e lavar a louça e cortar as verduras do almoço, quatro pontos.
Se disse “faço o almoço” mas deixar a louça e a pia sujas e o chão molhado, seis pontos.
Se fizer o almoço, lavar a louça e a pia, secar o chão mas a comida for RUIM, oito pontos.
Se fizer o almoço, lavar a louça e a pia, secar o chão, deixar a cozinha brilhante como costuma ser e a comida for BOA, nove pontos, aprovada.
Se fizer o almoço, lavar a louça e a pia, secar o chão, deixar a cozinha brilhante e a comida for ÓTIMA! Dez pontos, aprovada com LOUVOR!
A namorada tem que ser organizada, limpa, saber cozinhar, agradável, bem humorada, inteligente, vaidosa, estudiosa, ambiciosa, diplomática e agradar a sogra (eu) .Os homens procuram a mãe na esposa, ache ruim quem quiser mas esta é a verdade.
Oriento, mas se quiser escolher qualquer uma, não tem problema, não sou eu que vou passar fome, nem morar no chiqueiro, nem andar sujo e com a roupa rasgada e nem estranhar minha ausência na sua casa. Vai avisado pra depois não dizer que ninguém disse nada.
A esposa ruim começa no namoro, não sabe fazer as coisas agora? Não vai saber depois também.

Escrito por Jane Uchõa em 21/02/13
REQUISITOS PARA APROVAR UMA NAMORADA POR JANE UCHÔA

terça-feira, março 26, 2013

Ainda estudando... Concordas em Gênero, número e grau?

Um texto magnífico da Jane Eyre Uchôa sobre Gênero, Número e grau...


Língua Portuguesa

Gênero e Número flexionam, grau não.

Você já ouviu aquela expressão:
Concordo em número, grau e gênero?
Pois é, mas será que concorda mesmo?
A concordância é muito presente na Língua Portuguesa (e quase ausente no Inglês): a flexão dos vocábulos subordinados repete os traços de flexão do vocábulo dominante. Dessa forma, a flexão dos adjetivos, dos artigos, dos pronomes possessivos, etc., repete os traços de gênero e número do substantivo que acompanham. Em "a minha velha blusa azul", todos os vocábulos estão refletindo as características da blusa, o núcleo do sintagma; em outras palavras, eles "concordam" em gênero e número com a blusa.
No entanto pensa-se que o grau também é uma forma de flexão. Mattoso Câmara, na década de 60 provava que o grau, na Língua Portuguesa, é apenas uma forma particular de derivação, exatamente por não estar inserido em nosso sistema de concordância nominal, que é compulsório (se o substantivo está no masculino singular, o adjetivo fica obrigado a fazer o mesmo).
O uso do grau (aumentativo ou diminutivo) é opcional, por parte do falante: se o substantivo está no diminutivo, por exemplo, isso não obriga o adjetivo a fazer o mesmo (e vice-versa: se o substantivo estiver no grau normal, nada impede que o adjetivo venha no diminutivo): ao lado de "uma casinha estreitinha", posso ter "uma casa estreita" ou "um casa estreitinha".
Outro exemplo;
Moças belíssimas - o adjetivo concorda com substantivo em número e gênero e mais nada.
Portanto não há essa concordância de gênero, número e grau. O grau não flexiona.
Facebook também é cultura!
Escrito por Jane Eyre com adaptações do texto de Matoso Câmara.

sexta-feira, março 08, 2013

Feliz Dia da Mulher


Eu nasci fêmea na expressão da palavra.
Honro meu vestido e meu salto alto,
Louvo meu batom e rímel inseparáveis,
O perfume faz parte do meu cheiro,
O cabelo sempre solto é minha marca,
O sorriso aberto e o riso fácil são meus companheiros,
Eu sou por vezes menina, mulher
Eu sou a mãe protetora, a esposa que cuida, a amiga que auxilia
Sou enfermeira, médica, advogada, psicóloga, administradora da minha família
Sou frágil, forte, fortaleza e refúgio
Sou pequena, enorme, guerreira e anjo
Eu sou mulher, sou linda, sou bela, sou vaidosa
Sou a expressão do feminino por onde passo
Sou orgulhosa de ser autentica
Já fui gatinha, balzaquiana agora sou loba
Sou um presente de Deus na terra, um talismã, uma jóia
SOU M U L H E R com todas as letras
Parabéns a todas as mulheres maravilhosas do meu face, que todas possam ter o privilégio de desfrutar neste dia desta nossa condição tão feminina de ser.

ESCRITO POR JANE EYRE Em 07/08/13

sexta-feira, março 01, 2013

Nascer é sempre emocionante


Nascer é sempre emocionante.

Foi esta impressão que tive ao entrar naquela maternidade. Não era minha primeira vez ,nem como profissional, nem como mulher. Mas o local tem todo um clima de festa, embora às vezes seja motivo de tristeza. Ir para a maternidade receber uma nova vida é mudar o rumo de tudo. Resumindo: chegam duas pessoas e voltam três ou mais.
Desde a admissão onde se vê a necessidade de internar ou não, saber se está cedo ou se já está até passando da hora, o trabalho é contínuo, progressivo e muita das vezes rápido fazendo com que a dinâmica da instituição seja flexível para se adaptar aos mais diversos desfechos. Como por exemplo, a mudança na intervenção de um parto normal para o cesáreo, as medidas que devem ser tomadas nas intercorrências e o desfecho disso tudo no final.
Claro que nascer é fisiológico mesmo por que a vida inteira pessoas nasceram, e muito antes de todos estes recursos tecnológicos, psicológicos, farmacêuticos e intervencionistas. Nascer sempre foi natural para o homem, com o avanço da medicina e de outras áreas, nascer tornou-se um evento, com direito a planeamento familiar, agora é um evento grandioso cercado de muitos cuidados, muitos mimos e muita orientação para que o recém - nascido de hoje não seja cliente da emergência de amanhã, para que os índices de mortalidade materna e infantil caia todos os anos, para que se tenha uma melhor assistência de fato e qualidade de vida para o binômio mãe e filho.
A instituição possui a referência de parto humanizado. Pessoalmente interpreto este termo como redundante, afinal todo parto obrigatoriamente deve ser humanizado, feito por humanos não? Logo humanamente deve ser. Embora este termo humanizar alcance as técnicas que antecedem o parto e seu desenrolar, muito antes já tínhamos a humanização quando as parteiras faziam os partos das mulheres em casa rodeada pela família com água quente e tesoura esterilizada no calor do fogão, mas tudo dava certo, dentro do que se esperava para a época.
Naquele tempo sofria-se a dor, não tinha alternativa de anestesiar esta dor. O pai esperava lá fora pelo choro da criança e o restante dos cuidados era entrar de “resguardo” e se resguardar de tudo mesmo, com todo o direito de não pegar chuva, sol, subir escadas, comer certos tipos de comida e milhões de recomendações, mas tudo fluía bem pelo menos na maioria das vezes, mostrando que desde que mundo é mundo, mulheres parem seus filhos naturalmente e humanamente, e o que fazem depois durante o período de resguardo é que vai ditar o resto da história de sua gestação.
Porém, algumas inovações mudaram os rumos de algumas coisas. Hoje a mulherada logo após o parto, semanas depois, ou até mesmo alguns dias levam seus filhos para o shopping, dão leite em pó quando chegam em casa e queimam os bebês com assaduras de fraldas, isso ao lado da queda dos índices de mortalidade materna e infantil, digamos que a qualidade de cuidados com esta nova vida caiu junto.
Além de tudo isso hoje as maternidades recebem acompanhantes para a mãe. Pode ser o pai, a mãe, o avô, a prima, a amiga, o importante é ter alguém. Porém analisando o comportamento e o conhecimento destas mães percebi que existem momentos em que há “gente demais”. A mãezinha que se sente frágil, fraca e necessitando de cuidados torna-se mais frágil diante de tantas mãos para ajudá-la. Não que eu seja contra, mas existem momentos que são apenas da mãe e filho, dar banho no bebê é da mãezinha, não é do paizinho, nem da avozinha. Muita gente dentro de uma enfermaria durante três dias fica muito complicada a convivência, eu não ficaria, como não fiquei no meu parto.
Voltando ao passado as mães também tinham seus filhos e eram ajudadas por suas mães, mas nada exagerado, no outro dia a mulher já estava em pé cozinhando, lavando a fralda e comendo canja de galinha branca. Ou como as índias que parem na beira do rio, lavam o bebê na água gelada e levam pra casa andando e sozinhas, nossas parturientes tem apoio de tudo e na hora de dar de mamar que ainda é a única coisa que não se pode delegar elas não conseguem ou simplesmente dizem que não querem.
São muitas orientações, uma avalanche de informações, mais muita gente dentro de um espaço, muitas coisas espalhadas, muita gente entrando e saindo, muito tempo de internação (3 dias) ou seja é muito de cada coisa. E na experiência passada que tive ao ficar com uma parturiente três dias orientando tudo inclusive a importância da amamentação, tive uma enorme surpresa ao fazer a visita domiciliar no sexto dia e encontrei-a dando mamadeira com leite em pó. Sinceramente eu repensei muito no que é dar orientação e no que é ver resultado.
Mas nem tudo são horrores, existem flores. O parto visto pelo acompanhante também é importante, a mulher se sentir amparada tendo um membro da família a seu lado e isso faz toda uma diferença no momento da chegada e no momento que um parto normal torna-se cesáreo e o medo toma conta da parturiente.
Outro trabalho muito emocionante mesmo é o das mamães canguru. Um trabalho de amor e de formiguinha, todo dia um pouquinho de amor em doses homeopáticas para o bebê crescer saudável e fortinho. Este amor incondicional é a melhor medicação dentro daquela maternidade. E o trabalho das doadoras de leite para alimentar o bebê de quem não pode amamentar, assistir as técnicas no banco de leite foi sem dúvida um aprendizado muito diferente.
Nascer é de fato surpreendente, emocionante e bem singular. Um parto não é igual ao outro, assim como a gravidez, mas eu vi em cada bebê um pouco da história de seus pais. Bebês queridos, festejados, amados. Bebês rejeitados, largados, desprezados, até sem nome. Não deveria ser assim, mas infelizmente há também um número muito grande de gravidez na adolescência, nossas crianças fazendo outras crianças e algumas vezes na sua segunda ou terceira vez antes dos vinte anos.
Mas enfim nascer é sempre uma festa, por que a vida assim se desenha, se faz, vem e não pede licença, seja em casa, na maternidade, na ambulância, nascer é o maior barato.

ESCRITO POR JANE EYRE EM 28/02/13

domingo, fevereiro 03, 2013

Violência contra a Mulher - [Jane Eyre Uchôa]




NÃO DIGA NADA (Chico Rey e Paraná)




Deixa que eu te fale com ternura o que eu QUISER falar.
Deixe que eu te abrace com loucura até te SUFOCAR.
Deixa que eu seja sua SOMBRA por onde você for.
Para refletir no chão que pisas a imagem deste amor.
Deixa que eu relaxe no teu corpo o meu cansaço.
Me abrigar do frio no calor do teu abraço.
Deixa que eu te MATE de prazer te deixe louca.
Deixa que eu acabe minha sede na tua boca.
Mas se nada disso te interessa.
Não diga nada fique CALADA.
Deixe que eu pense o que EU quiser.
Não diga nada fique calada
Deixa que eu te leve por caminhos que SÓ eu conheço.
Deixa que eu esqueça de voltar pro teu começo.
Deixa que eu seja tua sombra tua REALIDADE.
Tua fé, tua crença, tua lei, tua VERDADE.
Deixa que eu lhe coma com meus olhos como se fosse então.
A paixão que entra e DEVORA um coração.
Pra que eu me alimente de você até decor.
Deixa que eu BATIZE a minha vida no sal do teu suor.
Mas se nada disso te interessa.
Não diga nada fique calada.
Deixe que eu pense o que eu quiser.
Não diga nada fique calada



Jane Uchôa

A violência contra a mulher no Brasil cresce assustadoramente. Mesmo com a criação da Lei Maria da Penha é difícil conter os índices, os crimes, os maus tratos e tudo o que acontece dentro de uma casa no âmbito familiar.
Inúmeros debates, campanhas, apelos da mídia por denúncias destas mulheres maltratadas também fazem parte desta tentativa de se resgatar estas vítimas que sofrem diariamente seja de violência física ou psicológica. Porém algo muito sério acontece e muito antes de todas estas coisas tomarem esta proporção, muito antes do casamento há o envolvimento, o namoro, o noivado, todas estas etapas mostram um pouco do que cada um é, claro que vivemos a vida inteira ao lado de alguém e não o conhecemos, isto é fato, mas certos comportamentos, declarações, afirmações nos mostram um pouco do que nos espera no dia a dia.
Esta música que foi muito tocada nos anos 80 na voz de Giliard mostra um pouco de que certas declarações de amor na verdade são avisos pequenos e disfarçados de romantismo escondem obsessivos, maníacos, depressivos e personalidades violentas que usam de seu poder masculino para subjugar a mulher e consequentemente fazê-la refém de suas vontades. Sob agressões físicas e morais elas vivem o dia a dia e da discussão que levou a um empurrão, que se transformou em um tapa e cresceu para um murro que culminou numa surra e transformou-se numa facada, tiro ou estrangulamento a violência vai tomando proporções dentro dos lares sem que se saiba por que as vítimas calam deixando apenas as marcas falarem e seus vizinhos ouvirem.
Também existem as pessoas que gostam deste inferno pessoal. Eu mesma presenciei isso quando morava em um apartamento e ao lado havia um casal sem filhos que todo dia tinha sessão de tortura. Começava com uma discussão por dinheiro, por qualquer coisa e em seguida a maquina de lavar era ligada para disfarçar os gritos dela, mas as paredes sofriam as consequências quando ela era jogada de contra a alvenaria, todo dia uma surra, todo dia a mesma coisa. Mas um dia eu saía a noite depois da briga para jogar um saco de lixo e encontrei na área em frente ao condomínio o casal brigão sentados numa calçada namorando, o namoro pós porrada. Joguei meu lixinho e fiquei pensando em quem era o louco da história ou se ambos eram retardados.
O tempo passou, e ela ficou grávida, achei que teria uma pausa, mas que nada! A porrada continuava e várias denúncias de vizinhos surgiram assim eles foram convidados a se retirarem do condomínio. Um tempo depois nos mudamos para nossa casa também e eis que na primeira semana ao entrar em uma panificadora dou de cara com o marido. Na hora pensei “Meu Deus! Será que mora ao lado da minha casa?” ele me olhou, baixou a cabeça, pagou o pão, cumprimentou a dona da padaria que perguntou pelo bebê, ele respondeu que tudo bem e foi embora.
Quando fui pagar o meu pão ela me disse “Poxa, tenho pena desse casal, o bebê nasceu prematuro, todo doentinho, fraquinho, acho que não vinga. Ele é tão gente boa”. Paguei meu pão, não falei nada mas pensei “Se a senhora soubesse...”
Sempre vou buscar mulheres vítimas de violência doméstica também e todas elas dizem que não é a primeira vez e com certeza não será a única. Fico pasma com isso por isso a recomendação para o noivo da minha filha Anna Carolina que nem nasceu ainda será esta “Se tocar um dedo nela pra machucá-la, eu acabo com você, não se atreva.”
Se há fórmulas eu desconheço mas acredito que é sempre bom prestar atenção em certas afirmações tais como.
“Deixe que eu seja sua sombra por onde você for”
Nem pensar grudar vinte e quatro horas em alguém, isso não é vida, isso é loucura.
“Não aceito que você tenha amigos”
Todos temos direito a ter nossas amizades, não é um zé mané que saiu sabe Deus de onde que vai acabar com o seu cineminha com as amigas no shopping e depois fazer compras.
“Não quero que você use tal roupa”
O corpo é seu, o pudor é seu, se não combina com o dele, problema dele, quer casar com uma mulher que gosta de andar bem coberta, vai pro Oriente Médio lá elas usam burca.
“Deixe que eu te leve por caminhos que SÓ eu conheço”
Nem pensar! E se tu resolve me matar pra ficar com a minha pensão? Eu hein!
“Deixa que eu seja tua sombra tua REALIDADE.
Tua fé, tua crença, tua lei, tua VERDADE”
Não quer nada esse aí. Meu filho quer ser verdade de alguém vai estudar Direito, lá você vai poder defender a verdade dos outros sem problemas! A minha lei quem faz sou eu.
“Penso noite e dia em você””
Típico sinal de vagabundagem rsrs. Vai arranjar o que fazer criatura, vai jogar sinuca, tomar umas cervejas com teus amigos, vai escrever num blog, ficar no face curtindo, ou seja, faz algo diferente na vida que não seja eu.
As relações precisam ter um espaço na vida das pessoas mas não podem ser o centro do universo, cada um de nós precisa ter seu território, seu cantinho, sua hora de lazer sozinho, seus amigos, sua individualidade respeitada, marcações sem fim demonstram um sujeito inseguro e a insegurança gera um tumulto enorme. Nada de achar bonito estas afirmações pensando que o cara te ama, está apaixonado , isso não é amor, isso é obsessão e obsessão gera violência. Caia fora enquanto é tempo.
“Deixe que eu te abrace com loucura até te sufocar”
Vá sufocar tua mãe seu louco!
“Mas se nada disso te interessa.
Não diga nada fique calada.
Deixe que eu pense o que eu quiser.
Não diga nada fique calada”
NÃO FIQUE CALADA , MAS SUMA!

segunda-feira, novembro 12, 2012

Relógio de vinil e enfeites de mesa.

Amo usar estes discos de vinil na decoração.
Uso como enfeite de mesa em jantares especiais e eles nem são reconhecidos!
Uso com "suplats" enrolados em linha, Fica lindo!
Fiz alguns porta-xícaras de CD's até, usando a mesma técnica.
No Natal 2011, fiz  diversos centros de mesas e até a Jane entrou na dança para enfeitar a mesa de jantar...
Estes vão como dica, mas por ser feito na hora tornam-se pe,as exclusivas...
Amo fazer isto!
Veja nossas fotos...



A Jane preparando um também.
Até ela que não é chegada em executar peças de artesanato entrou na baila aqui na semana do Natal.


E os outros prontos na mesa.


Ideia alheia.
Agora este relógio aqui é lindo!
Que tal fazer um para sua sala? Coloque perto do som ou da TV...
Amei a idéia.

domingo, novembro 11, 2012

Uma conversa com o Inverno - Jane Uchôa





Inverno!!! quanto tempo! Ainda bem que chegastes, um pouco atrasado, mas viestes nos visitar. Ah! Entra, senta, toma um cafezinho quente conosco, sei que vens de uma longa caminhada anunciado pela tua prima distante Sandy que deu um grito lá dos EUA para nós dizendo que estavas a caminho e levou nossos telhados, árvores, outdoors, abriu crateras e desabrigou pessoas.
Chegastes 11 dias atrasado
s mas tua presença se faz necessária entre nós, nem te conto que estava ficando insuportável viver por aqui nesta terrinha quenteeeee. Ontem percebi ao passar roupa que a quantidade de peças daria para usar duas semanas, é impossível usar uma camisa, ou um vestido o dia inteiro, calça jeans nem pensar!
E viestes para refrescar nosso dia, mas te peço sejas cauteloso com os nossos bueiros mal cuidados pela nossa prefeitura, que fales para teu amigo vento que seja mais piedoso com nossos telhados que ressecam com o calor e se soltam com muita facilidade, não precisa ser tão intenso para mostrares tua força por que precisamos nos deslocar em carros e nem todos são tão prudentes ou respeitam que dirigir na chuva exige mais habilidade e mais reflexos, visibilidade ruim e pista molhada são risco alto para acidentes e que o SAMU e os bombeiros muitas vezes precisam resgatar pessoas embaixo de tuas águas, no escuro e num precipício.
Mas não te acanhes, entre, fique e boa estadia durante teu tempo conosco, só te peço ainda que tenhas compaixão dos ribeirinhos, dos favelados e de quem mora em lugares ermos, eles são pessoas como nós mas que tiveram pouca oportunidade de viver em um lugar melhor.
Hoje o dia amanheceu chuvoso, desde as quatro horas da madrugada que chove muito, a cidade deve estar alagada, muitos danos a muitas pessoas, a defesa civil, o SAMU e os bombeiros devem estar trabalhando feito loucos. O inverno chegou atrasado 11 dias, estas chuvas geralmente começam dia 01 de novembro, estava ficando muito difícil viver aqui nesse calor intenso.
Passarei o dia estudando com o Eddye que acordou as 06:30 sozinho, tomou banho, tomou café e quando acordei as sete e meia ele já estava estudando há muito tempo no nosso sofá. Amanhã será a prova do SIS/UEA, estamos na reta final, estudaremos hoje Filosofia e filosofaremos o dia inteiro, fazer o quê né?
Um bom dia a todos, sei que pra muitos a chuva significa dormir até mais tarde enrolado em um edredon, mas para outros significa estar no meio da chuva sem ter para onde ir por que as águas levaram sua casa e suas coisas. Enquanto uns brigam por que a internet fica com o siinal ruim, outros brigam por um lugar sabe Deus onde para passar a noite.
Bom dia a todos, vou encontrar com a turma da filosofia agora. Bjs
Jane Uchôa - 

Foto: Jane Uchôa e Eddye Junior estudando para o SIS/UEA - Hoje, 11/11/12 

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