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quinta-feira, maio 23, 2013

Que tipo de semente é você?

Que tipo de semente você recebeu?

Você nasceu de que mesmo?
Me pergunto isto baseado em minha própria luta.
Resolvi terminar meus estudos depois de atingir a maioridade.
Exemplo - semente - que recebi de minha mãe-avó Eulina. Lembro-me dela estudando com seu caderninho e sua cartilhinha.
Tinha orgulho de seus traçados graúdos, mais que pareciam tão infantis aos meus olhos interessados.
Lembro-me dela com orgulho de seu professor e isto eu trouxe para a vida.
Ela viu sua primeira neta - minha prima Margareth D'arc - preparando-se para ser professora, embora não tenha visto ela se formar, Deus a chamou antes disto. Tem em sua descendência professores diversos. A Margareth se formou primeiro, depois, por formação, veio o Eloi As Pílulas Do Santo Cristo - que além de professor, é também escritor (teve seu livro publicado em 2012), além deste, tem o Eliezer Neide Nascimento. Nenhum dos últimos tem a mesma lembrança que eu tenho de minha querida Mãezinha, embora estes dois tenham nascido enquanto ela estava entre nós. Eles eram muito pequenos quando ela partiu - até eu era.
Eu tinha 9 anos quando ela nos deixou e seguiu ao encontro de Deus. Mas o seu exemplo ficou firmado em mim, traçado a ferro e fogo em minha lembrança. Como ficou o exemplo daquele professor, que ainda adolescente, ensinou-a a ler e escrever.
Anos depois veio eu e fiz o mesmo trabalho em Bairro de Guaianases, bairro onde ele foi o desbravador, o primeiro Educador de Adultos.
Aquela semente despretensiosa do jovenzinho Ezildo Bispo caiu ali, pertinho dele, no coração de minha avó e mãe Eulina, mas floresceu em mim anos depois. Tive a oportunidade de ensinar pessoas que a vida de diversas formas impediu de conhecer a Leitura. Fui para muitas delas mão e pensamento inicial.
tive o prazer de ver um de meus ex-alunos formar-se em Direito.
E só agora é que eu retorno aos bancos da Escola - agora Faculdade, para realizar um sonho que meu trabalho social - sem salário - me fez deixar para depois.
Hoje é o meu depois, ou melhor, o meu agora. Em 2013, meu ano de virada.
Muitos nunca entenderam minha luta pelos que não tiveram oportunidade de estudo.
Encontrei entre pessoas queridas os mais críticos ao meu trabalho em ONG's, mas nem eu mesma sabia ao certo o que de fato me motivava.
Semente é como informação genética, você não se livra da sua.
Eu fui uma boa semente e espero sinceramente que de mim tenha surgido outras.
Elisabeth Lorena Alves

quarta-feira, novembro 14, 2012

Revista Biografia - Leia mais

A Revista Biografia lança Jane Eyre Uchôa como uma de suas articulistas, com o texto maravilhoso sobre Manaus e fala sobre como o resto do país e principalmente o Sudeste, tem uma visão distorcida sobre esta linda cidade do Norte, capital grandiosa do Estado do Amazonas.
O texto dela esta maravilhoso. Indico a todos os amigos que seguem e visita este meu espaço.
Só que não é só de texto de minha amiga que sobrevive a Revista Biografia. Lá você encontra diversos textos maravilhosos, de diversos autores.
   
Li um delicioso de Manoel Magalhães que fala sobre Jóias da Literatura, mas não fala sobre os grandes nomes da Arte Literária, cita na verdade um Estilista de Jóias - Jeremy May -  que cria peças usando como matéria prima livros. Detalhe: Os portas jóias são os próprio livros que doaram suas partes para a criação das peças. Amei.
Na verdade por serem um trabalho manual, é difícil repetir a peça, assim, quem adquire uma destas jóias acaba possuindo um exemplarexclusivo.
São maravilhosas, como as das fotos deste meu texto, mas visitem lá e deixem seus comentários.
Como eu fiz. Só que eu não usaria uma destas... Sofro em saber que um livro foi destruído para que elas viessem existir...
Veja se não são lindas!

Tem um texto - Livro cúmplice  de Nei Duclós - delicioso também sobre Leitura e Livros, no qual fiz o seguinte comentário:
Amo ler.
Aprendi vendo minha primeira mãe adotiva que passado seus 70 anos, interessou-se pela Língua Portuguesa e entrou em uma Escola de Adultos que tinha na Igreja União Pentecostal lá nos cantões de Guaianases, o bairro onde nasci.
Aquela senhora, de cabelos prateados, lia incansavelmente seu caderno de brochura e para que eu "aprendesse" ela colocava em minhas mãos infantis, um exemplar de Dom Casmurro, que eu lia de ponta cabea mesmo.
De fato, quando lemos descobrimos coisas maravilhosas sobre nós mesmos e sobre nosso país. Foi lendo ainda meninota que aprendi que no Brasil já houve duas línguas pátrias (Tupi Guarani e Português). Sendo que o Português era usado apenas na comunicação oficial, nos salões de baile e entre os europeus que aqui viviam.
Amo ler, pois através da Leitura podemos ampliar nossos horizontes e confrontar nossas próprias crenças.
Amei ler este texto... 

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