Folhei-me, olhe-me com carinho, ou como o desejo te permitir. Sou teu livro, abra-me com cuidado, para que eu possa durar sempre mais. Este não é um blog qualquer, são as páginas de minha vida. Descubra-me aos poucos... Leia-me!
quinta-feira, outubro 28, 2010
Olga
Leia aqui.
Lmbro que postei em 17/09/05 que assisitiria e depois deixava aqui meu depoimento.
Gostei do filme.
Retrata de fato um período triste de nossa história, mas o sofrimento desta mulher é de fato algo cruel. Perder todos os seus direitos simplesmente por ter determinada nacionalidade é simplesmente horrível!
PArte da História é esta:
Foragida, muda-se para Moscou e atua na Juventude Comunista Internacional. No início da década de 30 recebe formação militar e é destacada pelo alto comando soviético para ser a guarda-costas de Luís Carlos Prestes, que, depois de algum tempo na União Soviética, pretende voltar ao Brasil para organizar um levante comunista.
No caminho, os dois se apaixonam e chegam ao Rio de Janeiro casados. Com o fracasso da Intentona, Olga Benário é presa em 1936 e, mesmo grávida, é extraditada pelo governo de Getúlio Vargas para a Alemanha nazista. Passa os últimos anos de vida ao lado da filha, Anita, no campo de concentração de Bernburg. É executada na câmara de gás.
Assita o Filme, vale a pena alugar.
quarta-feira, outubro 06, 2010
Congresso por Luciano Pires -
Algo fora de moda.
Lembra do Discurso de Posse?
Somos a nova política,
Compreendam que
Exerceremos o poder até que
os recursos económicos do país se esgotem
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
nossas crianças morram de fome.
Não permitiremos de nenhum modo que
se termine com os marajás e as negociatas.
Quando assumirmos o poder,
faremos tudo para quese possa governar com as manchas da velha política.
Apesar disso, há idiotas que imaginam quea justiça social será o alvo de nossa acção.AsseguramoMostraremos que é grande estupidez crer que
s sem dúvida queas máfias continuarão no governo, como sempre.para alcançar nossos ideais
a honestidade e a transparência são fundamentais
Porque, se há algo certo para nós, é que
não lutaremos contra a corrupção.
Só os tolos podem crer que
Nosso partido cumpre o que promete.
Já Publiquei isto aqui este ano.Recebi de um demus colegas de Yahoo groups.
sábado, setembro 25, 2010
Campanha de Mamografia digital - Ajude o site
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sexta-feira, agosto 20, 2010
A Ressurreição de Cristo - Og Mandino

O autor, Og Mandino, romanceia o tema de forma interessante.
O personagem principal é um escritor que perdeu a fé.Em entrevista num programa de tv, diz que vai escrever um livro contando que a Ressurreição de Jesus trata-se de uma farsa.
Após esta afirmação, ele envolve-se num acidente e depois de agredido perde os sentidos e ao acorda está na Jerusalém do ano 6 d.c. na casa de José de Arimatéia o que lhe faz formular a idéia de entrevistar uma lista de personagens diretamente ligados a vida de Jesus.
Assim, com o nome de Matias, utilizando-se de profundos conhecimentos da História Romana e detalhes bíblicos e ele descreve os depoimentos de forma eletrizante.
Consegue provar que a história bíblica da ressurreição é verdadeira.
Ele mesmo, Matias, agora do outro lado da situação, é condenado a lutar numa Arena pela vida onde é ferido e desperta no quarto do hotel na Era atual, achando tratar-se de um sonho. Quando se ambientaliza na realidade percebe que há algo no suposto ferimento: ainda em seu peito está um amuleto em forma de peixe - símbolo dos cristãos primitivos, que José de Arimatéia havia dado a ele.
Para ser sincera, todas as vezes que li este livro foi de um fôlego só!
Li pele primeira vez aos 17 anos, um amigo da época, o Isaak, de Poá, me emprestou. Passeia noite lendo.
Elisabeth Lorena Alves
Sinopse e Descrição
- Este livro apresenta a história de um escritor que perdeu a fé e tenta provar que a ressurreição de Cristo foi uma farsa. No entanto, o homem obstinado acaba embarcando em uma viagem espiritual que leva a Jerusálem, alguns anos após a crucificação.
- Editora: Record
- Autor: OG MANDINO
- ISBN: 9788501017406
- Origem: Nacional
- Ano: 2007
- Edição: 19
- Número de páginas: 396
- Ficção
A herança - Louisa May Alcott - uma achado maravilhoso

Livro descoberto ao acaso
O interessante deste livro, que é o primeiro romance de Louisa May Alcott, é que ele foi encontrado pelos escritores Joel Myerson e Daniel Shealy na Biblioteca Houghton.Era um caderno de capa vermelha.
Segundo eles, até então nunca tinham ouvido falar da existência do mesmo e ficaram atônitos frente ao manuscrito de A Herança.Era 1988 e eles estavam escrevendo Cartas Escolhidas de Louisa May Alcott.
É uma belíssima história de abnegação. Edith transforma a vida outras pessoas com seu carisma e honestidade e, para variar, desperta em Ida, uma lady esnobe, a inveja. Daí em diante, surge a sordidez tão peculiar às almas vazias de propósito e gratidão.
Com final surpreendente, embora esperado dado a profundidade do caráter de Edith, o livro pode sim ensinar alguns preceitos morais e éticos e a importância da amizade.
Elisabeth Lorena Alves
TÍTULO: A HERANÇA AUTOR: Louisa May Alcott ISBN: 8571236518 IDIOMA: Português. ENCADERNAÇÃO: | 160 págs. |
sábado, junho 26, 2010
Mais que Vencedor - Livro Surpresa!

Surpresa!!!!!
Sabe quando você leva um susto durante a brincadeira de amigo secreto?
Foi assim que aconteceu. Pedi para meu amigo secreto um livro de poesias de Mario Barreto França e ele, através daqueles bilhetes caretas, me comunicou que não poderia atender meu pedido por causa do valor do presente.Estranhei, afinal o livro tinha valor correspondente ao combinado, mas como o amigo se dizia desempregado no momento, fiquei quieta.
Levei o presente do meu amigo, dois Cds que ele pediu. Quando disseram meu nome e vi o que ganhei, fiquei decepcionada.Um livro sobre automobilismo? Justo eu que só exercito o cérebro lendo ou escrevendo?
Agradeci, guardei o livro até o dia que não tinha nada mais para ler em casa e livrarias, sebos e afins encontravam-se de portas arriadas pela noite.
Abri o livro sem muita esperança e confesso que não parei de ler mais.
Um livro coeso, sem exagerar em termos técnicos, que apesar de falr deautomobilismo, ao adentrar ao significado do nome em si, disseca o ministério do Apóstolo Paulo.
Lendo a gente aprende o verdadeiro significado da célebre frase deste apóstolo: "...Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores naquele que nos amou"
Aqui aprendi um pouco mais sobre os motivos do sofrimento imposto a este que foi considerado por muitos O Perseguidor, mas que se tornou perseguido depois do encontro no caminho de Damasco.
Amei. E amo. É um de meus preferidos com certeza.
Elisabeth Lorena Alves
Sinopse
É um depoimento de minhas aceleradas em busca de um ideal neste competitivo, sofisticado e fascinante mundo das corridas.
LIVRO - Mais Que Vencedor - Alex Dias Ribeiro
É um depoimento de minhas aceleradas em busca de um ideal neste competitivo, sofisticado e fascinante mundo das corridas
Editora: Alex PublicaçõesAno: 2003
Número de páginas: 249
Acabamento: Brochura
Formato: 16 x 23
quinta-feira, maio 27, 2010
O Vencedor - um livro de clareza absoluta

Aproveitei este domingo para ler, escrevi ao resenhar este livro no skoob e sei que estava certa, este livro é uma leitura OBRIGATÓRIA dede os mais jovens aos mais velhos leitores, habituais ou não.
O livro trata do tráfico e do mundo das drogas de forma clara e objetiva e mostra a engrenagem de um sistema que tem tudo para destruir toda a nossa Juventuda, já que vivemos numa época que tudo é livre, possível e fácil.
Agradeço minha sensibilidade em guardar etse livro para um de meus momentos de seca literária.
Tinha deixado ele para ler quando não tivesse nada em cima da comoda (ela é minha mesinha de cabeceira-vive cheia de livros para eu ler ou reler).
Hoje, depois que cheguei da igreja, aproveitei a solidão de minha doce casa e ataquei o pobre.
Um romance social maravilhoso. Quem dera que todas as pessoas tivessem a clareza que Mário tem ao deixar de lado sua empresa e sonho megalomanico para cuidar de seu filho.
Venceu duas vezes, a perca do filho, que se mostrava imninente e a ganãncia ao deixar de lado as ofertas de dinheiro fácil que aparece ao final.
E sua família venceu muito mais, o preconceito, a separação - tão comum nas famílias que vivem junto, mas separam-se por seus próprios desejos, mesmo morando na mesma casa.
Justo a amizade, o amor e a volta aos valores familiartes, tão fora de moda hoje, recuperam muito mais que um dependente químico, mas a família.
Frei Beto deve ser imortalizado por escrever este livro, que para muitos pode ser mais um sobre o tema, mas que de forma simples, objetiva os verdadeiros valores sociais, apesar de o dinheiro e a politicagem barata fazer parte dos altos comando, que com certeza conhece nome,Rg e endereço dos grandes carteis de dorgas que matam nossos jovens e destroem a família anível nacional e mundial.
Livro válido, com certeza.
Elisabeth Lorena Alves
TÍTULO: O VENCEDOR AUTOR: Frei Betto ISBN: 9788508106400 IDIOMA: Português. ENCADERNAÇÃO: Brochura | Formato: 13,5 x 20,5 | 157 págs. ANO DA OBRA/COPYRIGHT: 1995 COLEÇÃO: SINAL ABERTO ANO EDIÇÃO: 2007 EDIÇÃO: 16ª ILUSTRADOR: Lucia Brandao |
Sinopse:
O tráfico de drogas é colocado sob a luz de holofotes e sua engrenagem é exposta sem retoques neste livro envolvente. A luta de um homem contra os terríveis mecanismos do crime organizado, para salvar seu filho viciado.
O tráfico de drogas é colocado sob a luz de holofotes e sua engrenagem é exposta sem retoques neste livro envolvente. A luta de um homem contra os terríveis mecanismos do crime organizado, para salvar seu filho viciado.
terça-feira, abril 20, 2010
Caminhos da Alma - Para não parar de ler...

Não dá para interromper a Leitura
Livro magnífico, Caminhos da Alma nos faz andar pelas avenidas e ruelas dos sentimentos humanos. Conhecer de perto as barbaridades humanas expressas nos poemas e sonetos sociais na Seção O Mundo que me rodeia, na verdade, certas situações não só nos rodeiam mas nos engolfam...
Em Palhaço, além de incentivar rir, apesar dos pesares, nos dá a dica de dobrar a esquina em deixar para trás algumas dores, quem dera todas.
Em Matuto, fca a promessa de que por baixo de cada caranca bate um coração apaixonado. grande verdade, por sinal.
Em Seus Olhos, uma narrativa ambígua de amor e sexo, sem se tornar pornográfico, profano, um insinuação, embora clara, de desejo saciado e amor correspondido.
Divino livro de poesias de João Braga Neto, escritor paranaense, fixado em Mato Grosso, político desiludido com a porcaria que este cenário se tornou, caminhoneiro, pai de família apaixonado e um grande autor.
E para conhece-lo, não é necessário procurar-lhe a Biografia na internet, basta ler o livro, está lá impregnado em seus versos, sua vida, seu sangue, sua veia poética.
Livro de uma história de vida!
Elisabeth Lorena Alves
Para dar água na boca:
Leia mais
quinta-feira, abril 15, 2010
Mara Lima operada em São Paulo - Cisto nas cordas vocais
Site Mara Lima Biografia A cantora Mara Lima passou por uma cirurgia na última sexta-feira, 1º de abril, no Hospital Albert Einstein (SP), para a retirada de um cisto em sua cordas vocais. que já a incomodavam desde a gravação de seu último disco. Por telefone, a assessoria da gravadora Louvor Eterno deu mais detalhes sobre a operação. Segundo informou, com exclusividade ao site Creio, Dayane Lima, filha de Mara e assessora na gravadora curitibana, a operação foi um sucesso. Mara Lima vinha enfrentando problemas devido a um cisto em suas cordas vocais que já a incomodavam desde a gravação de seu último disco. “Tivemos que optar pela operação de imediato, pois quanto antes seria melhor para a recuperação de Mara. Foi um processo muito tranqüilo e toda a equipe de médicos trabalhou muito bem. Estamos felizes com o resultado e confiantes na recuperação de Mara o mais rápido possível” esclarece. Seguindo recomendações médicas, Mara deve evitar falar durante um período de aproximadamente uma semana, mas o procedimento é absolutamente normal. O médico responsável pela cirurgia e recuperação da cantora é o Dr. Luiz Cantoni, especializado em casos semelhantes ao de Mara. O mesmo médico já havia trabalhado com cantores seculares como Zezé de Camargo e Xandy (Harmonia do samba). Ainda segundo assessoria, os projetos de Mara para 2010 continuam a todo vapor e nada ser alterado. O principal projeto a ser preparado é a gravação do DVD ao vivo de Mara Lima, contado a história de seus vinte anos de ministério. Mara Lima (Marilei de Souza Lima) é paranaense, casada, mãe de duas filhas, empresária, vereadora de Curitiba, formada em Teologia, cantora gospel reconhecida pela Ordem dos Músicos do Brasil, já viajou por todo o País e vários outros do mundo, além de realizar um trabalho evangelístico e fazer parte do projeto Abençoando o Paraná – um projeto de evangelização e inclusão social. Site Creio Minha outra Metade |
segunda-feira, abril 12, 2010
Argentina e sombras mortíferas da Ditadura
(O Caso de Silvia Suppo, 29 de março de 2010)
Carlos Alberto LungarzoAnistia Internacional (USA)Reg. 2152711
A ditadura militar argentina de 1976, cujo 34º aniversário foi completado a semana passada, continua fazendo vítimas. Desde 1976, essa ditadura foi a sétima num país que só conheceu isso que chamam “democracia” por curtíssimos períodos e nunca de forma perfeita, e que apenas teve governos moderadamente enquadrados na lei desde 1983. Este começo de uma relativa democracia moderna (no estilo de outros países da região, como o Brasil), não foi um triunfo da classe política, que sempre foi conivente com o terrorismo de estado, mas por causa do fracasso dos militares na guerra de 1982, o que deixou seu governo em situação insustentável no cenário nacional e internacional.É fácil demonstrar que essa ditadura foi o mais cruel e sanguinário processo autoritário em Ocidente (limitado a um país só; estou excluindo a Segunda Guerra Mundial), depois da ditadura espanhola, e acima de regimes como o de Pinochet e as ditaduras da América Central.
Peço às organizações de Direitos Humanos que leiam este comunicado, que façam conhecer a notícia tanto como seja possível.O Contexto GeralVejamos brevemente o histórico do problema. Segundo cálculos das organizações de DH, durante a ditadura argentina (e seu antecessor, o governo de Maria Estela Perón, viúva de Juan Perón) foram capturadas, seqüestradas e tornadas “desaparecidas” 30 mil pessoas, num país cuja população média no período 75-81 era de 30 milhões, configurando a taxa nunca atingida antes em Ocidente de 1% da população. Esse cálculo, tido como padrão, pode ser conservador, em minha opinião. Documentos chilenos recentemente desclassificados mostram que os militares argentinos tinham informado ao Chile em agosto de 1978, que os desaparecidos eram por volta de 22 mil. Observe-se que a ditadura durou até 1983, e que até 1981 continuaram praticando-se sequestros. Essa data está aquém do ponto médio do período agudo das capturas (1976-1980), o que faria pensar que pode ter existido uma quantidade similar no período seguinte.Em 1983, Raul Alfonsín, membro de um velho partido de centro da Argentina (UCR), que representa sobretudo a classe média, e foi famoso ao longo da história por sua colaboração com golpes de estado e conspirações, ganhou as eleições para presidente. Alfonsín, o primeiro dirigente da UCR que não cultuava o típico estilo de caudilho urbano, pretendeu, com muito esforço, vender uma imagem de governo moderno e democrático.Pressionado por vários governos (na Argentina foram assassinados cidadãos de 32 países, alguns realmente concernidos com os DH como Suécia) e por parentes e amigos de assassinados ou exilados (quase 10% da população), o governo se viu obrigado, a contragosto, a abrir uma investigação, onde o número de denúncias espontâneas de parentes das vítimas atingiu quase um 3º do número real de desaparecidos (Por volta de 9 mil em 1984). Isto é um número alto, se pensamos no clima de terror que assombra a sociedade desde pelo menos 1975, e a enorme quantidade de crimes políticos contra defensores de DH ou amigos das vítimas.O processo de denúncias se tornou massivo e fugiu do marco puramente simbólico em que o governo e quase toda a classe política queria manter-lo. O assunto acabou na justiça, onde 9 comandantes (acusados de centenas de assassinatos comprovados, aplicação de tortura, sequestro, estupro, etc.) foram condenados a penas que iam desde prisão perpétua (Videla) até menos de 10 anos. A própria dinâmica do processo conduziu às pessoas a continuar apresentando denúncias. Os poucos sobreviventes denunciaram a seus algozes, torturadores, carcereiros, etc. Em 1986, a lista de policiais e militares acusados de crimes que, se fossem punidos de acordo com a lei, teria prisão perpétua (uma pena que existe na Argentina).Assustados pelo rumo que tomavam os acontecimentos, os políticos argentinos (salvo uma minoria de esquerda que constituía menos de 1% do parlamento) decidiram fechar o caso. Pode confundir o fato de que vários partidos de direita (como Justicialista, fundado por Perón) se opunham a anistiar os militares, mas isso era uma manobra para se opor ao governo e deixar este isolado, visando as próximas eleições. O peronismo e os partidos conservadores foram, salvo naquele momento, os que mais defenderam os militares.Mas, o governo conseguiu passar duas leis nos meses seguintes: a Lei do Ponto Final, que fechava a recepção de novas denúncias, a partir de certa data, e a infame Lei de Obediência Devida, que justificava quase todo tipo de crime (salvo estupro e registro de crianças seqüestradas, mas não assassinato e tortura), desde que o autor pudesse justificar que cumpriu ordens. Salvo o ditador maior em cada momento, qualquer outro poderia aduzir que cumpriu ordens.
Em 2005, depois de 20 anos perdidos, a justiça argentina considerou esta lei anti-constitucional e, por estímulo do governo Kirchner, começaram a ser retomados, lentamente, os julgamentos contra os militares, muitos deles na beira do túmulo depois de ter vivido 80 ou mais infernizando a sociedade. Não saberia dizer exatamente sem consultar alguma fonte, mas acredito que, nesse período, mais de uma dúzia de culpados, alguns de alta patente, foram condenados a penas maiores de 20 anos.Há alguns anos, um senhor que tinha sido torturado pelos militares, e que declarou num processo em 2006, desapareceu bruscamente depois de depor contra um militar, que foi condenado. O governo Kirchner fez um grande esforço para encontrar o seqüestrado, e identificar e punir os culpados, mas foi inútil. O tecido social argentino está envenenado por décadas de delação, medo de militares e policiais, e viciamento com o terrorismo de estado. A tarefa de normalizar a sociedade será difícil.A Causa BrusaA repressão na Argentina teve muitas peculiaridades que não são encontradas nem mesmo nos piores momentos do nazismo. Uma delas é relevante aqui: a tendência do judiciário a tornar-se cúmplice de torturas praticadas por militares e policiais. A ditadura não precisou fazer uma substituição grande dos quadros judiciais, como na Alemanha, onde junto à justiça tradicional foi sendo introduzida, aos poucos, um estilo de justiça nacional-socialista.
Na Argentina, o mesmos juízes convencionais tomaram depoimento e conduziram ou legitimaram inquéritos cometidos sob tortura.Não foram raros os juízes torturadores em sentido estrito. Como os juízes têm uma extração social mais alta que policiais ou suboficiais militares, eles não queriam (nem precisavam) “sujar as mãos” utilizando máquinas de choque, canivetes, metais esquentados, etc., ou praticando estupros, mas assistiam aos tormentos, durante os quais ameaçavam às vítimas com suplícios ainda maiores. Também praticaram todo tipo de intimidação e tortura psicológica.Um dos piores casos foi o de juiz federal VICTOR HERMES BRUSA, procurado pelo juiz espanhol Balthazar Garzón, um dos maiores heróis da defesa dos DH em Ocidente. Brusa operava em Santa Fé, no estado do mesmo nome, a uns 600 Km. de Buenos Aires, onde tomava declarações a torturados, mutilados, mulheres estupradas, depois de ter passado pelo sadismo da polícia, incluindo mulheres policiais. Brusa era membro permanente das equipes de tortura em dois centros de extermínio clandestinos naquela cidade e, embora não se tenha dito que aplicasse tortura física com sua própria mão, submetia as vítimas a tormentos psicológicos e ameaças, até obrigar-las a assinar depoimentos cujo conteúdo não podiam ler.Para quem conhece a insanidade e barbárie superlativa do processo militar argentino, o caso Brusa não é dos piores. Nos locais onde ele colaborou na tortura desapareceram “apenas” algumas centenas de pessoas (não se sabe ao certo, mas são mais da metade das vítimas produzidas pela ditadura brasileira).
Aliás, houve 18 que foram poupados e, embora muito torturados, foram mantidos vivos. Todos eles afirmaram que o juiz Brusa monitorava as torturas, “torcia” pelos torturadores e ameaçava às vítimas.Argentina não podia extraditar a Brusa, que era requerido pela Espanha, por causa de uma lei infame e chauvinista que proíbe extraditar os nacionais (esta lei existe em muitos países), mesmo em caso de crimes contra a Humanidade. Entendo que o governo Kirchner propôs a anulação desta lei, mas não sabemos se teve sucesso.No final de dezembro de 2009, o teratológico magistrado foi julgado na própria cidade de Santa Fé e condenado a 21 anos de prisão, uma pena não muito maior a que se aplica na Argentina a um crime comum como latrocínio. De qualquer maneira, foi um grande triunfo que o poder judicial condenasse a um de seus membros, algo que nunca tinha acontecido no país. http://www.desaparecidos.org/arg/tort/jueces/brusa/veredictobrusa.pdf
A Testemunha Silvia Suppo
Em 1977, Silvia Suppo, então com 17 anos foi seqüestrada por uma gangue policial. A ditadura tinha lançado, em certas cidades, a palavra de ordem de deter e torturar os estudantes de certa faixa de idade (geralmente, entre 15 e 20 anos) que podiam ser suspeitos. Quando as pessoas não respondiam a uma tortura dura, porém reversível, a polícia deduzia que esse não era o que procuravam e podiam, em alguns poucos casos, deixá-la livre depois de algumas semanas de tormento, que foi o aconteceu com Silvia. Entretanto, isto não era o mais comum. A maioria era alvo de queima de arquivo.Silvia foi sequestrada junto com seu irmão e um amigo, mas já antes desse fato, seu namorado tinha sido também vítima de sequestro policial/militar, e nunca reapareceu.Silvia foi estuprada por seus captores e posteriormente submetida a um aborto. Em 2009, ela declarou este fato ao tribunal, o que foi um dos argumentos chaves para a condenação da eminência togada.
O Esfaqueamento de Silvia
Ontem, Segunda Feira 29 de março, Silvia foi atacada por pessoas não identificadas numa loja que possuía no centro da cidade da Rafaela, na Província (Estado) de Santa Fé. Eram as 10 da manhã, hora de máxima circulação na maior parte das cidades do país. Rafaela tem 84 mil habitantes, e forte movimento comercial, além de um patrulhamento policial intenso. Assaltar uma loja no centro sem que a polícia o perceba, no horário comercial, é muito difícil.Ainda, SILVIA FOI ALVO DE 12 FACADAS QUE LHE PRODUZIRAM A MORTE. Os atacantes roubaram também 10 mil pesos e objetos de ouro e prata, um fato que deu pretexto à polícia para considerar a hipótese e assalto com morte.
É necessário ter em conta:
1. Rafaela não é uma cidade violenta, e assaltos com morte são quase desconhecidos na região.
2. Um assaltante usualmente usa arma de fogo curta para intimidar. Como em qualquer outro país do mundo, aquele que procura dinheiro não tem especial interesse em executar alguém. Aliás, a polícia não se preocupa em perseguir autores de assaltos pequenos; portanto, não faz sentido pensar que foi morta porque viu o rosto do assaltante.
3. Matar por facadas é uma forma extremamente cruel, usada por grupos parapoliciais e paramilitares para que sua vítima sofra o máximo. Em geral, estes grupos preferem seqüestrar a pessoa e submetê-las a torturas que produzam uma morte lenta durante vários dias. Neste caso, isso teria sido mais difícil pela grande movimentação que existe na cidade. Ou, talvez, simplesmente, os executores decidiram entre as duas alternativas a que parecia mais fácil.
4. Finalmente, o argumento do dinheiro roubado é ridículo. Os grupos parapoliciais que cometem crimes contra pessoas vinculadas a DH costumam a roubar qualquer coisa de valor que encontrem no local. Isso aconteceu muito durante a ditadura. Membros da polícia fizeram verdadeiras fortunas roubando os pertences de suas vítimas.
5. Não é uma maneira de camuflar o crime. Pelo contrário, os executores preferem que a sociedade suspeite que foi um “acerto de contas” para que outras testemunhas sintam medo.Devido ao grande movimento da hora, algumas pessoas perceberam que um homem entrou na loja e fechou a porta. Entretanto, ninguém diz ter detalhes para o retratado falado do executor.
É quase absolutamente certo que o crime foi uma vingança pelo depoimento de dezembro, e uma ameaça contra possíveis testemunhas futuras. Chamado às ONGs Brasileiras de DHSendo que no Brasil, os defensores de DH sofrem ataques (embora não nas áreas urbanas, como no caso de irmã Dorothy), e tendo em conta que as vítimas da ditadura fazem enormes esforços para vencer a criminosa impunidade que se pratica no Brasil, peço a todos os ativistas e organizações que se pronunciem solidariamente sobre este caso. Peço que cobrem uma manifestação do governo e de outros organismos públicos, e que façam chegar sua preocupação ao governo argentino. Enfatizem o fato de que solidariedade e os direitos humanos são prevalências de nossa constituição e ultrapassar as fronteiras.Silvia tem parentes no Brasil, que chegaram, como muitos outros, na época da repressão, mas não quero dar publicamente dados sobre eles, pelo menos, se não for autorizado por eles próprios.Uma denúncia circunstanciada será enviada ainda hoje a nossa Secretaria Geral em Londres, e outra ao juiz Balthazar Garzón, um campeão internacional de DH ao qual se devem os processos contra os grandes criminosos de estado, incluindo Pinochet.
São Paulo, 30 de março de 2010.
Carlos Alberto Lungarzo
RNE V033174-J 11-9939-1501
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Resultados da pesquisaArgentina: Sombras sobre o Caso Silvia Suppo Revista Consciência ...
http://www.consciencia.net/?p=4855
...
A Situação Atual
Os familiares se manifestavam dispostos a exigir uma pesquisa profunda sobre a possibilidade de motivação política, mas até o dia 7 não tiveram nenhum acesso às autoridades nem à leitura do processo. Todas as informações foram recebidas através da mídia. Os filhos da vítima, Marina e Andrés, foram aceitos finalmente como parte querelante no caso, mas não se apresentaram a declarar na oitiva marcada. Em seguida, as fábricas de lixo informativo começaram a ironizar sobre o fato de que a família de Silvia não tinha argumentos para aduzir crime contra a humanidade, e deveria aceitar a hipótese do assalto.
Detalhes Suspeitos
Atualmente, parece que a polícia chegou a uma versão única para vender a todos, mas no começo circularam dados incompatíveis. Relataram que a vítima tinha recebido 3 facadas. Depois se falou de 12, de 9, e de um número indefinido entre 7 e 9. No dia do crime, disse-se que várias pessoas tinham visto que um homem entrou na loja e fechou a porta, mas, quando a polícia lançou a novidade dos dois assaltantes, esse suspeito solitário foi esquecido.
Os filhos de Silvia, Marina e Andrés, desmentiram várias afirmações da polícia. Eles dizem que é totalmente falsa e tendenciosa a versão de que o suspeito mais novo, o lavador de carros, lavasse com freqüência o carro da vítima. Negaram que a vítima, que foi conduzida em agonia até um hospital e morreu logo depois, tivesse dito algo como “foi um roubo”. Também negaram que ela pudesse ter-se defendido.
O jornal eletrônico italiano www.prensamare.com.ar critica veementemente a perícia policial no lugar dos fatos. Os agentes não adotaram precauções mínimas conhecidas nos lugares mais atrasados do planeta, como obstruir o entorno de local do crime. Fontes complementares (como Página/12) reproduzem a declaração dos familiares, segundo a qual, numerosos vizinhos e curiosos entraram na loja, e tocaram e pisaram em toda a área durante um tempo prolongado, sem que a polícia fizesse esforços para afastá-los.
Logo após chegada dos policiais, com um raciocínio muito rápido, qualificaram o fato como roubo seguido de morte, e até deduziram que os culpados eram dois. Ninguém viu quando a polícia percebeu a falta de dinheiro nem algumas bijuterias. O jornal faz notar que a loja de Silvia vendia objetos populares baratos, que ninguém pensaria em roubar.
Mais esquisito ainda foi que nem a polícia, nem o MP nem a magistratura procuraram à família da vítima, que era muito conhecida na pequena cidade. A justiça recém abriu um processo depois que os parentes de Silvia comparecem espontaneamente ao fórum, mas, até o dia 07, os filhos não tinham sido recebidos pelo juiz nem tinham visto o processo.
Alguns meios afirmam que na rica cidade, com baixo índice de desemprego, não havia um assalto desde 1999. Mas, o Pensamare vai além: desde a fundação da cidade em 1881, não se registra nenhum roubo seguido de morte com requintes de crueldade. Ou seja: o único crime cruel em 129 anos, cuja vítima era odiada pelo terrorismo policial, se produziu 5 dias depois de completar-se mais um aniversário do golpe militar.
O jornal também coloca em dúvida o comportamento da justiça e do governo provincial (estadual). A matéria afirma que a melhor hipótese é de que a polícia teria marcado uma área livre de repressão para criminosos de baixo cacife, com a obrigação de executar alguns crimes que a própria polícia encomendava. Essa é uma prática antiga na Argentina, especialmente nas províncias mais ricas, onde a brutalidade policial escancarada se torna mais difícil em épocas de democracia. A totalidade da matéria pode ser lida aqui.
O jornal Página/12 menciona outros aspectos suspeitos:
1.A família rejeitou a afirmação policial do roubo de 10 mil pesos (5 mil reais). Faturar essa soma numa manhã seria impossível para este tipo de negócio.
2.Os filhos se queixaram da lentidão do juiz para instalar o processo e sua demora para chegar ao lugar dos fatos, tendo em conta a importância do crime.
3.Um dos acusados relatou que Silvia foi esfaqueada junto ao balcão e depois deslocada para um lugar da loja onde não pudesse ser vista de fora. A perícia, porém, nega a existência de sangue nesse trajeto, e de rastos de desordem.
4.Depois, os acusados deram uma nova versão. O ataque teria sido executado em duas etapas: facadas “preparatórias” e, depois, facadas terminais no pescoço.
5.Os acusados disseram que a vítima foi morta porque resistiu. A polícia repetiu isso em vários boletins, mas a autópsia não encontrou feridas defensivas.
6.Alguns policiais disseram que o celular da vítima foi encontrado na casa dos acusados, mas outros policiais revelaram tê-lo encontrado na casa de um parente, sem o chip. Os agentes se irritaram quando os filhos não souberam reconhecer esse telefone.
7.A polícia declarou o roubo de jóias, mas só puderam mostrar bijuterias baratas, que no teriam comprador no mercado de produtos roubados. Ora, a vítima (que também morava na loja) tinha objetos pessoais de valor que não foram tocados. Aliás, não houve interesse em dinheiro que Silvia guardava para uma próxima viagem à França.
8.As fontes policiais disseram que o alvo do assalto foi escolhido ao esmo. É um fato bem conhecido que ladrões jovens sem experiência preferem furtar em lojas de eletrônicos ou telefones, cujos produtos têm comprador imediato no circuito de objetos roubados.
1.Poucas horas após o crime, falava-se de um detido e dois foragidos. Mas, a polícia também falava de dois culpados. É totalmente evidente que o relatório policial, confirmado pela justiça, foi forjado e, num primeiro momento, ainda não havia harmonização entre as diversas mentiras. Veja mais informação aqui.
Finalmente, uma observação pessoal: é curioso que os garotos não tenham sido torturados, pois ninguém passa por uma delegacia argentina sem receber alguma dose de tortura, mesmo que esteja decidido a confessar. Foi dito que declaram com grande entusiasmo, caprichando nos detalhes com espontaneidade e eficiência.
Crime Imperfeito
Seria natural perguntar-se por que a polícia montou uma farsa tão frágil, cheia de detalhes inconsistentes. Não será que a maioria vai considerar inacreditável? O desleixo na montagem deste circo possui uma explicação na psicologia dos terroristas de estado da Argentina, e em sua longa história de crimes e aberrações.
A polícia não se importa se as pessoas acreditam ou não em suas “descobertas "
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Sobre as chuvas e suas consequências no Rio de Janeiro - Lima Barreto

Leia a reportagem de Lima Barreto, datada de 19/01/1915
Com a Palavra, Lima Barreto
As enchentes
De Lima Barreto publicado no jornal Correio da Noite, Rio, 19-1-1915.
As chuvaradas de verão, quase todos os anos, causam no nosso Rio de Janeiro,
inundações desastrosas. Além da suspensão total do tráfego, com uma
prejudicial interrupção das comunicações entre os vários pontos da cidade,
essas inundações causam desastres pessoais lamentáveis, muitas perdas de
haveres e destruição de imóveis.
De há muito que a nossa engenharia municipal se devia ter compenetrado do
dever de evitar tais acidentes urbanos. Uma arte tão ousada e quase tão
perfeita, como é a engenharia, não deve julgar irresolvível tão simples
problema.
O Rio de Janeiro, da avenida, dos squares, dos freios elétricos, não pode
estar à mercê de chuvaradas, mais ou menos violentas, para viver a sua vida
integral.
Como está acontecendo atualmente, ele é função da chuva. Uma vergonha! Não
sei nada de engenharia, mas, pelo que me dizem os entendidos, o problema não
é tão difícil de resolver como parece fazerem constar os engenheiros
municipais, procrastinando a solução da questão.
O Prefeito Passos, que tanto se interessou pelo embelezamento da cidade,
descurou completamente de solucionar esse defeito do nosso Rio. Cidade
cercada de montanhas e entre montanhas, que recebe violentamente grandes
precipitações atmosféricas, o seu principal defeito a vencer era esse
acidente das inundações. Infelizmente, porém, nos preocupamos muito com os
aspectos externos, com as fachadas, e não com o que há de essencial nos
problemas da nossa vida urbana, econômica, financeira e social.

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Falando hoje: Nada a acrescentar, nada de investimento em seres humanos, e os governos a culpar os pobres, que nada mais são do que vítimas de investimentos pouco ortodoxos e que são direcionados em outras direções e soluções apenas paliativas.
Até quando?
Elisabeth Lorena Alves
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Com a Palavra os Escoteiros do Rio de Janeiro
Prezados amigos,
Vocês devem estar cientes por intermédio da mídia da tragédia que abalou a
cidade de Niterói, na região metropolitana do estado do Rio de Janeiro, em
decorrência dos fortes temporais que atingiram o município e provocaram a
queda de morros e deslizamentos de barreiras. De acordo com estimativas da
Defesa Civil, só no município de Niterói já são 3.500 desalojados.
Em meio ao caos e ao estado de calamidade pública, com direito a quedas de
morros, deslizamentos de barreiras e encostas, arrastões e trânsito
desordenado, os escoteiros de Niterói, São Gonçalo e do Rio de Janeiro estão
trabalhando incessantemente deste a noite da catástrofe natural,
segunda-feira, 05 de abril.
Imbuídos do espírito da solidariedade, muitos voluntários de todas
as idades também estão empenhados em auxiliar os mais necessitados.
No site http://www.gesfa.org.br/ estamos publicando notícias cotidianas sobre
como ajudar e onde fazer as doações.
Os escoteiros estão trabalhando em algumas frentes de trabalho:
- nos diversos centros de doação, fazendo a triagem dos alimentos, água,
remédios, roupas e calçados, artigos de cama, mesa e banho, produtos de
higiene e limpeza;
- no Clube Canto do Rio, núcleo principal de arrecadação de donativos da
cidade, em conjunto com a Defesa Civil e Secretarias Municipais de Niterói,
realizando a triagem dessas doações;
- nas comunidades mais afetadas, desenvolvendo ações com a retirada de
moradores de áreas de risco, ajudando nas escavações e fazendo entrega de
donativos,
- nos abrigos, distribuindo doações e entretendo as crianças,
- em visita aos 50 abrigos da cidade, fazendo o levantamento das
necessidades dos desabrigados;
- no principal quartel do 3º Grupamento de Bombeiros de Niterói, na Jansen
de Mello, cozinhando para bombeiros e oficiais para que esses profissionais
possam atender os chamados nas ruas; e também auxiliando no controle da
entrada e saída de ambulâncias,
Muitos escoteiros estão "virados" desde a noite de segunda-feira. Estamos em
rodízio para que possamos ajudar da melhor forma possível, seguindo as
orientações da Defesa Civil e dos bombeiros.
Em um momento de profunda tristeza, o protagonismo dos escoteiros inspira e
motiva a população niteroiense para se engajar nessa ocasião inesperada. O
exemplo dos escoteiros desperta o espírito voluntário e a vocação solidária
dos cidadãos fluminenses.
Infelizmente não podemos fazer esse reporte do andamento das ações
comunitárias para vocês por e-mail no dia-a-dia porque simplesmente não há
tempo a perder. As necessidades dos moradores da cidade são urgentes e a
participação pró-ativa de cada voluntário faz muita diferença nos resultados
positivos que podemos proporcionar aos desabrigados que perderam quase tudo
e se encontram alojados em abrigos improvisados em escolas e igrejas.
Assim como os escoteiros de Niterói, jovens e adultos dos Grupos Escoteiros
de outros municípios do estado também estão preparados para agir. Na cidade
do Rio de Janeiro, a partir deste fim de semana dezenas de Grupos Escoteiros
também vão partir para a ação em prol das vítimas dos fortes temporais que
castigaram o estado nos últimos dias.
No site http://www.gesfa.org.br vocês podem acompanhar diariamente o
andamento das ações empreendidas pelos voluntários de Niterói, com
informações de utilidade pública, fotos novas inseridas com frequência e
relatos dos trabalhos em parceria com o poder público e a sociedade civil.
Neste site, foi publicado ontem um vídeo em que um sênior apresenta como
funciona o núcleo principal de arrecadação de donativos da cidade de Niterói
e explica como os escoteiros estão ajudando no mutirão.
O núcleo central de doação em Niterói fica no Clube Canto do Rio, situado na
rua Visconde do Rio Branco nº 701. Os donativos mais necessários no momento
são roupas intimas limpas para crianças e adultos de ambos os sexos, roupas
de bebê, alimentos para crianças pequenas (aqueles potinhos de papinha e
mocotó), colchonetes e alimentos não perecíveis. Quem quiser ajudar como
voluntário, pode ir ao Clube Canto do Rio.
Peço que fiquem em oração pela população do Rio, em especial os moradores de
Niterói.
Sempre Alerta para Servir o Melhor Possível,
Fernando Lima Barros Chaves (Kobould)
Diretor de Comunicação - 8º/RJ Grupo Escoteiro São Francisco de Assis
http://www.gesfa.org.br/
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Haja Vida - Um poema e reflexão sobre a violência na família

Haja vida!
E a vida se faz,
Através de desejo,
Posto em chama,
Corpo clama,
E assim, em momento de alegria,
Eis que Deus permite a vida.
Talves para sermos mais responsáveis
Pelo que geramos,
Devéssemos dizer fazer vida
Em vez de fazer amor.
Elis
Falando sério!
Baseado no poema, deixa-se crer que a vida só é possível através de um ato de amor.Mas não é verdade.
Reconheço que dado a violência que aumenta cada dia, desde que o mundo é mundo e o homem é maligno, existem outras formas de se trazer alguém a vida.
A grande violência contra a mulher, que deve ser combatida, gera filhos da dor, do desespero, da obrigação conjugal, do estupro, da Pedofilia e de muitas outras variações de violência contra a mulher.
Muitas vezes, oprimidas por seus familiares, mulheres geram filhos de pais, irmãos e tios, numa continuidade de maldade, como se obrigadas fossem perpetuar a hereditariedade de uma semente do mal. Não podendo dar voz ao grito que guardam no peito, a dor dilacerante de gerar a dor, pois sabem que inevitavelmente sofrerá a dor de ver seu filho fazer ou sofrer algo igual.
Nossa sociedade é memso imbecil. Aceita a maldade e só grita quando o assunto é midiático. Os que sofrem no silêncio são em sua maioria marginalizados e jamais vistos como vítimas.
A vida não tem valor para poderosos, sejam eles políticos ou não.
Só quando estas coisas acontecem na chamada alta sociedade é que chamam a atenção.
desde que o Brasil intensificou investigações contra a Pedofilia e Violência contra o menor, tenho acompanhado na mídia (TV e Internet) grupos que defendem Pedofílos porque estes geram lucros para o país. Para mim é um absurdo que alguém tenha coragem de dizer algo assim.
E não vou dizer que é só até que aconteça em sua família, pois muitas pessoas acham normal pais praticarem sexo com seus filhos, sejam eles meninos ou meninas. Assim, seria ignorância da minha parte dizer tamanha asneira e seria até maldade de minha parte.
Sou conhecedora de que a Polícia Brasileira até muito pouco tempo atrás nada fazia quando acontecia estas coisas na família, pois não havia jurisdição e muito menos vontade de solucionar o problema. Falo isto como conhecedora do fato, pois em minha família já aconteceu este tipo de crime e o criminoso era reicidente.
Graças a Deus, minha tia teve coragem de lutar contra a nossa família e deu cabo da situação, divorciando-se do canalha.
Isto porque a Justiça brasileira, na época nada pode fazer e isto aconteceu a menos de 30 anos.
É horrível para alguém ouvir do pai ou qualquer outro parente a frase:"A filha nasceu para servir ao pai" e ninguém querer fazer nada. Isto é o que chamo de Ditadura Familiar.
(Desabafo escrito em http://www.fiosdoinfinito.ning.com/
http://www.fiosdoinfinito.ning.com/profiles/blogs/haja-vida?xg_source=activity
Elisabeth Lorena Alves
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Quanto a roda gigante da vida... - Pense no Haiti,
Ficas a brincar com os sentimentos alheios?
Olhas para os outros como se fossem inferiores a você?
Passas pelos outros sem nada dizer ou sorrir-lhes por lhes ser insignificantes?
Pisas no próximo sem arrependimento?
Feres os mais humildes sem dó nem piedade?
Ira-se com seus subalternos por crer que são seus escravos apenas?
Feres os sentimentos do que te amam com sua indiferença?
Foges hoje a responsabilidade de estender a mão ao necessitado?
Negas um pão ao órfão e à viúva?
Zombas do pobre?
Maltratas os mais velhos e destina-os aos asilos morais ou físicos?
Um dia tudo vai mudar.
Irás amar e não ser correspondido.
Haverá um superior a ti e você se sentirá rejeitado.
Um dia um conhecido insignificante será o responsável pela consolidação de sue contrato.
Um dia precisaras de um próximo desconhecido.
Um dia o mais humilde será teu superior.
Um dia seu subalterno chegará a ser grande e precisarás do voto dele para dar prosseguimento ao seu trabalho.
Um dia aqueles que te amam acabarão por abrir mão do sofrimento que impões a eles e partirão.
Um dia, pode ser que um necessitado partirá contigo um mísero pão seco, sem água.
Um dia serás órfão ou viúvo até.
Um dia a pobreza poderá bater à sua porta.
Um dia, se a morte não te ceifar antes, a velhice chegarão até você.
E o que você plantou?
Quanto a roda gigante da vida, eu apenas sorrio.
Elisabeth Lorena Alves
Estou afastada da internet e isto se dá por diversas questões, entre elas, a conexão debilitada oferecida por minha operadora de telefone, mas nestes dias, além de escrever meus poemas e fazer biscoito de polvilho, tenho chorado muito.
Chorado com todas as coisas que estãoa contecendo no mundo, Haiti, Filipinas, São Paulo, Angra dos Reis.
Os poucos acesso que tenho tido na net, tenho lido bar aridades sobre o assunto e também tenhi lido desabafos maravilhosos depessoas descontentes com todas estas coisas. Assim fico pensando se as pessoas não pensam que certas coisas podem acontecer com elas. Afinal, o tempo vira sempre e quem governa hoje será governado amanhã...
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
O Elo - Conto Fático
O Elo - Conto Curto/Fático
- Foi por querer.
- Não foi.
- Foi.
- Foi não.
- Como você sabe?
- Você disse.
- Disse não.
- Esta história vai longe.
- Vai não.
- Foi você.
- Afinal porque estamos discutindo?
- Sei lá.
- Você disse que eu tinha tirado a aliança.
- E não tirou?
- Eu não...
- Na hora do banho.
- Eu não.
- Você disse ontem.
- Quer mesmo saber?
- Claro!
- Eu tirei na firma.
- Eu sabia!
E ele saia batendo a porta, revoltado. Ela olha para a porta e suspira:
- Este ciúmes dele me mata...
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Enquanto isto a aliança observa calada os efeitos de sua última escapadela, caída ao pé do criado mudo.
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Filme de Moises - Grupo de Crianças IEQ
É um adica magnífica para trabalhar na igreja com as crianças. Eles se sentirão melhor integrado no seu grupo.
É uma experiência tão válida como as encenações teatrias.
Shalon
E. F. do Norte (1875-1889) E. F. Central do Brasil (1889-1975) RFFSA (1975-1994) CPTM (1994-2000) | |||||
![]() (antiga LAGEADO e CARVALHO ARAÚJO) Município de São Paulo, SP | |||||
Ramal de São Paulo - km 474,994 | SP-0167 | ||||
x | Inauguração: 06.11.1875 | ||||
Uso atual: restaurante | com trilhos | ||||
Data de construção do prédio atual: 1982 | |||||
HISTORICO DA LINHA: Em 1869, foi constituída por fazendeiros do Vale do Paraíba a E. F. do Norte (ou E. F. São Paulo-Rio), que abriu o primeiro trecho, saindo da linha da SPR no Brás, em São Paulo, e chegando até a Penha. Em 12/05/1877, chegou a Cachoeira (Paulista), onde, com bitola métrica, encontrou-se com a E. F. Dom Pedro II, que vinha do Rio de Janeiro e pertencia ao Governo Imperial, constituída em 1855 e com o ramal, que saía do tronco em Barra do Piraí, Província do Rio, atingindo Cachoeira no terminal navegável dois anos antes e com bitola larga (1,60m). A inauguração oficial do encontro entre as duas ferrovias se deu em 8/7/1877, com festas. As cidades da linha se desenvolveram, e as que eram prósperas e ficaram fora dela viraram as "Cidades Mortas"... O custo da baldeação em Cachoeira era alto, onerando os fretes e foi uma das causas da decadência da produção de café no Vale do Paraíba. Em 1889, com a queda do Império, a E. F. D. Pedro II passou a se chamar E. F. Central do Brasil, que, em 1896, incorporou a já falida E. F. do Norte, com o propósito de alargar a bitola e unificar as 2 linhas. O primeiro trecho ficou pronto em 1901 (Cachoeira-Taubaté) e o trecho todo em 1908. Em 1957 a Central foi incorporada pela RFFSA. O trecho entre Mogi e São José dos Campos foi abandonado no fim dos anos 1980, pois a construção da variante do Parateí, mais ao norte, foi aos poucos provando ser mais eficiente. Em 31 de outubro de 1998, o transporte de passageiros entre o Rio e São Paulo foi desativado, com o fim do Trem de Prata, mesmo ano em que a MRS passou a ser a concessionária da linha. O transporte de subúrbios, existente desde 1914 no ramal, continua hoje entre o Brás e Estudantes, em Mogi e no trecho D. Pedro II-Japeri, no RJ. | |||||
A ESTAÇÃO: Aberta em 1875, como Lageado, pela E. F. do Norte. Nos anos 1930, o nome foi alterado para Carvalho de Araújo, homenageando um diretor da Central, João Carvalho de Araújo. (Nota: outra estação foi aberta com o nome de Lageado, em 1998, portanto mais de cem anos depois, pela CPTM, por causa do bairro, e mudou também logo depois, para Gianetti). O nome de Carvalho de Araújo teria sido alterado para Guaianazes em novembro de 1943. Há relatos sobre três linhas que saíam da estação em tempos remotos: uma delas, particular, tinha bondes e seguia até a localidade de Santa Etelvina (hoje região muito pobre - a Cidade Tiradentes). Era conhecida como bondinho da Passagem Funda, e, segundo Wanderley Duck, ele teria funcionado entre os anos de 1919 e 1945, embora outras fontes dêem o período como sendo entre 1908 a 1937 (embora mapas posteriores ainda mostrassem os seus trilhos). O historiador José de Souza Martins lembra-se da estação em 1948: "Naquele 1948 em que fui matriculado no Grupo Escolar Pedro Taques, Guaianases era um povoado ao lado da estação ferroviária, as ruas iluminadas à noite por lampiões de querosene. No largo da estação terminava a estrada de terra que vinha da Fazenda Santa Etelvina. Era o meu caminho, 16 quilômetros batidos a pé, entre a ida e a volta, entre o casebre da roça e a sala de aula lotada, três alunos por carteira. (...) De vez em quando era chamado o batalhão dos mata-formigas da Prefeitura de São Paulo, que chegava lá na roça para acabar com os formigueiros. (...) O requintado prato indígena estava condenado no que ainda não era a degradada periferia urbana de São Paulo". (José de Souza Martins: O último bocado de içá, O Estado de S. Paulo, 15/2/2010). Martins já não fala sobre o bonde, que aparentemente já não existia mesmo nessa época. O outro ramal parece ter pertencido à Central e levava para uma pedreira (ver abaixo). O terceiro foi um tal de "rabicho da
(Fontes: Ralph Giesbrecht, pesquisa local; Wanderley Duck, 2005; Christopher R., 2003; Luiz Garcia Bertotti, 2009; Coaraci Camargo, 2002; J. Cardoso; José de Souza Martins: O último bocado de içá, O Estado de S. Paulo, 2010; Max Vasconcellos: Vias Brasileiras de Communicação, 1928; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht) | |||||
Eu:Esta história de ramais da Estação Guaiannases é de fato verdadeira. Meus avós sempre falavam disto e tenho uma lembrança nítida de ter sido levada às pedreiras para ver o caminho das linhas ramais. Hoje é são pouco os moradores antigos que podem conatr histórias de nosso bairro, mas é algo lindo de se imaginar. | . |