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segunda-feira, fevereiro 08, 2021

Adeus, Zezinho Correa!

 

Zezinho Correa - Homem-Espetáculo

O Amazonas veste-se de luto desde ontem, dia 6 de Fevereiro de 2021 a voz de Zezinho Correa silenciou-se para sempre. O cantor que passou o último mês internado e já era contado como um dos vitoriosos na luta contra o Covid-19, descansou de seu sofrimento. Para seus familiares, amigos e fãs é uma perda irreparável. O Amazonas perde seu embaixador!

E eu sou contada no rol de seus fãs e admiradores. O artista e a pessoa que nos deixa, nesse momento triste para o Mundo, marcou meus anos aqui no Amazonas. 

Quem me conhece sabe que por mais tradicional que algo seja, se eu não gosto, simplesmente passo longe. E assim, às vezes consigo passar incólume. E passei assim por Carrapicho que foi e é sucesso nacional e internacional. Por isso mesmo cheguei a Manaus em 2011 sem nunca ter ouvido falar em Zezinho Correa. 

Logo depois que cheguei aqui estreou o Musical "Mas pode me chamar de Chico". Fui ver por causa do cantor Marcos Paulo, acompanhei sua trajetória no Ídolos e fiquei feliz com a possibilidade remota de o conhecer pessoalmente. Digo remota porque contradição das contradições que sou,  apesar de minha profissão exigir uma pessoa desinibida, sou tímida em determinadas situações.

Fomos ao espetáculo. O musical tinha música de três Chico, Chico da Silva, compositor amazonense; Chico Buarque e Chico César. O Musical foi maravilhoso. E foi quando conheci Zezinho Correa. Ele é, ou melhor, era, um artista completo: cantava, dançava e interpretava como poucos. 


No palco, em "Mas pode me chamar de Chico", interagia tanto com os outros artistas que em uma das canções do Chico Buarque em que ele a a cantora Marcia Siqueira participavam juntos, deu-nos a impressão que era de fato um casal, desses que são da vida toda. Quanta elegância e que parceira divina entre os dois. Quanta intimidade, tanto entre eles quanto com o palco. Na verdade já escrevi aqui sobre os dois no palco e tem até sequência de fotos da escritora e fotógrafa Jane Uchôa. Vale a pena conferir!

Continuando...

 O espetáculo foi tão grandioso que fomos ver mais de seis vezes ou mais. Fomos vezes seguidas ao Teatro Amazonas, Depois duas vezes no Teatro da Instalação - que por sinal é de difícil acesso para deficientes e nós sem saber fomos com um amigo cadeirante a quem o Zezinho reconheceu do palco e fez questão de descer para saudar. E ainda fomos ao Shopping Manauara, desta vez o espetáculo era pago e, mesmo assim fomos repetir a dose. 

E em todas as vezes que fomos ele estava pleno. Interagindo com o Marcos Paulo, Zezinho era pura inspiração. Seu empenho em dar espaço para a interpretação do artista mais jovem era uma lição de humildade. Fiquei fã. 

Interpretou "Já fui mulher, eu sei", de Chico César como ninguém! E olha que já ouvi muitas interpretações dessa canção! E que vigor! 

No espetáculo teve outros grandiosos momentos, afinal faziam parte do elenco ainda Lucilene Castro e Cinara Nery. 

E imaginar que ele queria ser ator e não cantor! A sua voz maravilhosa vai nos fazer falta. Essa doença maldita precisa ser parada, não podemos perder tantos valores culturais de forma tão cruel como perdemos essa Estrela.

 




quinta-feira, julho 03, 2014

A Cartomante - Para Adolescentes


Aposto, como tia e educadora, na Literatura Brasileira para crianças. Temos no Mercado Editorial grandes apostas para incentivar o gosto literário nas crianças - desculpe - nos pré adolescentes e adolescentes em geral.
Assim, já vimos por aí obras como Os Miseráveis (Victor Hugo) muito bem lapidadas pelas mãos hábeis de Walcyr Carrasco - aquele mesmo que faz novelas, para você curte uma TV...
Li para meus sobrinhos o Romance de Hugo, pelas linhas de Walcyr Carrasco, anos depois meu sobrinho me surpreendeu dizendo que é o livro que mais gosta, mas que se tivesse conhecido o original primeiro, na idade em que lhe apresentei a adaptação, jamais leria de novo. E olha que ele tinha 17 anos quando me disse isso! Na verdade ele gosta muito de Literatura Brasileira, mas a conheceu toda por adaptação, se não as já impressas, as que nós adaptamos ao contar. Então ler os originais para ele é um prazer, pois descobre coisas novas em algo que já conhece...
Sinopse rapidinha de Os Miseráveis...É um romance abrangente, sobre pessoas especiais em épocas de guerra e pós-guerra, fala dos conflitos vividos e das transformações que certas atitudes podem gerar em outras pessoas... Passa-se na França, no século XIX e tem muitas idas e vindas...
Fala sobre o preconceito e suas consequências sobre a vida  de alguns personagens e sobre a nobreza de outros. Sobre a força e esperança, apesar das dificuldades, mas não se engane, não é um Romance mamão com açúcar, é denso  e intrigante... `Bora ler`?

Aqui, por Fábio Godoi, tem uma resenha para quem vai ler o livro no original...



Bem, ainda no tema, Literatura para adolescentes, temos ainda os livros em formato Gibi...
Destaco aqui A Cartomante, de Machado de Assis, pois além de ser um livro bárbaro, sempre surge nas muitas avaliações que os jovens enfrentam em seu processo escolar.

Um pouco sobre A CartomanteO Conto apresenta Vilela, sua esposa Rita, o amigo Camilo e a cartomante, da qual pouco sabemos, além de suas profecias ocas... É uma obra maravilhosa e deve sim ser lida por todos... Mas não falo para não estragar o segredo de quem não a leu ainda...
  
Serviços...

Ei e visite a Fanpage da Banca Carioca

Na Página do Sebo Carioca,  tem vários livros de Literatura para adolescentes e pré-adolescentes muito bons.

NA Saraiva ele custa R$ 29,90,hoje (04-07-2014) e para quem curte o cheiro do livro novo, tem ainda uma promoção e você leva mais um da série em quadrinhos - O Enfermeiro, também de Machado, além de  Globalização e Espaço Geográfico, de Eustáquio de Sene,  por R$ 98,60...

No Sebo Carioca custa R$ 8,00 e tem outras obras literárias em quadrinhos.

Para você que  vive reclamando que os filhos e sobrinhos só gostam de gibi, passa lá e presenteia!

segunda-feira, junho 23, 2014

Literatura no Amazonas

‪#‎Literatura‬ ‪#‎Amazonense‬
Em um de seus Ensaios Literários, Thiago de Mello diz que não há Literatura Amazonense e sim, Brasileira. Mas ainda não sei se concordo com ele. Conheci o próprio, enquanto escritor, quando estava morando no RIO DE JANEIRO, quando adquiri Faz Escuro Mas Eu Canto. E mais tarde, a Jane Uchôa me deu um exemplar lindíssimo de outros poemas de Thiago de Mello.
Por algum tempo, mesmo sem eu curiosa, foi o único autor que conheci.
Em 2011 vim morar em Manaus, Amazonas e voltei meus olhos para os escritores daqui.
Hoje conheço muitos outros autores deste Estado lindo, mas me surpreendo que a maioria dos amazonenses com que cruzo e converso, não conheçam sua História Literária.
Tem gente que nem sabe o que é o Clube da Madrugada.
Na verdade conheci este trabalho lindo por alguém, que apesar de escrever, não é a da área de Letras, a Jane. Conheci estes e outros escritores daqui e hoje tive oportunidade de falar um pouco sobre alguns deles na UFAM - Universidade Federal do Amazonas, em uma aula de Análise Sintática.
Queria que todos os brasileiros conhecessem os escritores de outros Estados e que estão fora dos livros didáticos.
Hoje, com o advento da Internet e redes sociais, fica mais fácil conhecer grandes autores, MAS temo que poucos os procurem...
Conheçam nossa Literatura, Por favor!
Leiam mais...
MURO
Dia, dias, dias.
Mês, meses, meses.
Ano, anos, anos.
E as horas,
como pedra sobre pedra,
a desmontar o muro,
duro, da rotina.
Desvelando a riqueza
das miudezas idas:
cada partida,
uma surpresa.
A beleza das vidas.

quinta-feira, novembro 07, 2013

Pe-Yara na EXPO-CENTER, em São Paulo

 Parabéns Amazonas!


Pe-Yara em São Paulo! O mapa tátil do Amazonas fazendo escola pelo Brasil!
Sucesso Amazonas!
Um espetáculo da grandeza de nosso querido Amazonas aportando-se em minha Terra Natal! Receba com carinho minha cidade querida este que é o primeiro passo não só para o belo Estado do Norte, mas para o seguimento das Tecnologias Assistivas.
Uma iniciativa maravilhosa de nossa Professora Doutora Cláudia Guerra Monteiro, que conseguiu com a ajuda da equipe maravilhosa
SENAI-AM que não contou dia, hora, feriado ou dia santo, para colocar em prática um projeto educativo e social que vai além do setor da Tecnologia da Educação, ultrapassa  este Universo, pois fazer com que os deficientes visuais tenham contato direto com as riquezas de seu Estado é uma questão de amor ao próximo.
E amar ao próximo é algo divino.
Para quem não conhece o Pe-Yara, este mapa conta a história geográfica dos 62 municípios do Estado do Amazonas de forma tátil. As crianças videntes e não videntes, podem conhecer as texturas de cada município ao tocar ao Pe-Yara e interagir com ele.
Além do mapa na versão física, onde professores e alunos podem desenvolver diversas atividades lúdicas, há o software do Pe-Yara que enriquece o conhecimento do usuário através de atividades lúdicas complementares.

Desta vez, o Expo-Center  abre as portas para o 7º Congresso Internacional e Exposição de Automação, Sistemas e Instrumentação, onde recebe diversos projetos, inclusive este que foi levado pela UFAM, na pessoas dos parceiros neste trabalho Marlos Rodrigues e Andrey.

A ideia do mapa tátil é não só integrar o aluno deficiente com a realidade que o cerca, mas que ele não pode abarcar com os olhos composto de  fibras, aromas, escamas e resíduos de madeiras das regiões nela representadas, o mapa tátil   é um produto didático e paradidático que recolocará o aluno com deficiência em contato com os que não possui nenhuma necessidade especial e os reunirá em situação de igualdade, uma vez que a inserção social tem sido uma luta constante na Educação  e buscar meios para que ela aconteça aparece como uma necessidade que no caso do Grupo de Pesquisa, liderado pela pesquisadora Claudia Guerra,  pode ser sanado no que tange o Estado do Amazonas, uma vez que esta tem sido a intensão trabalho desde sempre.
Parabéns ao Estado do Amazonas pela riqueza de seus 62 municípios e também para a professora, que junto com o SENAI-AM  e com a FAPEAM, conseguiram desenvolver este belíssimo Projeto.

quinta-feira, agosto 08, 2013

Soneto para Morte - Alcides Werk

Tenho visto muito da Poesia e Arte de Manaus...

Lembra do Clube da Madrugada?
Já fui em alguns espetáculos de Teatro. Vi a Orquestra do Amazonas na Série Guaraná. Fui ao espetáculo de Natal de 2012, O Glorioso, em 2011 não conseguimos entrar. Mas em 2012 o espetáculo foi  foi magnífico -  se quiser leia na Revista Biografia sobre esta festa.
Assisti em diversas oportunidades Mas pode me chamar de Chico, com os cantores daqui, entre ele o Marcos Paulo, Zezinho Correa, Lucilene Castro e outros. Contei isto aqui. Assisti também shows de algumas cantoras em particular e amei muito. Só não vi a Jana Figarella, em Julho agora por causa da Faculdade...
Snif Snif!
Só que Poesia, bem esta modalidade de Arte a gente acha na Internet - Santa Internet!
Assim, conheci a Poesia de Alcides Werk, uma mato-grossense que se aportou por aqui.
Como amo o tema MORTE, escolhi um Soneto dele para que todo se deliciem de seu modo lindo de escrever. E vão notar que apesar do tema ser  pesado para alguns, a Poesia dele se mostra plena de significado e beleza...
Conhecido como Poeta das Águas, ele fez poesia e declamou-as para alguns privilegiados e hoje descansa em paz, distante de seus poemas, mas acho que perto de grandes almas artísticas, estrelas de nossa Literatura...
Depois do poema, uma pequena Biografia e um link para o Sumauma, onde tem um belíssimo texto da Escritora Rosa Clement sobre ele...
Beijos e vamos a ele?


Soneto Aberto Sobre A Morte


Hoje é dia de festa nesta casa: 
festa dos círios e das lamparinas.
Um corpo magro sobre a mesa, e a porta
de esteira aberta para os companheiros.

Beatas, terço, cafezinho, estórias,
o choro inútil da mulher sozinha,
a promessa do céu dos escolhidos
e uma herança de palha e de abandono.

Brasileiro, do norte, agricultor.
Semeou, semeou a vida inteira,
fez o campo florir por tantas vezes,

alimentou mil pássaros vadios,
foi sempre bom, mas nunca teve sorte,
e se vestiu de trapos para a morte.


Alcides Werk por Rosa Clement


Biografia

Alcides Werk Gomes de Matos nasceu em Aquidauana, Mato Grosso, no dia 20 de dezembro de 1934. É poeta de identidade amazônica, forjada no convívio com o modo de vida interiorano, resultado de suas aventuras pelos altos rios, pelos paranás, pelos lagos distantes, abeberando-se da cultura aborígine. Sua estréia aconteceu em 1974, com a publicação do livro de poemas Da noite do rio. Outras obras poéticas: Trilha dágua (Manaus. 1985), Poemas da água e da terra,edição bilíngue (Manaus, 1987), In natura: poemas para a juventude (Manaus, 1999). Cantos ribeirinhos e outros poemas(Manaus. 2002) e A Amazônia de Alcides Werk (Manaus, 2004). O poeta faleceu em Manaus, no dia 13 de novembro de 2003. 

(Óbvio que a Biografia não fui eu que fiz... hehehe... Achei aqui, no site do também escritor Antonio Miranda) .

segunda-feira, agosto 05, 2013

Norte Apagado

Lendo Material sobre Análise do Discurso, debrucei-me no Texto do Professor Luiz Carlos Marinhochamado O NORTE APAGADO (...) e de fato tenho que concordar que o Brasil anula a região Norte.
Não digo os ‪#‎brasileiros‬ Digo o Brasil Mídia, Brasil Governo, Brasil que exporta a beleza tropical, mas que anula as raízes próprias, de seu povo.
Infelizmente todos querem ter raízes europeias, mas indígena são poucos. 
Como diria minha sabia irmã Ivete Maria, a pessoa tem as unhas e a gengiva roxa ou preta mesmo, e ainda afirma que é de raça pura, vinda da Europa.
Raça pura, como se bichos fossemos. 
Somos um povo!
Um povo que precisa acordar e deixar de ser manipulado. Chega de Nordestino puxando S e R nas telonas e telinhas, chega de só os que seguem padrões europeus serem chamados de Nortistas ou Paulistas. 
Somos todos brasileiros e se nós não nos unirmos e quebrarmos as barreiras posta entre nós pela Mídia e pelos Governantes, jamais estaremos de fato de pé, de fato acordado.
Morreremos um gigante eternamente adormecido.
Ou no máximo, desperta, se espreguiça e volta a dormir...

Para quem também quer ler o texto:
http://www.ufrgs.br/analisedodiscurso/anaisdosead/2SEAD/SIMPOSIOS/LuizCarlosMartins.pdf



terça-feira, junho 25, 2013

Vasco e minhas artes

Aniversário de 15 anos na Green House e lá foi eu fazer uma 'decor' básica.
TNT (Branco,Vermelho e Preto)
EVA Vermelho
Tesoura
Molde estrelas
Molde de Cruz de Malta
Cola Chinelo - que era para usar nas sandálias de fim de ano
Barbantes para envolver as bolas
Fio de Nylon para fazer os varais


 Aqui uma barra branca feita com TNT e cruz de malta em TNT vermelho
 Bandeirolas em TNT com figuras de jogadores estilizados, estrelas e crus de malta
 Painel Foto de EVA com estrelas jateada em dourado (Color Gin)
 Bandeira de TNT
Símbolo de EVA - Cruz de Malta gigante
 O Bolo NÃO é obra minha - fica aí para dica. Delicioso  de Chocolate com creme de Cupuaçu.Simplesmente divino!

 Cruz de Malta em EVA colocada no bar da Green House. Muito elogiada, por sinal!
 Detalhe do teto central Bolas nas cores do Vasco.
As em vermelho foram encapadas com Celofane Vermelho

sábado, junho 22, 2013

Jane em Paricatuba - O passado marcado no presente de um futuro incerto


Paricatuba –  O passado marcado no presente de um futuro incerto
Eu não quero contar a história destas ruínas, isto acontecerá em outro texto, mas quero sim falar ou pelo menos tentar descrever o que é estar no presente dentro das ruínas de um passado bem desconhecido.
As ruínas de Paricatuba localizam-se na Vila de Paricatuba, Careiro, interior do Amazonas. Foi um prédio que serviu desde hospedaria, passando por escola e um presídio, leprosário, por fim um posto de saúde. Logo depois deu-se o abandono.
Thais Waughan convidou-me para fotografar as ruínas depois que soube da minha paixão pela arquitetura. Eu não sabia que elas existiam e o que de fato me esperava, mas chegando ao local percebi que era muito mais que uma construção em ruínas, havia ainda no local a imponência da beleza arquitetônica.






Confesso que eu fiquei olhando alguns muitos minutos para todo aquele mundo que nos aguardava e estava ali diante meus olhos jovens em relação a sua história (1898). Thais me falou a mesma coisa, falou-me que a primeira vez que esteve lá não conseguia fotografar, os detalhes apareciam diante seus olhos mas ela queria ver mais, enxergar mais. Gostar do passado é algo bem pessoal mesmo, pois meus olhos de 42 anos veem o que os dela com apenas 22 anos vê e o encantamento com a coisa é o mesmo



E assim entramos no local. Li um pouco sobre o que acontecera ali e em cada cômodo que aparecia tentava decifrar o que havia funcionado. O local cheio de vegetação, raízes belíssimas (adoro raiz), a suntuosidade da fachada mesmo depredada mantém-se bela e imponente como se fizesse questão de manter a beleza para quem a visita.
O local era marcado por muitos corredores, gosto de corredor, apesar de não ser mais tão utilizado hoje, dava para ver entre a vegetação o caminho que era percorrido por muitos. Havia uma área enorme que parecia uma quadra e depois ao ver a planta em um site percebi que era o centro da edificação que concentrava uma área grande semelhante a área dos presídios e sanatórios antigos.
Muitos insetos, folhas, plantas, samambaias, aranhas. De repente meu instinto socorrista vem me encontrar, alertando-me sobre cobras, escorpiões, vidros, mosquitos que transmitem doenças, mas meu instinto arquitetônico, aventureiro e fotógrafo disse para ele ficar quieto pois eu estava de folga, eles tomariam conta de mim com todo cuidado.


 Logo após passado este conflito interior, encontramos um local cheio de musgos, cogumelos (amo), samambaias e outro salão. Este mundo pequeno adora ser retratado mas dá muito trabalho retrata-lo na sua beleza minúscula. Mais a frente nossas pernas sentem teias de aranha e vamos atrás delas, tem teia, tem aranha! Encontramos uma, muito bem feita, brilhante e dona aranha estava em casa também, mas eu acabei assustando-a e ela foi embora, não queria foto.

 Dentro de um tijolo uma teia bem feita que parecia um algodão, uma samambaia solitária e muitos azulejos soltos. Seguindo entramos em outra salão onde havia traves improvisadas, dava para sentir as crianças de hoje jogando bola naquele local enorme. Logo na entrada um vestido branco e novo, dá uma certa aflição, um crime? Ou uma aventura?
Neste salão havia em todas as paredes árvores que nasceram sob suas paredes, as raízes se desenham nas paredes até alcançarem o chão , fazendo um verdadeiro jardim suspenso. Joguei-me no chão para fotografá-las com mais precisão e de lá eu pude ver como a natureza invadiu o concreto, amarrou as paredes com suas raízes e que seria lamentável retirá-las de lá.


 Caminhando encontramos a cozinha com a passagem de alimentos de um cômodo ao outro, restos de louça sanitária, e um emaranhado de raiz que parecia uma cela. E por falar em cela, encontramos as celas com seus portões grossos de ferro enferrujados. Ao entrar uma sensação de que a porta se fecharia e não conseguiria sair mais de lá, que coisa estranha! Parecia de fato um presidio, daqueles de filmes americanos onde Dr. Lecter (Silencio do inocentes) era detido, um sentimento incomum eu senti ali dentro, parece que vi o passado ou percebi em pouco tempo.
Mais corredores mostravam a extensão da obra, a lateral era tão bonita quanto a fachada.


   Em outro salão observei que o local tinha alguns restos de telhado e que a luz do sol incidia e fazia reflexos nas paredes. Thaís fala:
- Bem que poderia aparecer um fantasma para a gente fotografá-lo.
- Verdade, além de fotografá-lo iria ser nosso guia turístico aqui dentro – respondi.
Mas o fantasma não apareceu infelizmente e só tínhamos as luzes para fazer efeitos de “luz que vem do céu” como as histórias de UFOS que começa com uma luz, se é para abstrair prefiro acreditar nos espíritos de luz.


 Mas quem sabe os fantasmas não estavam nos olhando, nos acompanhando e vendo como aquele lugar tem magia, tem poder de encantamento, como restos de uma obra contam sua historia para quem não a conheceu e não viveu aquela época. Eu poderia imaginar o século passado com suas mulheres vestidas com aqueles vestidos lindos, os cavalheiros arrumados, as crianças que ali estudaram, os presos que ficaram confinados e os hansenianos que eram segregados das sociedade.
Tudo fruto da imaginação que consegue perceber no presente os fatos dos passados e a incerteza do futuro. Pessoalmente eu não mexeria mais ali, não reconstruiria, a natureza fez sua ocupação, tomou-a para si depois do abandono, seria um crime ambiental desalojar aquelas raízes enormes, que emolduram as paredes, que abrigam seres vivos, que assistem as crianças brincando de bola. que aceita visitantes que vem fotografá-la. Fizemos muitas fotos, de vários ângulos, com as folhas no chão, o ambiente de concreto a moldura se fez.


Senti uma energia boa, não tive medo, mesmo por que não tenho medo de fantasmas, mas Paricatuba mostrou-me algo que sempre tive vontade de ver: ruínas de alguma obra. O passado contando sua história sem guias turísticos, somente através de azulejos, paredes, caminhos e corredores, enormes corredores, corredores com alma e vida nas folhas das árvores.O homem abandonou a edificação, mas a natureza soube tomar conta com maestria.





Jane Eyre Uchôa e Thaís Waghaun




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Escrito por Jane Eyre em 21/06/13
Fotos; Thais Waghaun e Jane Uchoa

sexta-feira, março 15, 2013

Picadinho de Tambaqui

Aqui na Green House hoje tem Picadinho de Tambaqui.
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Só que como boa paulista e adepta de peixe, fica fácil preparar uma de minhas receitas, mas resolvi pesquisar em sites regionais do Amazonas uma receita, afinal todos sabemos que dependendo do tempero colocado no peixe, acabamos perdendo o sabor real do mesmo.
Assim entrei no site da Fogás e peguei uma receita maravilhosa de Picadinho de Tambaqui. Claro que vou dar meus pitacos no que vou preparar em casa e depois acrescento aqui.
por exemplo, já não entra no acompanhamento   a banana frita e nem  a farofa, pois ambos não fazem parte de nossa dieta saudável.
Aqui vou servir junto com um  nhoque de Abóbora Japonesa que já é sucesso por aqui. Já coloquei a abóbora no vapor para  cozinhar e estou descongelando o picadinho...
Bem, logo a baixo está a receita e o vídeo que peguei no Youtube, mas claro, avisei no site que estou usando a receita deles.
Abraços...


Picadinho de Tambaqui à Dona Denise
Ingredientes
  • 1 kg de picadinho de tambaqui
  • 1 cebola picada à gosto
  • 1 colher (sopa) de alho
  • 1 colher (sopa) de mostarda à gosto
  • 3 colheres (sopa) de azeite de dendê
  • 200ml de molho vermelho de sua preferência
  • 1 maço de cheiro verde
  • Pimenta de cheiro à gosto
  • 1 colher (sopa) cheia de margarina
  • Azeite à gosto
  • 1 vidro de leite de coco (250ml)
  • Sal à gosto
Modo de preparo


Lavar o picadinho de tambaqui com limão. Reserve.
Dica: Para o peixe não soltar muita água, depois que estiver descongelado, você deve lavar bem com limão e espremer para retirar o excesso de água.
Regar o peixe com um pouco de azeite, juntar o cheiro verde, pimenta de cheiro, um pouco de azeite de dendê e cheiro verde. Depois deixar o peixe descansar no tempero por 1 hora na geladeira.
Pegar uma  panela, fritar o azeite e a margarina. Quando a margarina dissolver, colocar a cebola, a pimenta de cheiro e o cheiro verde. Quando a cebola dourar, colocar o alho, o molho de tomate, o restante do azeite de dendê e a mostarda. Deixar refolgar um pouco.
Em seguida colocar o peixe e o leite de côco. Temperar com um pouco de sal. Deixe cozinhar mais um pouco. 
Para acompanhar o picadinho de tambaqui, uma boa opção é o arroz branco, farofa e banana pacova frita.

quarta-feira, novembro 14, 2012

Revista Biografia - Leia mais

A Revista Biografia lança Jane Eyre Uchôa como uma de suas articulistas, com o texto maravilhoso sobre Manaus e fala sobre como o resto do país e principalmente o Sudeste, tem uma visão distorcida sobre esta linda cidade do Norte, capital grandiosa do Estado do Amazonas.
O texto dela esta maravilhoso. Indico a todos os amigos que seguem e visita este meu espaço.
Só que não é só de texto de minha amiga que sobrevive a Revista Biografia. Lá você encontra diversos textos maravilhosos, de diversos autores.
   
Li um delicioso de Manoel Magalhães que fala sobre Jóias da Literatura, mas não fala sobre os grandes nomes da Arte Literária, cita na verdade um Estilista de Jóias - Jeremy May que cria peças usando como matéria prima livros. Detalhe: Os portas jóias são os próprio livros que doaram suas partes para a criação das peças. Amei.
Na verdade por serem um trabalho manual, é difícil repetir a peça, assim, quem adquire uma destas jóias acaba possuindo um exemplarexclusivo.
São maravilhosas, como as das fotos deste meu texto, mas visitem lá e deixem seus comentários.
Como eu fiz. Só que eu não usaria uma destas... Sofro em saber que um livro foi destruído para que elas viessem existir...
Veja se não são lindas!

Tem um texto - Livro cúmplice  de Nei Duclós - delicioso também sobre Leitura e Livros, no qual fiz o seguinte comentário:
Amo ler.
Aprendi vendo minha primeira mãe adotiva que passado seus 70 anos, interessou-se pela Língua Portuguesa e entrou em uma Escola de Adultos que tinha na Igreja União Pentecostal lá nos cantões de Guaianases, o bairro onde nasci.
Aquela senhora, de cabelos prateados, lia incansavelmente seu caderno de brochura e para que eu "aprendesse" ela colocava em minhas mãos infantis, um exemplar de Dom Casmurro, que eu lia de ponta cabea mesmo.
De fato, quando lemos descobrimos coisas maravilhosas sobre nós mesmos e sobre nosso país. Foi lendo ainda meninota que aprendi que no Brasil já houve duas línguas pátrias (Tupi Guarani e Português). Sendo que o Português era usado apenas na comunicação oficial, nos salões de baile e entre os europeus que aqui viviam.
Amo ler, pois através da Leitura podemos ampliar nossos horizontes e confrontar nossas próprias crenças.
Amei ler este texto... 

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terça-feira, agosto 28, 2012

Manaus e sua história - com Vídeo

A História de Manaus

O Estado do Amazonas tem uma História riquíssima no tocante a Cultura.

Uma arquitetura de vã guarda.

Manaus foi a primeira cidade da América Latina a ter Luz Elétrica e durante os anos em que projetaram e construíram o Teatro Amazonas viveu seu grande momento Cultural.

Existem muitos fatos interessantes sobre a História deste  Estado que por anos foi um dos movimentadores da riqueza brasileira.

Bem, assistam o vídeo!

 

domingo, agosto 26, 2012

Amazonas meu amor

Lindo!

Assistam e digam se não fizemos certo de ir por 3 vezes!
E ainda participamos da Campanha da Secretaria de Cultura de Manaus, Mania de Ler 



domingo, agosto 19, 2012

Zezinho Correa e Marcia Siqueira em uma sequência magnífica!


Fomos ontem, a Jane e eu, assistirmos mais uma vez “Mas pode me chamar de Chico”, Desta vez no Teatro da Instalação, em companhia da Elci e do Jorge Balbino.
Mais uma vez deliciei-me com este espetáculo e com a apresentação de Marcia Siqueira com a Música 'É só pensar em você', de Chico Cezar.
Logo depois de cantar – para o Zezinho Correa, que parece não ouvir até o final, quando reage – ela dança com ele. Uma sequência magnífica.
Dança brilhante, Zezinho Correa e Marcia Siqueira prende a atenção durante a música. Para ser sincera, tanto no Teatro Amazonas quanto no da Instalação, não prestei atenção na música que a Lucilene cantava nesta hora – que ela não me ouça!
E, ontem, no Teatro da Instalação, ficamos bem na frente, por causa da cadeira do Jorge, foi muito melhor para ver, E vendo mais de perto, como foi ontem, dava para notar a harmonia existente entre os dois, o jogo de olhares, o modo de mo, verem-se no palco, dava o tom exato de um romance correspondido.
Amei!
Parabéns aos dois!
Levo na mala, de volta a São Paulo, novos artistas para admirar. Estes dois são perfeitos.

Ai uma sequência de fotos deste momento mágico!







Fotos de Jane Eyre Uchoa - Valeu amiga, pelo convite, pelo carinho e pelas fotos.

E uma foto de nossa turma esperando as cortinas abrirem.



Elci, Lorena, Jane e Jorge

IP Casa de Oração - Rua Moreira Neto, 283 - Guaianases - São Paulo

Agregadores

Medite!

Gióa Júnior