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quarta-feira, agosto 01, 2012

A pessoas que não pensam direito - Machsitas na Igreja


Olá
Antes de falar algo aqui, quero deixar duas coisas muito claras:
Primeiro: Não sou feminista.
Segundo: Na Igreja onde tenho prazer de servir, não existem Pastoras.
Agora falo de um dos comentários aqui.
Não sei o motivo que leva alguns homens, quando sentem-se acuados, atacar as mulheres. Em todos os lugares, em todas as camadas sociais, em todas as sociedades, mas principalmente nas Igrejas Evangélicas este fenômeno é muito comum.
Para ser sincera, como fui membro de um grande Ministério, vou além, desde a minha infância sempre vi as pessoas apedrejarem as irmãs que caiam em adultério e elas caiam como homens, diga-se de passagem, para que fique claro minha indignação.
Agora, na Internet, sempre que vejo um conteúdo bem escrito e um comentário bem feito e bem baseado, acabo esbarrando em pessoas – que nem merecem ser classificadas como tal – que acham por bem apedrejar mulheres e mais, falar sobre sua condição emocional.
Acho isto vil, de uma impiedade cruel e sanguinária, pois acredito que as mulheres que se destacam no trabalho do Senhor não devem ser classificadas por sua situação emocional, já que nada tem a ver com o que se fala na maioria dos assuntos.
Falar que as mulheres devem ou não ser pastoras, sejam em Igrejas grandes ou nas que certos seres inomináveis classificam como sendo igrejas de fundo de quintal, é simplesmente absurdo, já que as mulheres a muito, nas Igrejas, antes desta onda do Feminismo existir, participavam e tinham sua real importância.
As Histórias das grandes Igrejas estão cercadas de vultos femininos antes da onda Feminista, que não se esqueça da Assembleia de Deus, cuja a importância que recebe hoje nos meios gerais é o fato de uma irmã (Celina Albuquerque) ter doado seu espaço e sua vida para fazer desta Igreja o que é hoje, além dela outras 99 fazem parte do livro 100 Mas Assembleias de Deus no Brasil, da Editora CPAD, segundo este livro – e a História da Igreja no Brasil – há comprovação através de histórias de mulheres que foram pregadoras, ensinadoras, fundadoras e dirigentes de igrejas tais como Lina Nyström, Frida Vingren, Adina Nelson, Matilde Brusaca, Marieta Alves de Azevedo Melo, Irmã Estacília e Florência Silva Pereira, que pastoreou um campo com seis igrejas no Nordeste. Além de que aprendi na Escola Dominical, quando criança que Gunnar Vingren ordenou em 1924 a irmã Emília Costa como diaconisa na Assembleia de Deus em São Cristóvão, Rio de Janeiro.
Cito este livro e estas experiências simplesmente por ser apedrejada por pessoas destas Igrejas que saíram desta denominação e alguns iletrados que a frequentam. Isto com respeito aos meus amigos que frequentam esta Igreja e até minha família (adotiva) que faz parte deste ministério.
Ainda podemos falar de Ellen Gould White, mas eu não tenho muita comunhão com seus escritos, mas não posso anular a importância dela para sua denominação que não é pequena e nem mesmo inexpressiva no Brasil e no mundo.
A bem da verdade, meu ponto de vista real diz que tanto uma como outra foram 'aproveitadas' pela História de suas igrejas, por suas experiências particulares.
No sistema de coisas atuais da Igreja, no aspecto interdenominacional, as mulheres tem sempre maior participação. A IURD, que não unge hoje pastora – mas já ungiu, a primeira presidente da Pestalozzi era a pastora Marilene, da Silva. Fato facilmente comprovável a quem acompanha a Mídia Social, que como eu, participei de diversos eventos quando da Administração da referida senhora, já que nesta época trabalhava para o Projeto Ler e Escrever desta Igreja, apoiada pela ABC, que era chamada então de O Braço Social da Igreja – Associação esta que recebeu o título de Utilidade Pública da Prefeitura de São Paulo, por indicação do então Vereador Celso Cardoso, sogro de Cristiane Cardoso – filha de Edir Macedo, o Bispo.
Cito estas duas Igrejas por nome, pois ambas negam-se a afirmar que ungem pastoras ou que ungiriam um dia.
Ora, o exército de obreiras da IURD, os batalhões de Circo de Oração são feito em sua maioria por mulheres – O Círculo de Oração então é de 99% de mulheres em todo o território Nacional, isto não só nas Assembleias de Deus, mas em todas as Igrejas.
As mulheres dos Círculos de Oração dirigem cultos, abrem congregações, visitam os doentes e perfazem um total de 92% do serviço de Capelania em São Paulo.
Ora, se abrir congregações. Dirigir cultos, aconselhar famílias e dar assistência social e espiritual não é pastorear vidas, tem algo errado com isto.
Assim, se disser que as mulheres que fazem a Obra do Senhor sofrem de problemas emocionais, são 'mal amadas' como dizem as pessoas que não tem argumentos contra a Verdade, estamos falando de um grande Exército de mulheres com este problema, mas Estamos tornando PÚBLICO o maior problema dos homens das Igrejas, não sabem fazer suas mulheres felizes.
Pensem nisto antes de acusar uma mulher de algo.
E, ao propósito do debate dos Mercenários, perdeu a oportunidade de crucificar as mulheres, já que algumas de grandes igrejas e de pequenas, também adoram passar a sacolinha e vender uma benção.

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