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sexta-feira, fevereiro 09, 2024

Sobrinho é tudo igual...

 Manaus 
Compartilhado com Público

 Em todo o lugar no mundo sobrinho é igual!

- Oi, tia.
- Oi, Eddye.
- Cheguei.
- Que bom que chegou bem.
- Verdade.
- E aí...que trouxe para mim da rua?
- Trouxe eu.
Pausa para risos
- Serve?
kkkkkkk

sexta-feira, maio 06, 2022

Neologismo e Linguagem - Sextar é uma derivação imprópria?

 

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Compartilhado com Público
Público
Bom dia.
Sextou, foi?
Posso fazer uma pergunta?
Sextar é uma derivação imprópria?


Hoje minha postagem de retorno ao Facebook foi uma provocação sobre a palavra Sextar, já que hoje é sexta.
Sextar é uma Derivação imprópria?

Bem, isto faz parte de meus estudos da Linguagem, afinal, professor não deixa de estudar. Nunca, nunca!
A resposta é não. Sextar não é uma derivação imprópria, pois não mudou de classe sem a adição ou subtração de elementos morfológicos.

Para a criação da palavra utilizou-se o processo comum de adição de elemento gramatical ao substantivo sexta-feira e originou uma nova classe: um verbo.
Explicando: A Derivação Imprópria ocorre quando uma palavra tem sua classificação gramatical alterada devido ao contexto em que foi utilizada, ganhando, assim, um novo significado e ocasiona uma nova classificação. 


Nesse processo a palavra Primitiva não recebe nenhum acréscimo ou subtração. Ela é usada graficamente como na classe que lhe dá origem. 


Na Derivação ou Composição comum os verbos surgem dos substantivos e é o que ocorre em sextar.

E então? 
Entendeu?
É, eu sei, a ideia era brincar com o povo que cria ''hater'' nas publicações alheias, reclamando do "Purismo" de nós, professores. 
Beijos e fui.




segunda-feira, abril 25, 2022

Bom dia e boa semana e, com amor próprio é muito melhor!

Sobre Amores... 
 "O Amor de Deus não fere você.

O Amor próprio evita que você se permita ser ferido.
Só aceite dos outros o que você oferece."
E ofereça amor com respeito.

sexta-feira, maio 28, 2021

Mais sobre Mim, dona Eulina e as fofocas.

 Mais de #DonaEulina e #SobreMim

Tem uma pergunta rondando por aí sobre "qual seria seu nome se fosse o mesmo de sua vó preferida".
Pois bem.
Eu me chamaria #Eulina. E gostaria muito.
A minha avó Eulina era uma mulher maravilhosa e livre, nunca deixava ninguém atrapalhar seus passos. E ainda assim manteve um casamento de 50 anos.
Sua força nunca a impediu de ter fé. E sua fé nunca a impediu de fazer o que achava certo, mesmo que esse certo fosse totalmente contra a ideia geral.
Ajudava o próximo, fosse ele um crente ou um ateu, uma mulher casada ou largada, uma jovem solitária ou uma prostituta.
Passávamos pela rua das "primas" e elas a saudavam sorridentes e com respeito.
Vi muita gente virar o rosto para elas, minha avó, não. E vi minha vó oferecer comidas e chás para as doentes. Nunca as tratou com desdém e, embora falasse de Jesus, nunca deixou de falar com elas ou com qualquer um por não aderia à nossa religião.
Foram esses exemplos que me fizeram ir para o trabalho social anos depois. Nunca perguntei qual o papel social de nenhuma das pessoas que atendi nas igrejas, associações e prefeituras que trabalhei. E isso devo à minha avó-mãe Eulina.
Lembro que para desespero geral, o melhor amigo da minha avó era o jovem Bil. Ele devia ter uns 40 anos, tendo portanto metade da idade de meus avós.
E ele era Se-pa-ra-do. pior! Desquitou-se sendo amigos de nossa família. gente muito mais nova deixou de falar com ele e até trocava de calçada quando o via vindo. O pobre ainda ficou desempregado!
Alguém foi lá contar para vovó e ela: "Que? Pensei que você ia ajudar! Veio aqui fazer o quê?
A pessoa perdeu o rumo e foi sem dar o recado do Cão.
O rapaz estava no quintal com o meu vô e viu quem tinha saído, subiu triste e minha avó, que era sapeca na sabedoria, saiu com essa:
"Essa diaba veio aqui fazer troça. Sei nem que queria, mas despachei logo, para não contaminar minha casa."
Eu era nova, não entendi nem a visita e nem a fala na hora.
Só dias depois alguém da família que achava a vó muito "crente moderna" abriu a boca e fez a crítica completa, obviamente pelas costas dela. E quando eu repeti a frase, a pessoa disse que a "mensageira" tinha boa intenção e que gente como Bill não era de confiança.
Eu nem liguei porque já sabia que o lugar das pessoas "de boa intenção" era o inferno - afinal, minha avó falava isso e o que ela falava para mim, era lei.

domingo, abril 04, 2021

E porque hoje é Páscoa falaremos de Liberdade...

 Bom dia.



E porque não falar sobre Opressão? Só porque é Domingo de Páscoa?
Pessoa querida, saiba que a verdadeira Páscoa é #Liberdade.
E gritar que, não importa o governo, as vítimas somos sempre nós e romper cadeias da ignorância.
Alguém disse o disse sabiamente que se tiver a capacidade de manter "o povo ocupado com suas necessidades básicas (...) ele nunca terá tempo pra pensar em sua liberdade".
E é isso que as cobranças enormes de Impostos e o aumento do poder do Estado faz com o homem comum. Presos às suas necessidades o povo esquece de gritar por si, de buscar o real conhecimento, de falar em seu favor. Quando somos condicionados a pensar igual a todos, nos acostumamos a acreditar que somos iguais e por isso merecemos o mínimo. Não somos iguais, ninguém é e, por isso mesmo temos necessidades diferentes, mas se permitimos ser aprisionados, acabamos sendo iguais na miséria. E é bom saber que miséria vai de buscar o pão de cada dia no lixo à ir passear em New York.
Claro que você pode discordar de mim, mas pense bem se seus sonhos (necessidades) não são exatamente iguais os de outros? Tanto é que há por aí muitas agências de viagem prometendo o mesmo destino com condições diferenciadas.
Entendeu?
Se seu sonho é igual ao de todos não é sonho é necessidade construída de fora para dentro. E se o caminho parte do exterior, não é exatamente sua essência.
Essencial é saber o que realmente somos como indivíduos e partindo do nosso eu individual agir no mundo.
Precisamos urgentemente nos libertar da opressão das necessidades básicas e descobrirmos o que é liberdade.
Viu?
Falar contra a Opressão é pascal!
Feliz Páscoa!
Que Cristo ressurja em cada um de nós, nos libertando para uma vida plena!

terça-feira, março 23, 2021

Princípio Africano: Nunca deixe de Brilhar!


 

Vamos falar sobre amor próprio e tal...

Para os povos africanos há uma verdade grandiosa sobre o sujeito enquanto indivíduo e sua visão  sobre si e está relacionado a sua representação no mundo. Eles acreditam que ninguém deve diminuir sua Luz para ninguém. Eles relacionam a ancestralidade, cultura, saber e respeito ao sangue à presença de cada ser no mundo.   Diminua sua Luz para ninguém. Assim, dizem que "É o destino de sua Alma Brilhar." Isso porque para os povos daquele continente, todo ser humano "é uma criança do Sol."

Então quando eu sou o que sou no mundo, quando represento meu pouco saber, estou fazendo brilhar o que herdei de meus ancestrais, estou respeitando-os. E por isso sempre afirmo que não me apago para ninguém brilhar!

Sim, eu não diminuo minha luz! É um princípio africano e sou parte desse povo e por isso essa sabedoria vale muito na vida.

Penso e creio que não é necessário que para outros brilhem você precise se apagar. Você não é Iluminação Pública para impedir Pirilampo de brilhar. Você é tão iluminado quanto o seu irmão, são iguais, sua luz deve brilhar com a dele e vocês, juntos, iluminar o mundo!
Entenda aquela canção infantil e deixe "sua pequena luz brilhar".
Aí vem os que se acham cristãos e dizem que isso não é bíblico.
É sim!
Pois eu digo: Está lá em Lucas 11:34: Se meus olhos são luz, meu corpo será todo iluminado. Assim, sendo eu luz, não posso me apagar.

Por
Elisabeth Lorena Alves
, com dor e com afeto

terça-feira, janeiro 26, 2021

A Senescência em O Mestiço, de Gustavo Araújo - Porque envelhecer dá trabalho




 Olá, sou eu de novo com um texto do Entrecontos


Desta feita meus olhos baixaram sobre o Desafio Envelhecer, novamente. Talvez porque ontem relembrei uma postagem do Ano passado, lendo meus blogs e retornei minha leitura à essa antologia. 
O Conto traz por ilustração a figura de Candido Portinari, "O Mestiço", 

"Mestiço", do escritor Gustavo Araújo, traça, de forma leve e até descompromissada o caminho da senescência de um carroceiro urbano e de seu cavalo. Antes de continuar, vale lembrar aos amigos que me seguem o quê é senescência. Essa é a parte em que, sem realmente adoecer, o jovem adulto vê em si a metamorfose ocorrer. Já não corre como antes, já não o mesmo cabelo de outrora e suas preferências mudam, até que ele passe a preparar "preparo o chá para os fantasmas", como diz a poesia "Envelhecer",  de Mario Quintana.   

Há parte no conto que mostra exatamente o reconhecimento desse estado. Tanto o homem quanto o cavalo estão envelhecendo sem grandes complicações físicas, portanto, sem doenças patológicas, não atingiram o estado de senilidade e, ativos que são, talvez não chegarão a esse estado. Entretanto, envelhecer apresenta certas dificuldades e mudanças físicas que são delineadas no texto e, interessantemente, o autor faz uma junção das duas figuras, sem no entanto juntá-las de fato. 


Ao observar a pelagem do animal desfiando nosso carroceiro lembra dos tempos heroicos do animal e também dos seus tempos de juventude, nos confins da floresta. Esse instante de focagem sobre si e o cavalo me fez pensar em "O velho e o Espelho", de Mário Quintana, porque lendo, temos a ilusão de que as reflexões que envolve a existência do homem e do cavalo são mais frutos de sua própria vontade do que de sua realidade e, mais não digo porque prefiro que o leia.



O final do conto remete mais uma vez a Mario Quintana  e transcrevo, não o conto, porque estou escrevendo aqui para vocês irem lá, ler, mas o poema "Do mal da velhice": 

"Chega a velhice um dia... 

E a gente ainda pensa Que vive... 

E adora ainda mais a vida! 

Como o enfermo que em vez de dar combate à doença 

Busca torná-la ainda mais comprida


E agora vou.



Serviços

Textos de Gustavo Araújo no Entrecontos

Livros  

 

sábado, janeiro 25, 2020

Feliz aniversário, São Paulo

São Paulo fez aniversário hoje.
Estou distante dela que é minha Terra.
Longe de sua Poesia e de suas Bibliotecas, meus vícios.
Longe de suas histórias conhecidas e desconhecidas.
Longe de seu clima multipolar que em um único dia tem todas as Estações e que mesmo assim continua linda e acolhedora.
Acolhedora como seu povo que, às vezes cinzentos pelas desilusões interpessoais ainda assim acolhe todos os povos, todas as línguas e todas as histórias.
Se sinto falta?
Óbvio!
Sinto falta das conversas nas praças com os desconhecidos e com os conhecidos. Das revistas e livros na passarela de Guaianases, das visitas sofridas ao Sebo do Messias. Do passeio básico na Praça Sé. Da ida solitária até os brechós do Tatuapé. Dos amigos  do Carrão.  Das fontes de Poá. Das estações ferroviárias que cruzam toda minha cidade aniversariante.  Sinto falta dos passeios de metrô e de novos desconhecidos para conversar.
Sinto falta das igrejas e das feiras.
Do caldo de cana com pastel.
Da yakisoba dos pernambucanos em Mogi. Das massas italianas dos japoneses de Suzano . Dos pastel de Belém da feira do Higienópolis. Do leite fresco das vacas de Santo Amaro.
Sinto falta dos amigos. Sinto falta de minha Terra que acolhe a todos e que às vezes é desrespeitada e ainda assim nos aceita e nos protege.
Sinto falta dos sinos de São Bento. Das feiras beneficentes de São Judas.
Das ações sociais. Das festas culturais.  Dos encontros inesperados.
E por meu amor e por minhas saudades, hoje junto minha voz e meu coração ao coro daqueles que amam minha São Paulo querida e que a parabenizam.
Feliz aniversário,  Sampa!
Feliz aniversário,  meu amor!

sexta-feira, dezembro 27, 2019

Gratidão. Afinal, agradecer é preciso - sobre 2019 e Detox Literário

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Bem, bem, 2019 está indo embora. Mas não foi uma ano só de tristezas e perdas. Foi de conquistas. Aprendizados. Promessas. Esperanças. Desafios Literários. Feitura de Originais... Ops, Desafios Literários!
Vamos conversar sobre esse tema?
Bem. Em 2019 conheci o Desafio Literário do site Entre-Contos. Interessante, com regras muito parecidas com os jogos de futebol e dividido em Três Fases.  Os textos eram enviados com pseudônimos, para que os participantes ficassem tranquilos ao comentar. Comecei na primeira rodada da Liga. Era um tema de suspense e comecei com "A Passagem Secreta". Recebi comentários interessantes. Alguns até vibrantes.
Na segunda rodada, confesso que participei só para não diminuir quorum, entretanto enviei um texto que considerei denso e falava sobre Narcismo Materno com requinte de crueldades: "Mater Malum - A Mensageira do Mal", Conto que me garantiu subir para a série B. Na terceira rodada enviei o texto "Desejos Impuros", que quase me manda de volta para a série C.


Na quarta e última rodada, concorri com o Conto "A Pecadora". Foi uma experiência interessante.
Agradeço aqui aos criadores do projeto e aos responsáveis por Fabio Baptista e Gustavo Araújo.
Vale lembrar que há muitos bons textos publicados no site e vocês estão convidados para fazer uma leitura e, se desejar, comentar.
Abraços,
da amiga Elisabeth Lorena Alves


segunda-feira, abril 20, 2015

Poema - Além de nossas Janelas


Hoje tivemos uma tarde triste... Durante a aula de Literatura Brasileira o telefone da Anna Karen toca e ela recebe a notícia de que sua vovozinha, dona Tereza, tinha nos deixado. Eu esperava a Jane chegar de São Paulo para ir visitar sua avó no Hospital   28 De Agosto, onde ela encontrava-se internada já por alguns dias. Momentos depois escrevi um poema em memória de Dona Tereza, que foi uma mãe e avó dedicadíssima:


Além das nossas janelas...
O sol se põe em seus olhos,
É seu último olhar...
A brisa seca depois de seu sorriso.
É seu último sorriso.
O caminho das lágrimas agora é árido.
Sua última vontade...
O som matinal que acolhe os rios
E os pássaros de sua alma se calaram.
Então partiu...
Deixou em nós só a saudade.
Seu brilho nos espera, eterno...
Ainda além de nossas janelas,
Longe demais para que possamos ver.
Mudou de forma, virou saudades...
Saudades que permanecerá para sempre aqui..
In Memoriam de Tereza de Jesus Pontes da Silva

domingo, janeiro 05, 2014

Boa Semana! Com Poesia, claro!


Drummonzear

No meio do caminho tinha uma pedra,
Na verdade nem era uma pedra de fato,
Era um seixozinho, um hiato.

E, no entanto, a pequenina pedra,
Informe pedra lançou – me ao chão,
Cai de pronto, tento levantar – me em vão.

Havia uma pedra no caminho,
Uma pétrea e sólida afeição,
E eu, que fugia do carinho
Perdi na queda o coração.

Oh doce pedra altaneira
Com posição certeira,
Puseste-me de pronto, sem razão,
Pois tiraste – me o medo e doa - te me a paixão.

Elis

segunda-feira, novembro 11, 2013

Corrupção e Alexander de Almeida - o que me afeta?

Pensando no assunto Rei do Camarote e na revolta que ele causou na Internet, me vi olhando alguns perfis de conhecidos no Facebook que passaram o ano defendendo os indefensáveis bandidos das grandes corrupções brasileiras e agora reclamam que o dinheiro que uma determinada pessoa gasta na balada resolveria os problemas sociais da população pobre do Brasil. Ledo engano. O que vai resolver os problemas sociais é investimento em Educação, Segurança, Transporte, Saúde, Emprego e outras áreas que envolve todos os outros cidadãos deste país. Não podemos obrigar um cidadão fazer serviço social, doar seus bens em um país onde os Impostos são altos e os salários dos políticos astronômicos, afinal, todo o dinheiro doado seria desviado para uma minoria mesmo, a de sempre, dos larápios.
Acho uma falta de inteligência esta
#Inveja  enrrustida, disfarçada de preocupação com os mais carentes. E isto me abomina.
Não vou me estender muito no assunto, afinal acho que todos estão tão cansados como eu desta pataquada de criticarem o tal 'Rei da Balada', mas deixa eu explicar uma coisa aos #Invejosos de Plantão:
Os escândalos com dinheiro que me importam são os do Mensalão, Anões do Orçamento, Ladrões do INPS, SUDENE, FUNAI, e outros órgãos e Casas que deveriam defender o direito da População, mas defendem o direito da Minoria: Eles.
O que uma pessoa faz com seu próprio dinheiro não me interessa. O cara ganhou o dele como bem quis, que gaste como bem entender.
Agora o nosso, que retorne aos cofres públicos e que os bandidos sejam presos.
Um político fazer turismo e balada com dinheiro público é CRIME e deve ser julgado, condenado, preso e esquecer a vida pública para sempre enão por 8 anos apenas. Criminosos não devereiam nos representar.
Pessoa física usar seu dinheiro para se divertir e se exibir, é problema PESSOAL e intransferível.
Simples assim.

domingo, outubro 27, 2013

Incoerência, Vida Artificial Relacionamentos idens e Eutanásia...

Incoerência, Vida Artificial Relacionamentos idens e Eutanásia...

Pode parecer piada, mas em um mundo onde tudo é comércio, a pessoa defender a Eutanasia por considerar viver em um leito de hospital uma vida artificial é no mínimo absurdo.
Vivemos presos a diversos aparelhos e mesmo assim não nos desligamos deles.
Deixamos de sair com os amigos para assistir Televisão.
Deixamos de conversar com os amigos para atualizar nossa vida social pelo Computador.
Deixamos de brincar com nossos filhos porque eles estão jogando  PLAY-STATION , PSP, ou WII.
Deixamos de ir à casa dos avós no fim de semana para assistir um filme de DVD ou BLU-RAY.
Esquecemos o violão tão desejado no canto do quarto e nos contentamos com músicas repetitivas nos  MP3 ou 4,  BLACKBERRY, ou TABLET.
Esquecemos os amigos da infância porque eles não tem celular ou telefone fixo  mesmo morando na rua de trás...
Deixamos de ir ao teatro para assisitir uma video qualquer em nosso IPOD ou qualquer coisa que se iguale...
Isto falando-se em aparelhos!
Agora quando diz que não  se deseja viver em estado vegetativo, dependendo de máquinas e líquidos de uma garrafa de hospital, esquecemos que substiuímos a água pura pelo Refrigerante, energético e afins.
Comemos alimentos condimentados com conservantes e uma montanha de ingredientes químicos letais à Saúde, subistituindo ingredientes naturais por endustrializados. Comendo todo o tipo de tranqueira...
É só eu que acho isto incoerente?

quinta-feira, junho 20, 2013

Brasil acordou de fato?


Então está bem!
Quebrou os ônibus?
 Apedrejou os bancos?
 Destruiu o mêtro.
Estourou o Itamaraty na pedrada.
Agora quem paga a conta somos nós que NÃO votamos nestes pulhas?

Brasileiro sofre por NÃO SABER VOTAR.
O cara tem uma folha política mais suja que pau de galinheiro, o povo e principalmente os universitários e funcionários públicos votam neles e depois começam a derrocada.
Pior, como dizia Carlos Cacá Gonzalez pela manhã, nas próximas eleições estes pseudo-líderes estudantis e politiqueiros se lançam na Política e agem como os corruptos que eles tanto abominam, mas insistem em colocar no poder.
Lindberg Farias está aí para não nos desmentir.
Líder do Movimento 'Caras Pintadas', idealizado por políticos infiltrados na UNE - que ele presidia - fez o que fez. Mostrou-se o bom moço e hoje tem a folha pública mais comprida que muito político velho de guerra.
Acorda Brasil!
Prova que este gigante ainda respira, mudando o cenário político nas próximas eleições.
Colocando no poder políticos sem nenhuma acusação criminal
Políticos novos.
Lutem para que nossas leis permitam retirar o voto do canalha que ao invés de nos representar, resolver lutar pelo interesse da minoria endinheirada e por seu próprio bolso.
Lute para que os políticos percam privilégios.
Que eles recebam por trabalho de fato prestado e deixem de limpar os cofres públicos.
Lutem para que os que são condenados sejam presos e para que suas penas sejam cumpridas toda, sem diminuição de penas.

quinta-feira, março 14, 2013

Presentes para mim mesma II


Em alusão a um comentário no Facebook, sobre me presentear...
Quando nos amamos, quando nos presenteamos, quando olhamos mais por nós, corremos o  risco de ouvir as pessoas nos chamar de egoístas, de loucos ou outro comentário maldoso qualquer, mas 
Concordo que posso ser vista como louca ou como se me achasse superior a alguém, mas vamos combinar que se me agrado não estou agravando ninguém e ainda mais, estou me fazendo feliz. E como você leitor, pode imaginar, para uma pessoa bem resolvida  pouco importa a opinião dos outros quando somos felizes.
Em meu trabalho como Agente Social sempre ensinei as pessoas que atendia a se amarem, a entenderem que a dificuldade que estavam passando era provisória e que se eles aprendessem a amarem-se sairiam mais fácil das dificuldades, pois quando nos aceitamos encaramos a vida de ombros erguidos e com passos certeiros e sendo assim, conseguir encontrar a porta de saída para as situações difíceis seria mais fácil, pois no geral ter posição de vítima frente as dificuldades não nos garante vitória, mas sim a derrota.
Sei que as pessoas que ouviram meus conselhos e colocaram em prática saíram da situação difícil e conseguiram se tornar alguém melhor, conseguiram encontrar trabalho, voltaram estudar, deram novo rumo às suas vidas. 

A vida é muito mais que lágrimas. Quando permitimos que a amargura tome conta de nossas vidas, nos tornamos vítimas em potencial de todas as situações da vida. Se o RH  vai fazer corte de pessoal, pode saber que os funcionários amargos serão demitidos. Sabe-se que uma pessoa amarga rende menos no trabalho, faz inimizade com os colegas e trata mal as demais pessoas, colocando em risco os resultados da equipe. Sabe-se que a amargura também desestabiliza relacionamentos amorosos, assim, divórcios, separações e afins acabam por atingir as relações afetivas, aumentando os índices de tristeza. Sabe-se ainda que a amargura afeta o organismo humano comprometendo a Saúde e dando origem a diversas enfermidades, inclusive o câncer.


Em caso de tratamento em andamento, a amargura atrapalha os resultados de tratamentos médicos. Estes exemplos mostram claramente que certas situações podem influenciar de forma negativa na vida de uma pessoa que não se aceita...
Para que a amargura não se instale, aconselho que as pessoas aprendam a amar-se e cuidar de si mesmo, pois o natural é cuidarmos apenas da aparência, pois ela é nosso cartão de visita na Sociedade, mas a correria cotidiana nos faz esquecer de nosso bem estar emocional.
Elis



Presentes deliciosos de 2013
- Show da Eliana Printes
- Show Mas pode me chamar de Chico - Vi 4 vezes apaixonadamente
- Resolvi enfrentar 4 anos e 6 meses de Faculdade - Letras - UFAM Ai vou eu!

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Presentes para Mim


Vou contar para meus queridos leitores algo que me aconteceu em certa Ocasião.
Eu trabalhava na Prefeitura, era um das assessoras do Gabinete e trabalhava direto com ‘o homem’. Como eu era muito séria – sou na verdade – mesmo com minha simpatia, as pessoas não tinham coragem de me fazer perguntas pessoais.
Todas as segundas ao chegar ao escritório, tinha sobre minha mesa um arranjo floral, de flores do campo, sempre variando a qualidade, mas sempre campestres.
Eu entrava em minha sala, orava, abria  as portas de comunicação com o outro assessor e a secretaria e pegava meu cartão lia, cheirava minhas flores.
Começava meu trabalho. Neste período a maioria das secretárias estavam conversando sobre o final de semana, a novela e coisas assim.
Os meses se passaram e eles todos querendo saber quem é que enviava as benditas flores.
Um dia sai para almoçar e chamei uma colega para me acompanhar, pois depois do almoço iríamos a uma reunião importante. No caminho do restaurante, entrei na Floricultura, ela comigo, encomendei flores para minhas próximas 4 semanas, flores para a sala das meninas da faxina – elas me ajudavam muito e eram muito carinhosas comigo -  saímos e fomos almoçar.
Sabe quando a pessoa fica sem entender nada?

Assim ela ficou.
Ai virou para mim, sem graça: posso fazer uma pergunta.
Eu sem entender, respondi seu sim.
- Porque a senhora manda flores para si  mesma?
E eu.
- Como assim?
- A senhora encomendou flores para sua sala e ainda deixou lá os dizeres que quer que mande no cartão!
- Claro – respondi – Só eu sei o que quero ler antes de começar meu dia.
- Porque a senhora faz isto?
- Simples. Eu me amo!
Ela não entendeu nada.
Na segunda seguinte chegou as flores, agi do mesmo modo de sempre. Sorri feliz com o perfume e fui para a copa, anexada a sala da secretaria, para tomar um café.
Um dos colegas me disse:
- Parabéns por sua atitude, só faz isto quem se ama.
Sorri sem nada dizer e tomei meu ‘pretinho’ amado e segui com meu dia, feliz da vida, com meu presente e o perfume que inundava a sala, quando eu chegava.
Amo receber presentes de mim mesma. Bem embrulhados, com caixas magníficas, livros, flores, bombons. 
Amo.

Experimente e comece hoje, faz um 'bem danado de bom' . 

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

Guaianases [Revista Biografia]


Guaianases velho de guerra
Olá amigos leitores e seguidores da Revista Biografia! Estava com saudades de escrever para vocês. Algumas semanas de férias compulsórias me fizeram ficar distante da História da minha São Paulo querida.
Hoje, para compensar, vou contar-lhes mais uma História de Bairro do meu Estado querido. Já vou pedindo perdão pelos possíveis apegos e sentimentalismos, pois vou falar de um lugar que conheço e onde vivi por quase 40 anos: Guaianases.
Para começar, deixa eu contar uma curiosidade...
Anos atrás as pessoas morriam de medo dos moradores deste bairro, mas não era pelo perigo, comum, atribuído as pequenas e grandes cidades, era por considerar que ali não havia gente inteligente. Os povos centrais, donos de empresas e patroas, acreditavam que éramos todos descendentes de índios – e acho que acreditavam ainda mais, que fôssemos todos canibais, pois bastava falar que era morador de Guaianases que as portas se fechavam. Ainda alcancei esta loucura. Meus amigos iam procurar emprego e diziam que moravam na Parada XV de Novembro.
Com esta loucura bairrista, nós também acabamos criando nosso próprio sentimento bairrista, passamos a cultivar o orgulho de sermos de Guaianases.
Guaianases nasceu antes do que se diz que nasceu e teve grande importância para a História de nosso Estado. Nas Bibliotecas mais antigas e na da Câmara Municipal de São Paulo pode-se encontrar relatos anteriores ao dia comemorado como o de sua fundação, mas nosso Brasil tem a mania horrorosa de só acreditar que um bairro existiu a partir de uma missa realizada, assim sendo, nossa verdadeira história acaba perdida.
Infelizmente para Guaianases e para quase todos os bairros e cidades brasileiras, muito de nossa história é manipulada pelos interesses de A ou B.
Guaianases, antes de sua formação oficial, era um aldeamento pequeno onde as pessoas em viagem para Santos e outros lugares, paravam para trocar seus cavalos, fazerem a sua higiene e se alimentarem. Uma pessoa famosa fez isto algumas vezes por ali: Dom Pedro I, indo de visita a Marquesa de Santos. Por certo outros assim o fizeram, embora a História faça questão de esquecer.
Antes de sua fundação oficial, também, Guaianases era local de moradia indígena e tem seu nome atribuído a um aldeamento destes, o povo Guaianás.

Guaianases é formado por diversas nações e tem sua História envolvida com diversas outras histórias. Em grande parte deve sua formação a três povos específicos: os indígenas, os italianos e os nordestinos. Por volta dos anos 90 o artista gráfico Natalício Vigo chegou a fazer uma estátua com estas três figuras que foi colocada na entrada do Bairro, perto do Jardim Helena. Eu até ganhei uma réplica quando da realização do Seminário “Guaianases tem Solução”, mas não tenho mais, por causa de um acidente doméstico.
Quando falamos que três povos específicos formaram este bairro, acabamos sendo um pouco injustos, pois há grande contribuição de outros povos em sua formação. Há influência japonesa, chinesa, alemã e de muitas outras nacionalidades. Há, também, influências de outras famílias que nem sempre aparecem nos documentários, tais como: a família Mariano, Carmo, Leite, Chabi e muitas outras.
No fim dos anos 90 e início de 2000, Guaianases contava com dois milhões de habitantes, números agora manipulados para evitar que o bairro vire um município (um desejo antigo de muitos moradores locais).  Este número pode ser sim mudado, para referenciar minha informação cito que só na Cidade Tiradentes, que possui em média um terço dos moradores do bairro, moram mais de 800 mil famílias – a Cidade Tiradentes é um complexo de habitações nada modernas, feitas a partir da construção de prédios com cinco andares, sem elevadores, em um lugar, outrora, ermo e afastado do centro, mas que agora cresce assustadoramente. Além dos tais edifícios, há construções, feitas através mutirões, de casas de andares e, também, algumas invasões, algo muito comum nos últimos anos-.
Guaianases também tem algo curioso, quase toda a casa tem inquilinos, algumas com mais de três famílias. As pessoas sublocam suas casas (por menores que sejam) e isto, na maioria das vezes, se deve pelas necessidades financeiras, afinal viver em Guaianases é caro, pois é um bairro longe das empresas e comércios específicos. Essa afirmação também é um pouco injusta, temos aqui um bom Comércio e contamos com Indústrias locais. Temos escolas particulares e até Faculdade no Bairro, tudo bem que não é, ainda, uma Federal, mas sonhamos com isto. Se podem construir cadeias públicas, por que não construir Universidades...
Guaianases tem lenda própria. Embora muitos acreditem que não seja lenda e sim uma história real, horrorosa por sinal, e que prova o quanto nós, seres humanos, podemos ser bárbaros, esta relacionada a um das primeiras Capelas do Bairro – a Igreja de Santa Quitéria. Diz a “lenda” que Santa Quitéria era uma escrava fugitiva das fazendas existentes na região e pertencentes aos padres Carmelitas, que foi perseguida, capturada e sacrificada selvagemente no mesmo local onde foi construída a Igreja.
O aniversário oficial de Guaianases é comemorado no dia três de Maio, dia de Santa Cruz, data que foi celebrada a primeira missa, em 1861, mas é de conhecimento histórico que desde 12 de outubro de 1580, foi autorizado o aldeamento de Guaianases e região. Esse aldeamento foi iniciado pelo Bairro de São Miguel Paulista, pelos índios Ururaí. Jerônimo Leitão, o Capitão desta Capitania em São Vicente, foi quem autorizou este aldeamento com condições de sesmarias.
Atribuem aos italianos e espanhóis a formação do Bairro, pois foram eles que propiciaram o crescimento financeiro e sabemos que o que manda é o dinheiro. E é desta forma que é vista a formação de nosso bairro, pelo prisma da entrada de grandes quantidades de dinheiro no Bairro.
Não desmerecendo ninguém vou citar, de acordo com as informações mostradas nos poucos livros que se dignam falar sobre a formação de Goianases, as origens das primeiras fontes de rendas: Olarias e Pedreiras; Derrubada de Árvores para a construção de casas indústrias e comércio nos bairros da Móoca, Belém, Pari, Bom Retiro, Brás e adjacências; Comércio de secos e molhados; Cultivo de produtos agrícolas e agropecuários, além de ferreiros e carpinteiros. Guaianases possuía, como todos os bairros considerados desenvolvidos, os fotógrafos de família, principais responsáveis por algumas das poucas fotos que sobreviveram ao tempo. Essas “fotos registros”, se o Estado nada fizer, será perpetuada como propriedade exclusiva da Eletropaulo Metropolitana. Estes fotógrafos só faziam retratos de/para pessoas com bom poder aquisitivo, pois este era um trabalho caro para os demais.
Conta-se que os primeiros loteamentos surgiram na década de 1920, como Vila Iolanda (1926), CAIC (1928), Princesa Isabel (1928), parte da fazenda Santa Etelvina (1926). Nesta mesma época surgiu um pequeno núcleo de imigrantes alemães e austríacos, em número de doze famílias que viviam na região do Santa Etelvina. Outra curiosidade: Guaianases tem dois loteamentos com este nome, Jardim Santa Etelvina, formado nas terras onde existia esta fazenda de mesmo nome e outra vila, na Cidade Tiradentes, que também se chama Santa Etelvina e que, também, era uma fazenda com este nome... Guaianases tem história no Corpo de Bombeiros, a família Rulh, o comandante Carlos Ruhl dá nome para uma das ruas da Vila Princesa Isabel, mesma rua onde fica uma das mais antigas escolas, o Colégio Pedro Taques. A família Ruhl esta há diversas gerações prestando serviços à comunidade através do Corpo de Bombeiros.
A Primeira Agência de Correios foi fundada em 1873 e demorou um pouco mais para ser ter uma delegacia, na verdade uma subdelegacia de polícia, que foi criada só em 1895.
Em matéria de esporte surgiram duas Agremiações Esportivas, o Atlas Lajeadense F.C, fundado em 1915 e, anos depois, em 1934, fundaram a União F.C. Possuíam boas sedes, onde nos finais de semana, realizavam animados baile. Estes times eram tão conceituados junto a Comunidade local que se uniram em 1946, criando o atual Guaianases F.C. Em 1955 surgiu o Grêmio Botafogo F.C, que está em atividade até hoje. Além do futebol, existiam e ainda existe diversos times de bocha e muitos outros campeonatos de bocha.
Havia também Bandas de Músicas. A primeira existiu no período compreendido entre 1915 e 1926. A Segunda Corporação Musical Lira de São Benedito, foi fundada em 1933 e extinta em 1938. No entanto gosto musical não acabou, a maioria das escolas mantinham sua turma de Fanfarra – quem sofria eram os vizinhos das escolas. Eu morava perto da Rosanova e quando os alunos começavam os ensaios, todos sofríamos, mas é sempre bom ver os pequenos e grandes marchando no dia 3 de maio, no desfile do aniversário de nosso bairro. Neste dia, por milagre, eles acertam as notas e fazem uma belíssima apresentação.
Havia também uma estrada de ferro, de propriedade particular, que ligava a Estação Lajeado à Fazenda Santa Etelvina – a que ficava onde hoje é a Cidade Tiradentes. Esta estação foi instalada ali em 1908 para transportar lenha, tijolos, pedras, carvão e produtos agrícolas da região da Passagem Funda; existia também um bondinho, que corria nestes trilhos e era utilizado para o transporte de passageiros. As ruas centrais tinham, instalados, lampiões que eram acesos no início da noite e apagados pela manhã.
Guaianases também mandou um soldado para guerra. Na verdade o “Otelo Augusto Ribeiro” era um pracinha que morreu nas terras da Itália. Lembro-me que sempre me perguntava quem era a pessoa que dava nome a Rua da Biblioteca e descobri anos depois a história deste herói que tombou nos campos distantes de nosso país, de nossa cidade...
A primeira loja de móveis - Móveis São João – foi instalada em 1952. O seu João era uma figura conhecidíssima do bairro. Conversávamos com ele quando íamos a Biblioteca. A loja funcionou por diversas décadas no mesmo endereço.
Guaianases tem sua importância literária, por anos existiu o Espaço Cultural onde aconteciam saraus e encontros de jovens. Era um espaço improvisado que beirava a linha do trem e ali os jovens vivam seus momentos de cultura. Antes disto, morou no bairro a poetisa Francisca Júlia, mas já falei dela aqui na Revista Biografia em outra oportunidade. Com a presença dela no bairro, ele foi muito visitado por diversos escritores e poetas contemporâneos desta escritora maravilhosa, que foi esquecida devida da ignorância da maioria das pessoas que acreditavam que ela se suicidou e, também, pelo grande interesse em se manter a poesia como um marco de domínio masculino.
Temos em nossa história outras presenças marcantes e conflitantes. O senhor Jesus Teixeira da Costa e sua esposa são exemplos disso. Ele foi um grande defensor dos interesses do bairro e hoje dá nome há uma praça, ao Hospital Geral do bairro e que, por causa de seu nome, tem muitos admiradores e inimigos, mesmo já estando morto.
Outro grande líder e político de Guaianases foi Saturnino Pereira. Saturnino Pereira foi por anos o mais influente morador da região. Era um homem festeiro e realizava grandes celebrações, inclusive a Festa de Santa Cruz. Nestes dias apareciam pessoas de todos os lugares, algumas vinham a cavalo e acampavam pelo campo junto com seus animais, tudo para participarem desta festa. Havia, como em todas as festas de então, brinquedos de prenda onde as pessoas enfrentavam diversas dificuldades para conseguirem um presente qualquer. A mais famosa desta brincadeiras talvez seja o pau de sebo. Nas festas de Saturnino Pereira o pau de sebo era erguido e as pessoas participavam, animadas, destes folguedos. A festa durava três dias e três noites, tendo Saturnino como principal patrocinador. Ele matava bois de sua Fazenda e oferecia a todos. Era uma festa memorável. Outra festa que Saturnino patrocinava era o Natal. Na véspera ele distribuía, junto com sua família, roupas, sapatos e brinquedos para as crianças carentes da região.
Outro morador ilustre de Guaianases é o escritor e professor universitário José de Souza Martins, que ao longo de sua história jornalística tem publicado crônicas e fatos de nosso Bairro na Folha de São Paulo. Ele é um dos que contam como era de fato os festejos de Saturnino Pereira. Saturnino aproveitava seu prestígio político para conseguir trazer melhorias para o bairro, foi amigo do prefeito Pires do Rio e do governador Carlos de Campos. Como benfeitor do bairro, em 1927, pediu a Antônio José dos Santos que construísse, em seu próprio terreno, um prédio que seria usado como Grupo Escolar. Prédio este que foi alugado pelo governo para uso escolar, como era o projeto, tendo por diretor Arlindo Rodrigues de Oliveira.
Saturnino foi juiz de paz e até delegado de polícia e intermediou muitas conquistas que chegaram até nós, tais como a luz elétrica, a instalação de linha de ônibus e muitas outras benfeitorias.
Em 1950 ele cedeu outro pedaço de terra para a construção de mais uma escola. Foi construído ali uma escola de madeira, onde hoje tem uma escola de alvenaria que leva seu nome, ao lado da Estrada do Iguatemi.
Outro que teve negócios e família em Guaianases foi o empresário da construção civil Vicente Matheus Bathe, mas conhecido por ter sido presidente de um determinado time de futebol de São Paulo, do qual me nego até digitar o nome, como boa palmeirense que sou. Bem, dado sua personalidade divertida e suas tiradas originais e propositais. Todos sabem a quem me refiro e de qual time estou dizendo, acho que até na China, se é que algum chineses se dignam a perder tempo lendo meus textos...
Outra figura peculiar em Guaianases era o vendedor de quebra queixo. A vida inteira eu o vi com aquela bandeja na cabeça tocando seu tamborim e gritando ''Olha o quebra queixo''. Tive a honra de conversar com ele na época do Seminário Guaianases tem solução. Ele apoiou a realização deste Projeto e esteve presentes em todos os dias do evento. Deixando as ruas órfãs de seu delicioso doce enquanto acontecia este evento importante para nosso bairro.
A figura marcante em Guaianases é sem dúvida o Senhor Radiante. João Radiante viveu todos os seus anos em Guaianases e planejava escrever um livro sobre a imigração italiana e sua importância para a formação dos bairros de São Paulo. Ele faleceu em 2008 e não sei se realizou seu antigo sonho. Ele era o contador mais antigo do bairro e até hoje seu escritório de Contabilidade funciona em Goianases. Ele aposentou-se e passou a responsabilidade para um de seus sobrinhos. Ele também foi um dos criadores dos primeiros barzinhos do bairro, o qual deixou de administrar quando se tornou contador.
Uma das Lojas de Variedades mais antiga é o Bazar Xodó. Minha avó nos levava lá, quando éramos pequenos, para comprar desde cotonetes até presentes para noivas. Hoje a Loja é administrada pelos filhos dos antigos donos e tem de tudo, mesmo parecendo pequena. Por falar em Loja, havia uma livraria em Guaianases, era da família Zuppo, a Musical, comprei muita revista, disco e livros lá. Hoje ele tem uma Banca de Revista perto das Lojas Pernambucanas. O senhor Zuppo é uma pessoa agradável, muito educado e sorridente. Fiquei triste quando ele fechou a loja. Outro comércio que marcou época foi o restaurante Piu Bella. Foi a primeira pizzaria que conheci na vida e me divertia indo lá, se não para comer, para conversar com os amigos na Pracinha ali perto. A lanchonete mais antiga, sem dúvida, é a Pastelaria da Estação, levei anos namorando o dia que ia entrar lá e a primeira vez que lá fui, foi com minha amiga e irmã Ivete. Que pastel delicioso!
Guaianases era um bairro simples, com ruas arborizadas, jardins floridos e mulheres a conversar na calçada, hoje é um bairro como outro qualquer, com os mesmos problemas das grandes cidades e que mantêm aceso em si algo bucólico, como se tivesse, ainda, algo bom para acontecer.

Fontes:
Elisabeth Lorena  Alves - Alguém que não gosta de ficar parada, mas que estaciona frente a um bom livro e sonha com as palavras. Posta no Elisabeth Lorena Alves ( www.eliselorena.blogspot.com.br

4 comentários:

Anônimo disse...
Raquel Souza
‎Elisabeth Lorena Alves Pra mim é a Betinha!NOSSA AMEIIIIIII DEMAIS...Conhecer a história de GUAIANASES...MOREI MUITO TEMPO LÁ MAS NÃO CONHECIA A SUA HISTÓRIA!ENFIM É UM BAIRRO QUE EU AMO MUITOOO...POR MAIS QUE O PRECONCEITO SEJA GRANDE CONTRA OS QUE MORAM LÁ...SOMOS PESSOAS FELIZES, POIS É UM BAIRRO QUE CRESCEU MUITO HOJE! NÃO É MAIS PRECISO IR AO CENTRO PRA COMPRAR AS COISAS PODE TER A CERTEZA QUE VC ENCONTRA DE TUDO UM POUCO EM GUAIANASES....AMO ESTE BAIRRO.....
Elisabeth Lorena Alves disse...
Raquel querida
Lindo comentário Raquel Souza Amo nosso bairro querido e estou morrendo de saudades de nossas ruas e dos velhos conhecidos.
Anônimo disse...

Belo texto que me trouxe saudades de um tio muito querido,morava em S.miguel Paulista e nas suas conversas referia-se a vários lugares como Lageado,eu era bem pequena, mas me trouxe a memória suas histórias ricas e engraçadas.Mais uma vez parabéns por compartilhar!!!!!
Dora Rocha
Elisabeth Lorena Alves disse...
Dora Rocha realmente Guaianases e São miguel são bairros irmãos. Oficialmente São Miguel nasceu primeiro, mas nós os moradores sabemos que a caminho do mar, estes bairros surgiram todos na mesma época, eram bairros estalagens, onde os senhores e lordes de SP faziam troca de seus cavalos quando viajavam para Santos e região.
Obrigada pela leitura e comentário>
Gostei de saber que meu bairro povoa suas recordações infantis.

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