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domingo, agosto 25, 2013

Poesia no Acre!

Eita Brasil cheio de belas histórias!
Poesia que nos envolve, vindo de todos os lugares.
Belo mesmo pessoal! Amei cada um e vou compartilhar com vocês, desejando a todos uma feliz semana e torcendo para voltar logo por aqui, já que esta semana está corrida, afinal se aproxima o final do Semestre na UFAM e tudo se mistura: Apresentação de Trabalho aos cântaros, reforma de sala de aula, divisão de livros... Ufa!
Beijos e Fui!
Hoje com poesia do Acre:


PERFUME
 

Flutua, no ar, nesta manhã de maio,
Um perfume sutil, que me é tão caro...
Será, talvez, um lânguido desmaio
Das rosas, no jardim, ao desamparo,..

Flutua, no ar, flutua, suavemente,
Esse raro perfume inconfundível...
Até parece cada vez crescente,
Como se tu... Mas, isso é impossível!

Flutua, no ar, o teu grato perfume,
— Esse perfume, que é só teu, bem teu,
— Esse perfume de que tenho ciúme,
— Esse perfume, que eu quero só meu...

Flutua, no ar, o teu perfume. .. Importa
Saber quem to roubou, desprevenida.
Busco-lhe a causa. .. E, entanto, à minha porta,
És tu mesma que surges, ó "Querida"...
Mario de  Oliveira

ÚLTIMO ENCONTRO

Talvez seja este encontro o derradeiro,
                    Que o destino nos dê.
Guarda a lembrança, como do primeiro
Afeto puro, e crê!

Crê na vida imortal do nosso amor,
                    Pleno de alternativas:
Ora, cheio de encanto; ora, de dor,
                    Unindo almas cativas...

Almas cativas! Mas, vedar quem pode
                    O coração de amar?;
Seria o mesmo, que a ninguém acode,
                    Que acorrentar o mar!

E o mar do nosso amor é tão violento,
                    Que esboroa os parcéis,
Que emergem, da desdita, ao léu do vento.
                    E restamos fiéis!

Fiéis, portanto, pela vida afora
                    Sejamos a este amor
Confiando no destino, muito embora
                    Se mescle de amargor.

Confia e espera, que, talvez, um dia,
                    Vença a perseverança.
E então a vida toda nos sorria,
                    Como um mar em bonança...

E Roberto Evangelista

(de Estação das Águas:)



Aos troncos trancos

e barrancos um rio

alarga o seu leito





Lençóis cinzentos

no céu... Logo a terra

se cobrirá de água





Chove a cântaros...

Alguém é levado

para dentro de si







(de Flores, Frutos e Bambus:)



Árvore sem nome

e sem frutos Que delícia

de sombra!





Por que tão

amargos os últimos

frutos da safra?





As amapolas

quando colhidas papéis

de seda picados?





Ávido amor:

mais flores houvesse

o beija-flor as sugaria

 



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