terça-feira, maio 04, 2021

𝙿𝚘𝚎𝚖𝚊 𝙼𝚊𝚝𝚎𝚖á𝚝𝚒𝚌𝚘 - 𝙼𝚒𝚕𝚕ô𝚛 𝙵𝚎𝚛𝚗𝚊𝚗𝚍𝚎𝚜 e um dedinho de prosa

 


Um dedo mindinho de prosa antes: Eu gosto tanto de Millôr Fernandes que uso ele até como Teoria.

Olha se não estou certa? Como seu campo semântico segue a ideia do texto sem escorregar, sem perder a criatividade e o conteúdo, Não há como viver no Brasil sem conhecer nossos escritores. E se alguém que saiba ler não conhece nossos autores, ainda não vive! Meus avós tinham pouca leitura, já que eram de outra época, mas amavam Machado de Assis, Lima Barreto, declamavam Olavo Bilac e Castro Alves para nós, enquanto brincávamos pela sala...

Amo ter tido contato com a Boa Literatura mesmo nascendo em um ambiente tão comum e tão próximo da pobreza total. Meus avós iam à Feira do Jabaquara buscar Cordel e Literatura dos meninos - Literatura Marginal. Eles compravam para ajudar os pobres meninos... pobres meninos que nem pobres eram e hoje são partes do Cânone Brasileiro.

A primeira vez que li "Não há vagas", do Ferreira Goulart, foi no pé de goiaba em um livrinho de folhas mimeografadas.

Agora vou para aula. Beijos




𝙿𝚘𝚎𝚖𝚊 𝙼𝚊𝚝𝚎𝚖á𝚝𝚒𝚌𝚘 - 𝙼𝚒𝚕𝚕ô𝚛 𝙵𝚎𝚛𝚗𝚊𝚗𝚍𝚎𝚜.



......
À𝚜 𝚏𝚘𝚕𝚑𝚊𝚜 𝚝𝚊𝚗𝚝𝚊𝚜 𝚍𝚘 𝚕𝚒𝚟𝚛𝚘 𝚍𝚎 𝚖𝚊𝚝𝚎𝚖á𝚝𝚒𝚌𝚊, 𝚞𝚖 𝚚𝚞𝚘𝚌𝚒𝚎𝚗𝚝𝚎 𝚊𝚙𝚊𝚒𝚡𝚘𝚗𝚘𝚞-𝚜𝚎 𝚞𝚖 𝚍𝚒𝚊
𝚍𝚘𝚒𝚍𝚊𝚖𝚎𝚗𝚝𝚎 𝚙𝚘𝚛 𝚞𝚖𝚊 𝚒𝚗𝚌ó𝚐𝚗𝚒𝚝𝚊.
𝙾𝚕𝚑𝚘𝚞-𝚊 𝚌𝚘𝚖 𝚜𝚎𝚞 𝚘𝚕𝚑𝚊𝚛 𝚒𝚗𝚞𝚖𝚎𝚛á𝚟𝚎𝚕 𝚎 𝚟𝚒𝚞-𝚊, 𝚍𝚘 á𝚙𝚒𝚌𝚎 à 𝚋𝚊𝚜𝚎.
𝚄𝚖𝚊 𝚏𝚒𝚐𝚞𝚛𝚊 í𝚖𝚙𝚊𝚛 𝚘𝚕𝚑𝚘𝚜 𝚛𝚘𝚖𝚋ó𝚒𝚍𝚎𝚜, 𝚋𝚘𝚌𝚊 𝚝𝚛𝚊𝚙𝚎𝚣ó𝚒𝚍𝚎, 𝚌𝚘𝚛𝚙𝚘 𝚘𝚛𝚝𝚘𝚐𝚘𝚗𝚊𝚕, 𝚜𝚎𝚒𝚘𝚜
𝚎𝚜𝚏𝚎𝚛ó𝚒𝚍𝚎𝚜.
𝙵𝚎𝚣 𝚍𝚊 𝚜𝚞𝚊 𝚞𝚖𝚊 𝚟𝚒𝚍𝚊 𝚙𝚊𝚛𝚊𝚕𝚎𝚕𝚊 𝚊 𝚍𝚎𝚕𝚊 𝚊𝚝é 𝚚𝚞𝚎 𝚜𝚎 𝚎𝚗𝚌𝚘𝚗𝚝𝚛𝚊𝚛𝚊𝚖 𝚗𝚘 𝚒𝚗𝚏𝚒𝚗𝚒𝚝𝚘.
"𝚀𝚞𝚎𝚖 é𝚜 𝚝𝚞?" - 𝚒𝚗𝚍𝚊𝚐𝚘𝚞 𝚎𝚕𝚎 𝚌𝚘𝚖 â𝚗𝚜𝚒𝚊 𝚛𝚊𝚍𝚒𝚌𝚊𝚕.
"𝙴𝚞 𝚜𝚘𝚞 𝚊 (𝚛𝚊𝚒𝚣 𝚚𝚞𝚊𝚍𝚛𝚊𝚍𝚊 𝚍𝚊) 𝚜𝚘𝚖𝚊 𝚍𝚘𝚜 𝚚𝚞𝚊𝚍𝚛𝚊𝚍𝚘𝚜 𝚍𝚘𝚜 𝚌𝚊𝚝𝚎𝚝𝚘𝚜, 𝚖𝚊𝚜 𝚙𝚘𝚍𝚎 𝚖𝚎
𝚌𝚑𝚊𝚖𝚊𝚛 𝚍𝚎 𝚑𝚒𝚙𝚘𝚝𝚎𝚗𝚞𝚜𝚊".
𝙴 𝚍𝚎 𝚏𝚊𝚕𝚊𝚛𝚎𝚖 𝚍𝚎𝚜𝚌𝚘𝚋𝚛𝚒𝚛𝚊𝚖 𝚚𝚞𝚎 𝚎𝚛𝚊𝚖 𝚘 𝚚𝚞𝚎, 𝚎𝚖 𝚊𝚛𝚒𝚝𝚖é𝚝𝚒𝚌𝚊, 𝚌𝚘𝚛𝚛𝚎𝚜𝚙𝚘𝚗𝚍𝚎 𝚊
𝚊𝚕𝚖𝚊𝚜 𝚒𝚛𝚖ã𝚜, 𝚙𝚛𝚒𝚖𝚘𝚜 𝚎𝚗𝚝𝚛𝚎 𝚜𝚒.
𝙴 𝚊𝚜𝚜𝚒𝚖 𝚜𝚎 𝚊𝚖𝚊𝚛𝚊𝚖 𝚊𝚘 𝚚𝚞𝚊𝚍𝚛𝚊𝚍𝚘 𝚍𝚊 𝚟𝚎𝚕𝚘𝚌𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚍𝚊 𝚕𝚞𝚣 𝚜𝚎𝚡𝚝𝚊 𝚙𝚘𝚝𝚎𝚗𝚌𝚒𝚊çã𝚘
𝚝𝚛𝚊ç𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚊𝚘 𝚜𝚊𝚋𝚘𝚛 𝚍𝚘 𝚖𝚘𝚖𝚎𝚗𝚝𝚘 𝚎 𝚍𝚊 𝚙𝚊𝚒𝚡ã𝚘 𝚛𝚎𝚝𝚊𝚜, 𝚌𝚞𝚛𝚟𝚊𝚜, 𝚌í𝚛𝚌𝚞𝚕𝚘𝚜 𝚎 𝚕𝚒𝚗𝚑𝚊𝚜
𝚜𝚎𝚗𝚘𝚒𝚍𝚊𝚒𝚜.
𝙽𝚘𝚜 𝚓𝚊𝚛𝚍𝚒𝚗𝚜 𝚍𝚊 𝚚𝚞𝚊𝚛𝚝𝚊 𝚍𝚒𝚖𝚎𝚗𝚜ã𝚘, 𝚎𝚜𝚌𝚊𝚗𝚍𝚊𝚕𝚒𝚣𝚊𝚛𝚊𝚖 𝚘𝚜 𝚘𝚛𝚝𝚘𝚍𝚘𝚡𝚘𝚜 𝚍𝚊𝚜 𝚏ó𝚛𝚖𝚞𝚕𝚊𝚜
𝚎𝚞𝚌𝚕𝚒𝚍𝚒𝚊𝚗𝚊𝚜 𝚎 𝚘𝚜 𝚎𝚡𝚎𝚐𝚎𝚝𝚊𝚜 𝚍𝚘 𝚞𝚗𝚒𝚟𝚎𝚛𝚜𝚘 𝚏𝚒𝚗𝚒𝚝𝚘.
𝚁𝚘𝚖𝚙𝚎𝚛𝚊𝚖 𝚌𝚘𝚗𝚟𝚎𝚗çõ𝚎𝚜 𝙽𝚎𝚠𝚝𝚘𝚗𝚒𝚊𝚗𝚊𝚜 𝚎 𝙿𝚒𝚝𝚊𝚐ó𝚛𝚒𝚌𝚊𝚜 𝚎, 𝚎𝚗𝚏𝚒𝚖, 𝚛𝚎𝚜𝚘𝚕𝚟𝚎𝚛𝚊𝚖 𝚜𝚎
𝚌𝚊𝚜𝚊𝚛, 𝚌𝚘𝚗𝚜𝚝𝚒𝚝𝚞𝚒𝚛 𝚞𝚖 𝚕𝚊𝚛 𝚖𝚊𝚒𝚜 𝚚𝚞𝚎 𝚞𝚖 𝚕𝚊𝚛, 𝚞𝚖𝚊 𝚙𝚎𝚛𝚙𝚎𝚗𝚍𝚒𝚌𝚞𝚕𝚊𝚛.
𝙲𝚘𝚗𝚟𝚒𝚍𝚊𝚛𝚊𝚖 𝚘𝚜 𝚙𝚊𝚍𝚛𝚒𝚗𝚑𝚘𝚜: 𝚘 𝚙𝚘𝚕𝚒𝚎𝚍𝚛𝚘 𝚎 𝚊 𝚋𝚒𝚜𝚜𝚎𝚝𝚛𝚒𝚣, 𝚎 𝚏𝚒𝚣𝚎𝚛𝚊𝚖 𝚘𝚜 𝚙𝚕𝚊𝚗𝚘𝚜,
𝚎𝚚𝚞𝚊çõ𝚎𝚜 𝚎 𝚍𝚒𝚊𝚐𝚛𝚊𝚖𝚊𝚜 𝚙𝚊𝚛𝚊 𝚘 𝚏𝚞𝚝𝚞𝚛𝚘, 𝚜𝚘𝚗𝚑𝚊𝚗𝚍𝚘 𝚌𝚘𝚖 𝚞𝚖𝚊 𝚏𝚎𝚕𝚒𝚌𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚒𝚗𝚝𝚎𝚐𝚛𝚊𝚕
𝚎 𝚍𝚒𝚏𝚎𝚛𝚎𝚗𝚌𝚒𝚊𝚕.
𝙴 𝚜𝚎 𝚌𝚊𝚜𝚊𝚛𝚊𝚖 𝚎 𝚝𝚒𝚟𝚎𝚛𝚊𝚖 𝚞𝚖𝚊 𝚜𝚎𝚌𝚊𝚗𝚝𝚎 𝚎 𝚝𝚛ê𝚜 𝚌𝚘𝚗𝚎𝚜 𝚖𝚞𝚒𝚝𝚘 𝚎𝚗𝚐𝚛𝚊ç𝚊𝚍𝚒𝚗𝚑𝚘𝚜 𝚎
𝚏𝚘𝚛𝚊𝚖 𝚏𝚎𝚕𝚒𝚣𝚎𝚜 𝚊𝚝é 𝚊𝚚𝚞𝚎𝚕𝚎 𝚍𝚒𝚊 𝚎𝚖 𝚚𝚞𝚎 𝚝𝚞𝚍𝚘, 𝚊𝚏𝚒𝚗𝚊𝚕, 𝚟𝚒𝚛𝚊 𝚖𝚘𝚗𝚘𝚝𝚘𝚗𝚒𝚊.
𝙵𝚘𝚒 𝚎𝚗𝚝ã𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚜𝚞𝚛𝚐𝚒𝚞 𝚘 𝚖á𝚡𝚒𝚖𝚘 𝚍𝚒𝚟𝚒𝚜𝚘𝚛 𝚌𝚘𝚖𝚞𝚖, 𝚏𝚛𝚎𝚚𝚞𝚎𝚗𝚝𝚊𝚍𝚘𝚛 𝚍𝚎 𝚌í𝚛𝚌𝚞𝚕𝚘𝚜
𝚌𝚘𝚗𝚌ê𝚗𝚝𝚛𝚒𝚌𝚘𝚜 𝚟𝚒𝚌𝚒𝚘𝚜𝚘𝚜, 𝚘𝚏𝚎𝚛𝚎𝚌𝚎𝚞-𝚕𝚑𝚎, 𝚊 𝚎𝚕𝚊, 𝚞𝚖𝚊 𝚐𝚛𝚊𝚗𝚍𝚎𝚣𝚊 𝚊𝚋𝚜𝚘𝚕𝚞𝚝𝚊 𝚎
𝚛𝚎𝚍𝚞𝚣𝚒𝚞-𝚊 𝚊 𝚞𝚖 𝚍𝚎𝚗𝚘𝚖𝚒𝚗𝚊𝚍𝚘𝚛 𝚌𝚘𝚖𝚞𝚖.
𝙴𝚕𝚎, 𝚚𝚞𝚘𝚌𝚒𝚎𝚗𝚝𝚎 𝚙𝚎𝚛𝚌𝚎𝚋𝚎𝚞 𝚚𝚞𝚎 𝚌𝚘𝚖 𝚎𝚕𝚊 𝚗ã𝚘 𝚏𝚘𝚛𝚖𝚊𝚟𝚊 𝚖𝚊𝚒𝚜 𝚞𝚖 𝚝𝚘𝚍𝚘, 𝚞𝚖𝚊
𝚞𝚗𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎.
𝙴𝚛𝚊 𝚘 𝚝𝚛𝚒â𝚗𝚐𝚞𝚕𝚘 𝚝𝚊𝚗𝚝𝚘 𝚌𝚑𝚊𝚖𝚊𝚍𝚘 𝚊𝚖𝚘𝚛𝚘𝚜𝚘 𝚍𝚎𝚜𝚜𝚎 𝚙𝚛𝚘𝚋𝚕𝚎𝚖𝚊, 𝚎𝚕𝚎 𝚎𝚛𝚊 𝚊 𝚏𝚛𝚊çã𝚘 𝚖𝚊𝚒𝚜 𝚘𝚛𝚍𝚒𝚗á𝚛𝚒𝚊.
𝙼𝚊𝚜 𝚏𝚘𝚒 𝚎𝚗𝚝ã𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝙴𝚒𝚗𝚜𝚝𝚎𝚒𝚗 𝚍𝚎𝚜𝚌𝚘𝚋𝚛𝚒𝚞 𝚊 𝚛𝚎𝚕𝚊𝚝𝚒𝚟𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎 𝚎 𝚝𝚞𝚍𝚘 𝚚𝚞𝚎 𝚎𝚛𝚊 𝚎𝚜𝚙ú𝚛𝚒𝚘 𝚙𝚊𝚜𝚜𝚘𝚞 𝚊 𝚜𝚎𝚛 𝚖𝚘𝚛𝚊𝚕𝚒𝚍𝚊𝚍𝚎, 𝚌𝚘𝚖𝚘, 𝚊𝚕𝚒á𝚜, 𝚎𝚖 𝚚𝚞𝚊𝚕𝚚𝚞𝚎𝚛 𝚂𝚘𝚌𝚒𝚎𝚍𝚊𝚍𝚎
......
𝙼𝚒𝚕𝚕ô𝚛 𝙵𝚎𝚛𝚗𝚊𝚗𝚍𝚎𝚜 (🇧🇷𝙱𝚛𝚊𝚜𝚒𝚕, 𝟷𝟿𝟸𝟹.𝟸𝟶𝟷𝟸), 𝚟𝚒𝚊: '𝚋𝚛𝚊𝚒𝚗𝚕𝚢𝚌𝚘𝚖𝚋𝚛' 🎨𝙰𝚛𝚝𝙵𝚑𝚘𝚝𝚘 📸 𝚈𝚞𝚢𝚊 𝙼𝚊𝚝𝚜𝚞𝚘 (🇯🇵𝙹𝚊𝚙𝚊𝚗).
𝙼𝚒𝚕𝚕ô𝚛 𝙵𝚎𝚛𝚗𝚊𝚗𝚍𝚎𝚜 🎨𝙰𝚛𝚝𝙵𝚑𝚘𝚝𝚘 📸𝙶𝚘𝚘𝚐𝚕𝚎.

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