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segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Falando sobre discriminação racial...

A propósito, não sou de fato negra, mas como muitos brasileiros tenho ascendência africana, apesar de meus pais biológicos, com quem não convivo, não possuirem traços claros deste parentesco.
Meus cachos rebeldes e sempre secos me mostram que de fato deveria ao menos sambar, isto por que danço com a elegancia do vôo de um enorme avestruz.
Nunca digo que sou branca, mas sou meio pálida, apesar de ser o que as pessoas chamam de morena.Assim como aumentava minha idade até os 35, adorava ser mais velha, amo ser chamada de "Neguinha", que é a forma que alguns amigos me tratam.No entanto comeceia pensar algo sobre ser negro e vi que existe muito preconceito ainda no nosso quertido Brasil, em duas mãos: O racismo contra negro, vindo de branco e racismo de negro contra negro - o que a lei classifica como desinteligência.
Comecei a meditar sobre influências negras em nossa cultura ( se é que temos uma própria e ele não seja apenas o embranquecer brasileiro ) e fiquei pasma.
Aí, lendo meu e-mail hoje, olha só o que achei:

É assim que se combate o racismo

http://chicaodoispassos.blogspot.com/





No auge da fama da Xuxa muitas crianças negras perguntavam para suas mães quando iriam ficar brancas.

Xuxa, Angélica, Eliane, etc... eram todas loirinhas, como se o Brasil fosse uma filial da Suécia.

As crianças negras viam a propaganda de bonecas loiras de olhos verdes.

Estas crianças cresceram sem referência nenhuma do que é ser negro que não fossem pessoas simples e em posições sociais humildes. Traduzindo, negros apareciam na Tv em programas sobre criminalidade ou apareciam na vida das crianças como cozinheira, motorista de ônibus ou como um vizinho pobre e sem estudos que nem seus pais.

Os mais ricos somente cruzavam com negros quando estes trabalhavam em serviços simples ou quando os "incomodavam" pedindo coisas ou andando por onde "não deveriam".

Palavras bonitas não competem com fatos concretos. De que adianta alguém falar que os negros merecem respeito e depois ficar com medo quando vê um grupo deles andando na rua?

Não adianta nada.

A melhor forma de combater o racismo é ajudar os negros a "crescerem" econômica e culturalmente. Mais educação e mais oportunidade de estudos e empregos (empregos "bons").

Eu já disse e repito. Obama só foi eleito porque ANTES os americanos se acostumaram com negros comandando as forças armadas do país, com negros médicos cuidando de brancos em hospistais, com negros juízes, promotores, etc. Este fato só possível de ser realizado em curto espaço de tempo por existiu as políticas de cotas (as políticas de ação afirmativas).

Veja agora que bela a notícia abaixo:

"Deu na "New York" e ecoou no Blue Bus que as agências publicitárias americanas "lutam para se ajustar à nova era, em que as pessoas mais admiradas da América são uma família negra". Agentes buscam modelos (acima) que lembrem as duas filhas de Obama". Folha de SP

Certamente as crianças americanas negras não perguntarão mais para suas mães, como as brasileiras: quando é que eu vou ficar branca?

Não perguntarão porque terão muitos e bons exemplos de pessoas como elas em posição social de relevância.

E as crianças de outras raças poderão admirar negros que não sejam esportistas ou artístas.

E vai chegar um tempo em que a cor das pessoas serão o segundo (ou terceiro) plano de suas vidas.

Neste dia a sociedade humana estará vivendo muito melhor.


BLOG DO CHICÃO
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Um comentário:

  1. Anônimo4:28 PM

    A coisa mais positiva que Obama faz é não discutir a questão racial, pois a prática é o critério da verdade. Uma sociedade sem racismo será a sociedade em que ninguém observará as etnias, por ser um dado irrelevante, a ser desconsiderado.
    Na contra-mão do combate ao racismo, o governo brasileiro cria mecanismos que têm por base a caracterização étnica, por isto, acentuam o racismo e promovem o segregacionismo. Um exemplo é a Política Nacional de Saúde das Populações Negras, que parte da premissa de que há diferenças biológicas entre negros e não-negros a ponto de se justificar a criação de tal programa.
    Manoel Carlos

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