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quinta-feira, setembro 18, 2008

Guaianases velho de guerra...





História de Guaianases


A formação do bairro de Guaianases, em breve relato, iniciou-se com o aldeamento dos Índios Ururaí em São Miguel Paulista e Guarulhos, com a data passada em 12 de outubro de 1580, por Jerônimo Leitão " Capitão desta Capitania em São Viscente", através da qual foram concedidas terras aos Índios Seis léguas em quadra ao longo do rio Ururaí (hoje tietê), as quais começaram a partir donde acabar a data de João Ramalho e de seus filhos e vão pelo rio corrente tanto de um lado como outro, até acabarem as ditas seis léguas em quadra... com condições de sesmarias conforme ordenação de El rei nosso senhor de hoje para todo o sempre...(extraídos da Câmara de São Paulo, 1622 vol. I).Assim, prosseguiu o chamado aldeamento até total extinção dos Índios, por volta de 1820, passando suas terras para o domínio de particulares, durante os anos seguintes.E foi em terra da família Bueno, localizadas (onde hoje situa-se o Cemitério Lajeado) no Vale do Ribeirão Lageado como simples parada e pousada de viajantes, edificada a pedido do Senhor Manoel Joaquim Alves Bueno, uma capelinha e assim como a Cidade de São Paulo, que nasceu em dia Santo, também Guaianases tem um dia Santo como marco principal.É o dia 3 de maio, dia de Santa Cruz, isto porque neste mesmo dia do ano 1861, o vigário da Paróquia de Arujá, João Cardoso de Menezes e Souza, celebrou a primeira missa e procedeu a benção da Capela de Santa Cruz do Lajeado, e ao redor da Capela que foi reedificada em 1872, começou o nascimento do povoado de Guaianases.A princípio chamava-se Lajeado, porém terras, onde cultivavam produtos agrícolas e agropecuários, segundo outras famílias também imigrantes italianos, instalaram-se como comerciantes com a inauguração da Estrada de Ferro norte São Paulo, posteriormente Estrada de Ferro Central do Brasil (REFASA), e (CBTU) Companhia Brasileira de Trens Urbanos, hoje sob controle da (CPTM), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.Em 06/11/1875, o local onde fora construída a Capela, recebeu a designação de Lajeado Velho, e o núcleo vizinho à estação ferroviária, recebeu o nome de Lajeado Novo, o qual no final do século XIX ganhou outra Capela também dedicada a Santa Cruz. Entretanto para que não houvesse confusão, a Igreja Santa Cruz do Lajeado Velho, teve seu orago mudado para Santa Quitéria, que segundo a lenda, seria o nome de uma escrava fugitiva de uma das fazendas existentes na região pertencentes aos padres Carmelitas, sendo capturada e ali sacrificada selvagemente.O Lageado Novo, começou a prosperar com a chegada dos Imigrantes Italianos a partir de 1876, 1891, 1900, 1906, 1912 e 1920, juntando-se com tradicionais famílias já existentes. Foram os primeiros compostos pelas famílias Thadeo; Gianetti; Diório; Premiano Pistócio; Galia; Pucci; Bauto, estes instaladores de Olarias, principal atividade econômica por longo tempo no lugar, que foram as responsáveis pelo fornecimento de tijolos para as construções da cidade São Paulo, principalmente as indústrias e moradias dos bairros da Móoca, Brás, Belém, Mooca, Bom Retiro, Pari, etc.As segundas famílias , Bueno, Pereira, Mariano, Carmo, Pedroso, Moreira, Leme, Cunha, Jordão, Xavier, Leite etc... eram proprietários de grandes áreas de terras, onde cultivavam produtos agrícolas e agropecuários, seguindo outras famílias também de italianos. Instalaram-se como comerciantes em várias atividades as famílias, Calabrez, os Tabelini e Prandini, com o ramo de Secos e Molhados; a família os Iapequini, com a extração e corte de lenhas e madeiras, que também abasteciam as Indústrias do início do século, na cidade de São Paulo.A família Radiante, como fabricantes de vinhos; outras também italianas, dedicavam-se às atividades de fabricação de tachos de cobre como os Vita. Bomfanti, Cornedi e Saqueto ferreiros e carpinteiros.Vinda em 1912 a família Matheus, imigrante espanhola, que através do patriarca Luiz Matheus, funda as Pedreiras Lajeado e São Matheus, que também passou a abastecer a cidade de São Paulo.Contava Lajeado já volta de 1920, com uma população aproximada de 600 habitantes e 100 prédios.Em 1924, a direção da E.F.C.B.(Estrada de Ferro Central do Brasil) atual CPTM, mudou o nome da Estação, para Carvalho de Araújo, em homenagem a um dos Engenheiros da dita ferrovia. Na data de 30/12/29, Lajeado foi elevado à condição de Distrito.Durantes o período de 1920 a 1940, Lajeado teve um desenvolvimento inexpressível, tendo surgido os primeiros loteamentos na década de 1920, como Vila Iolanda(1926),CAIC(1928),Princesa Isabel(1928), parte da fazenda Santa Etelvina(1926), onde chegou a formar-se um pequeno núcleo de imigrantes alemães e austríacos, em número de 12 famílias.Guaianases passa a ter em 1934, população de 1.642 habitantes, possuindo até então uma única Escola Reunidas de Lajeado,fundada em 1873; a Agência de Correios em 1873; uma subdelegacía de policia, criada em 1895 e duas Agremiações Esportivas, o Atlas Lajeadense F.C., cuja fundação ocorreu por volta 1915 e posteriormente a União F.C. fundado em 1934; ambos possuíam boas sedes, onde nos finais de semana, realizavam animados bailes, como também possuíam os melhores esquadrões da região vindo a fundir-se em 1946, criando o atual Guaianases F.C.Possuía também Bandas de Músicas, existindo a primeira no período de 1915 a 1926, e a Segunda Corporação Musical Lira de São Benedito, fundada em 1933, extinta em 1938.Como curiosidade, havia um trecho de estrada de ferro particular, ligando a estação do Lajeado à Fazenda Santa Etelvina, hoje Cidade Tiradentes, cuja instalação ocorreu em 1908, tendo sido extinta em 1937, em cujos trilhos corria um bondinho de passageiros e pequenos vagões de cargas, para transportar lenha, tijolos, pedras, carvão e produtos agrícolas da região da Passagem Funda; outra curiosidade, era a existência de 14 lampiões que serviam como iluminação Pública, localizados nas Ruas;. 15 de Novembro, atual Salvador Gianetti, XI de Agosto (atual Capitão Pucci), Rua. Floriano Peixoto (atual Hipólito de Camargo) e Rua. Santa Cruz (atual Saturnino Pereira), instalados por volta de 1915.Apresentava Lajeado(Guaianases) em 1940, uma população de 2.967 habitantes e 806 prédios (fonte IBGE).O bairro participou na segunda Guerra Mundial, com a ida do pracinha Otelo Augusto Ribeiro, que infelizmente, não retornou à Pátria, morrendo em terras da Itália, mas que por fim, em sua homenagem, tem seu nome em uma das principais ruas de Guaianases.Finalmente o Bairro recebe oficialmente o nome de Guaianases, pela Lei n. 252 de 24/12/48. Palavra de ordem Tupi, isto porque a região fora habitada pela tribo dos Índios Guaianás, até os primeiros séculos do descobrimento do Brasil.Guaianases nos anos 40, passou a desenvolver-se com novos loteamentos, devido acrescente procura e necessidade de mão de obra nas Indústrias de São Paulo, ocorrendo então a migração de pessoas de todos os cantos do Brasil, principalmente do nordeste, que chegando como braço para trabalho, procuraram instalar-se nos bairros periféricos da Capital.Guaianases chegou em 1950, a contar com uma população de 10.143 habitantes, tornando-se por excelência, bairro dormitório; contava nessa época, com único meio de transporte, a valiosa MARIA FUMAÇA da EFCB, até 1958, quando começou a correr os primeiros trens elétricos que até hoje nos servem.A partir da década de 1950, o bairro prosseguiu seu desenvolvimento mais expressivo, com novos loteamentos, que surgiram da noite para o dia e, atingiu em 1960, uma população aproximada de 45.000 habitantes, desde então até hoje, com a constante migração e desenvolvimento de casas populares e Cohab's, a região tivera um crescimento populacional espantoso e atualmente ultrapassa 1,6 milhões de habitantes.






Você ainda pode entrar pelo site http://www.conseg.org/ ( se for cadastrado, é um apena ) e pedir a História de nosso Bairro.


É a biografia autorizada que esta também no site






Elisabeth Alves

11 comentários:

  1. Anônimo9:24 PM

    Sou moradora do bairro e adorei saber a história do mesmo, pena que a gestão pública não tem tanto amor por esse lugar como nós moradores para perceber que é necessário maiores investimentos em esporte, lazer, educação, saúde e cultura para diminuir a violencia.

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  2. Muito interessante conhecer a história do bairro onde moro, com tanta riqueza de detalhes! Parabéns pela pesquisa e pela publicação dessas informações.
    Ricardo Ferreira Nepomuceno

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  3. Anônimo4:50 PM

    DAS HISTORIAS QUE FORAM PUBLICADAS A RESPEITO DO BAIRRO, ESTA É A QUE MELHOR RETRATA O PASSADO. POR PERTENCER A UMA DAS FAMÍLIAS MAIS ANTIGAS DO BAIRRO, A FAMILIA CARMO DO LAJEADO VELHO, CUJO NASCIMENTO DOCUMENTADO DE MEU AVO CONSTA A DATA DE 1865, O DE MINHA TIA MAIS VELHA O ANO DE 1910 E O DE MINHA MÃE O ANO DE 1923, TODOS FALECIDOS.

    NOTA: AS PRIMEIRAS FAMÍLIAS SÃO OS LEITE, OS BUENO,OS MARIANO, OS CARMO. OS ITALIANOS SÃO AS SEGUNDAS FAMILIAS

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  4. Anonimo querido
    Pena que não se identificou, quero postar mais sobre o Bairro, mas acabo encontrado coisas sem confirmação documental, acaba ficando meio político né...
    Se voltar queira envia um eamil para eliselorena@hotmail.com
    Obrigada
    Elisabeth Lorena Alves

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  5. Anônimo12:44 PM

    faltou muita coisa, a importancia do conjunto os kitigais, nos anos,60e70 para os jovens do bairro.

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    1. Anônimo1:25 PM

      MEU PAI ERA MEMBRO DA BANDA. TOCAVA CONTRA BAIXO

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  6. Anônimo12:46 PM

    faltou os japoneses, como da familia ogata, tanaka,tsuboy,etc

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    1. Anônimo1:26 PM

      SOU DA FAMILIA OGATA. FILHA DE UM DOS INTEGRANTES DA BANDA KITIGAIS

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  7. Poxa, eu até procuro informações sobre os primeiros japoneses e chineses mas nunca consegui nada. Uma pena também que voc6e não deixou contato. Se acaso entrar aqui, envie-me os dados que tem para eliselorena@hotmail.com aos meus cuidados.
    Abraços

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    1. Anônimo1:26 PM

      OI. EU TENHO UMA FOTO DO GRUPO KITIGAIS, SOU FILHA DE UM DOS MEMBROS DO GRUPO

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    2. Olá!
      Podes me enviar?
      Identifique-se. Conte-me sobre seu pai. Terei gosto em falar sobre ele...
      Elisabeth
      eliselorena.manaus@gmail.com

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